quinta-feira, 4 de março de 2010

IASD E AS DUAS GUERRAS MUNDIAIS - II

FINALMENTE!


Igreja Adventista Pede Perdão Por Apoiar o Nazismo (Texto já traduzido abaixo)



25 de agosto de 2005.

Igrejas Adventistas da Alemanha e Áustria Pedem Desculpas às Vítimas do Nazismo



Frauke Brauns

Bielefeld, Alemanha (ENI). Líderes de Igrejas Adventistas do Sétimo dia na Alemanha e Áustria, 60 anos depois do final da Segunda Guerra Mundial declararam que eles "lamentam" em profundo pesar pela participação ou apoio a atividades Nazistas.

As igrejas adventistas no EUA enviaram cópias da declaração a Yad Vashem, a Autoridade de Recordação dos Heróis e Mártires do Holocausto em Israel.



Europa: Igrejas da Alemanha e Áustria Pedem Desculpas Por Ações Durante Holocausto



August 16, 2005 Hannover, Germany .... [Mark A. Kellner/ANN Staff]



Uma cópia da declaração foi fornecida a Yad Vashem, autoridade do Memorial de Recordação dos Mártires e Heróis do Holocausto em Israel, acrescentou o Dr. Rolf Pöhler, ex-presidente da área eclesiástica do Norte Alemã, que atua presentemente como consultor teológico, e estava envolvido com a redação da declaração.



"Profundamente lamentamos que o caráter da ditadura Nacional Socialista não havia sido percebida em tempo e de modo suficientemente claro, e a natureza contrária a Deus da ideologia [nazista] não havia sido devidamente identificada", afirma a declaração. A Igreja declara que também lamenta "que em algumas de nossas publicações . . . se encontraram artigos glorificando Adolf Hitler e concordando com a ideologia do anti-semitismo numa forma que é incrível para a perspectiva atual".



Durante a I Guerra Mundial, uma porção de adventistas alemães afastaram-se da denominação, opondo-se a qualquer serviço militar. Isso levou os nacionais socialistas em 1936 a proibir o chamado "Movimento da Reforma" durante o tempo em que estiveram no poder. Brugger declarou que a preocupação com o fechamento das igrejas adventistas oficiais todas pelos nazistas pode ter pesado sobre os líderes daquela era.



"Creio que durantes aqueles tempos a liderança oficial de nossa Igreja teve medo de perder o controle sobre a Igreja e perder a Igreja porque as autoridades políticas já haviam . . .



[confundido] nossa Igreja com o movimento de Reforma", ele explicou. "Creio que nossos líderes tiveram medo de perder o reconhecimento oficial de nossa Igreja, assim pode ser que não foram tão fiéis a nossas crenças como teria sido necessário".



E acrescentou: "Foi algo mais político do que teológico, tenho certeza".



A principal Igreja Adventista do Sétimo Dia na Alemanha foi também brevemente proibida sob o nazismo, observa Pöhler. Uma rápida reviravolta pelo regime levou a um alívio entre os adventistas, mas também a um nível de cooperação com o governo que não foi salutar.



"Tivemos que reconhecer que uma declaração errada, uma ação por uma pessoa poderia significar que findaria num campo de concentração" comentou Pöhler a respeito daquela era. Essa teria sido "a razão por que excluímos adventistas de origem judaica dentre nossos membros: se uma igreja local não tivesse feito isso, [os nazistas] teriam fechado a igreja, levado o ancião para a prisão e teria significado que a Igreja inteira seria proibida.



"Mudamos o nome de Escola Sabatina para 'Escola Bíblica'-- evitando o nome original "por causa de representar um risco", prosseguiu Pöhler. "Estávamos no perigo de sermos confundidos com os judeus. Ao recusarmos chamá-la de escola sabatina, estabelece-se uma pequena distância entre você e os judeus", aduziu.



"Os líderes denominacionais se adaptaram e até adotaram algo da ideologia anti-semítica dos nazistas; em alguns casos, fizeram mais do que o necessário para agradar as autoridades [nazistas]. Isto é algo que realmente nos parece estranho", declarou Heinz.



Ao mesmo tempo, ele disse, "sei que muitos membros adventistas, pessoas comuns, ajudaram os judeus, mas nunca falaram a respeito".



