terça-feira, 7 de junho de 2011

Infidelidade é mais comum entre os neopentecostais, diz pesquisa



Infidelidade é mais comum entre os neopentecostais, diz pesquisa



Os evangélicos neopentecostais são mais infiéis que os outros cristãos segundo a primeira etapa do estudo intitulado de “O Crente e o Sexo” que mostra dados sobre o comportamento sexual de evangélicos casados.
A pesquisa foi realizada pelo BEPEC – Bureau de Pesquisa e Estatística Cristã – em parceria com a AKNA, fornecedora de uma das melhores plataformas de pesquisa online do mundo que ouviram 5.139 respostas por meio de questionário online.
No universo de mulheres que responderam a pesquisa apenas 11,96% afirmaram que já traíram seus esposos. Já entre os homens esse número é maior, 24,68% deles confessam que já traíram suas esposas.
Entre os grupos evangélicos, os neopentecostais são os que mais traem, representando 26,51%. Em seguida estão os batistas, com 22,47% de membros que já traíram seus cônjuges.
Entre os pentecostais 21,43% afirmam que já tiveram caso extraconjugal e os evangélicos que menos traíram foram os de igreja reformada (Presbiterianos, Episcopais, Anglicanos e etc) com 19,41%.
Da amostragem geral apenas 2% de todos os entrevistam disseram que ainda mantém uma relação fora do casamento. E 9% assinalaram que já manteve.
A pesquisa entre os evangélicos mostrou resultados parecidos com uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2009 que revelou que 21% dos homens brasileiros em relações estáveis mantêm relações sexuais com outros parceiros. Para as mulheres o resultado foi de 11%. Essa pesquisa foi feita com 8 mil pessoas sem distinguir a religião de cada um.
Fonte: Gospel Prime