Traído por um ministro adventista diante do tribunal

Gustav Psyrembel

O irmão Metzner serviu como instrumento para que um jovem de Karlsmark, distrito de Brieg, conhecesse o Movimento de Reforma.

Estava surgindo o poder totalitário estatal na Alemanha e os militares exigiam que os cidadãos tomassem posição definida em defesa da pátria. Como resultado, o jovem Gustav Psyrembel, foi convocado.

Fazia pouco tempo que se havia casado, quando chegou a intimação para o alistamento. Psyrembel recusou-se a cumprir o dever militar por crer no Evangelho da paz anunciado por Cristo.

Declarou em termos breves e claros que se negava a participar de treinamentos de guerra por ser atitude incompatível com o espírito pregado no Sermão da Montanha. Tinha plena certeza de que todos quantos cressem no Evangelho deveriam estar unidos numa comunidade internacional, e que era sua tarefa "buscar e salvar o que se havia perdido."

Portanto, ao lado dos companheiros de fé, não podia, conscientemente, concordar com a participação na guerra sanguinolenta entre nações, nem com outras coisas referentes a ela.

Foi preso, e depois de infrutíferos esforços para mudar seu modo de pensar, foi levado perante a corte marcial em Berlim. Disseram-lhe que devia prestar contas de suas ações, não diante de um concílio de igrejas, mas da corte militar. Tentaram persuadi-lo de que todo homem deve obedecer o governo.

Psyrembel corajosamente testificou que o reino de Deus não é deste mundo e, portanto, os seguidores de Cristo não podem lutar por reinos da Terra. Então apresentaram-lhe uma carta longa, escrita por um ministro adventista do sétimo dia, que recomendava a defesa da pátria como dever cristão. O jovem, de pé, perante o tribunal superior de guerra, traído por ministros da Igreja Adventista que o acusavam de ter pontos de vista errôneos, declarou firmemente que não podia servir a dois senhores.

Segundo suas convicções, somente a cristandade apostatada podia estar com a Bíblia numa das mãos e a espada na outra. Toda igreja que agisse dessa maneira não tinha a eficácia da piedade, mas apenas a aparência.

Psyrembel foi condenado à morte. Numa carta cheia de pormenores à esposa, expressou pesar ao saber que um ministro adventista, em carta dirigida ao tribunal, o havia traído e apresentado sob falsa luz sua posição. Nem essa traição o desanimou. Numa cela solitária, esperou o dia da execução da sentença.

Só Deus sabe que sentimentos passaram na alma desse soldado da cruz durante aqueles dias tenebrosos. Sua última carta mostra que o Espírito do Senhor [218] havia posto seus pensamentos acima de toda privação, sofrimento e necessidade. Seus olhos estavam dirigidos para cima, para além deste mundo em conflito com Deus. Ele possuía a certeza serena de que "todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão", o que se cumpriu literalmente na História em 1945, cinco anos depois de sua morte.

As cidades onde ele foi prisioneiro por causa da fé, onde a corte militar o sentenciou à morte e seu sangue foi derramado, foram destruídas por um bombardeio. E nós, mais uma vez nos lembramos de que "tudo o que o homem semear, isso também ceifará." (Condensado do livro And Follow Their Faith, págs. 9, 10, 13 e 14).

3. Mas a história toda, inclusive do presidente da Associação Alemã Oriental que obrigou os irmãos a saudarem a bandeira da suástica para não prejudicar a imagem da Iasd, é contada pela revista Liberty:

"No povoado adventista de Friedensau, o Estado parlamentar Nazista obteve 99,9% dos votos. Quando alguns adventistas se recusaram a saudar a bandeira suástica e usar a saudação de Hitler, o presidente da Associação Alemã Oriental, W. Mueller, argumentou que essa atitude não faria bem à imagem da igreja. Ele concluiu que 'sob nenhuma circunstância o adventista tem o direito de resistir ao governo, ainda que o governo o obrigue a contrariar sua fé.' A resistência seria inconveniente porque rotularia os adventistas como oponentes do novo Estado, uma situação que se deveria evitar." - Texto traduzido de http://www.libertymagazine.org/html/lngerman.html.

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