SOJA: MITOS E VERDADES II


                      SOJA: MITOS E VERDADES II





MALEFÍCIOS


Se a soja traz tantos malefícios, como não soubemos deles? Não que médicos e nutricionistas sejam necessariamente desinformados. Na verdade, eles são mal informados por publicações científicas patrocinadas e divulgadas pela indústria da soja.
E mesmo pesquisas sérias, tais quais as feitas pela Embrapa, atenuam ou descrevem de maneira muito vaga os “possíveis” malefícios da soja.
Comecemos a descrição dos malefícios a partir do grão de soja, cozido para ser servido como salada.
Grão de soja: o grão de soja contém uma série de substâncias prejudiciais à saúde, e que recebem o nome de antinutrientes.
O primeiro desses antinutrientes é um inibidor da enzima tripsina, produzido pelo pâncreas e necessária à boa digestão de proteínas. Os inibidores da tripsina não são neutralizados pelo cozimento. Com a redução da digestão das proteínas, o caminho fica aberto para uma série de deficiências na captação da aminoácidos pelo organismo. Animais submetidos em laboratório a dietas ricas em soja sofreram um aumento no tamanho do pâncreas e até câncer.
A não absorção dos aminoácidos atrapalha não só o crescimento e o desenvolvimento, mas também compromete a fabricação de neurotransmissores. A enxaqueca, a dor de cabeça, pânico, ansiedade, até mesmo depressão, são causados, em parte, por um desequilíbrio nos neurotransmissores.
Há também na soja uma substância chamada hemoglutinina, que aumenta a viscosidade do sangue, facilitando sua coagulação. Portadores de enxaqueca já sofrem de uma maior tendência de coagulação de sangue e, portanto, maior propensão a acidentes vasculares. A pior coisa a fazer é ingerir substâncias que agravem essa tendência.
Por fim, há os fitatos (ácido fítico). São substâncias presentes em qualquer semente e que bloqueiam a absorção de cálcio (osteoporose?), ferro (anemia), magnésio (dores crônicas) e zinco (inteligência).
Ocorre que a soja contém mais fitatos do que qualquer outro cereal. E os fitatos da soja não são eliminados por um cozimento lento e prolongado, o que basta para os demais cereais. Para eliminar os fitatos da soja, é necessário um processo longo e caro de fermentação, que pode levar meses.
Proteína de soja: os produtores de soja trabalharam duro para retirar esses antinutrientes do produto final, particularmente a proteína da soja, que é o ingrediente básico em grade parte de produtos à base de soja, que imitam carne e laticínios, incluindo alimentos para bebês e leite de soja.
A proteína de soja não é algo que possa ser feito em casa. Primeiro, os grãos são deixados de molho em uma solução alcalina, de modo a tentar neutralizar ao máximo (mas não totalmente) os inibidores de tripsina. Em seguida, através de solventes químicos e alta temperatura, retira-se da soja o óleo e os carboidratos. Logo após, utiliza-se um banho ácido para precipitação e separação, de forma que vagamente lembra a produção do queijo de soja (tofu). Por último, vem um processo de neutralização através de uma nova solução alcalina. Segue-se a secagem a altas temperaturas e a redução do produto a um pó, praticamente desprovido de proteínas, mas ainda com um resíduo considerável dos antinutrientes.
A propósito, aquela solução alcalina em que a soja é deixada de molho é de n-hexano, nada mais do que um solvente derivado do petróleo, cujos traços ainda podem ser encontrados no produto final, e que pode gerar o aparecimento de outras substâncias cancerígenas. Este derivado do petróleo também destrói a cistina, um aminoácido importante e que, ironicamente, é abundante na carne, no leite e nos ovos, alimentos normalmente evitados pelos ávidos consumidores de produtos à base de soja.
Além disso, o banho ácido em tanques de alumínio faz com que altos níveis de alumínio se tornem presentes na proteína de soja e daí para o leite, entre outros produtos.
Para a produção da proteína texturizada da soja, que irá virar aquele chiclete que chamam de carne de soja, esse pó é novamente exposto a altas temperaturas, para atingir a consistência desejada, mas com a perda de ainda mais proteínas.
Muito do inibidor de tripsina pode ser removido mas, ainda assim, a quantidade residual desse inibidor na proteína de soja pode variar em 500%. Mas como é desprovida de proteínas, pecuaristas que utilizam ração com proteína de soja são obrigados a utilizar suplementos para manter um crescimento satisfatório em seu rebanho (e nós consumimos esses suplementos por tabela).
Nitratos, que são cancerígenos, são também formados no banho ácido, bem como uma toxina chamada lisinoalanina (que pode causar câncer nos rins) e outra chamada nitrosamina, antes mais encontradas em fumantes, e que pode causar câncer no estômago e alhures.
A cereja na soja é a adição de aromatizantes, tais como o glutamato monossódico, na proteína da soja e na carne de soja para mascarar o gosto forte do grão e para imitar o sabor de carne.
Tal qual como acontece com a soja na salada, o uso da proteína na soja também faz aumentar a necessidade por vitaminas E, K, D e B12 e cria deficiências de cálcio, magnésio, manganês, molibdênio, cobre, ferro e zinco. E animais alimentados com rações à base de soja experimentaram um aumento de órgãos, particularmente o pâncreas e a glândula tireóide, além de grandes depósitos de ácidos graxos no fígado.
Leite de soja e alimentos para bebês: os efeitos da soja são ainda piores em se tratando de crianças. Pesquisas nos EUA (onde o consumo de produtos à base de soja já ocorre desde a década de 60) mostram que a exposição diária de crianças a isoflavonas presentes em alimentos voltados para o público infantil era proporcionalmente de 6 a 11 vezes maior que a dose mínima para causar efeitos prejudiciais em adultos consumindo demais alimentos à base de soja.

Aparentemente 25% das crianças em idade de amamentação nos EUA recebem leite de soja ou leite que contenha uma certa quantidade de soja em sua composição. Pesquisadores americanos estimaram que um bebê alimentado exclusivamente com leite e alimentos contendo soja como ingrediente recebe um equivalente em estrogênio a cinco pílulas anticoncepcionais POR DIA. Em comparação, quase nenhum fitoestrogênio foi detectado em laticínios voltados para crianças ou no leite materno, mesmo quando a mãe consome costumeiramente produtos à base de soja. Portanto, pensem bem antes de trocar o leite de vaca pelo de soja só porque dá cólica no bebê.
Cientistas, especialmente no Japão, sabem há anos que produtos à base de soja podem causar problemas de tireóide em bebês. Mas quais são os efeitos desses produtos no desenvolvimento hormonal em crianças, tanto meninos quanto meninas?
Os bebês masculinos passam por um surto de testosterona durante os primeiros meses de vida, quando os níveis ficam equivalentes a de um adulto. Durante esse período, a criança é programada física e mentalmente para exibir as características esperadas na puberdade. Meninos expostos aos fitoestrógenos da soja mostraram índices menores de desenvolvimento físico esperado. Há pesquisadores que até sugerem que a orientação sexual corre o risco de ser influenciada por uma influencia hormonal inesperada.
O que há de concreto é que dificuldades de aprendizado, especialmente em meninos, atingiram proporções epidêmicas a partir da década de 1970. A introdução da soja na composição de alimentos infantis não pode ser descartada como uma possível causa para esse trágico acontecimento. Cabe lembrar que pesquisas em macacos mostraram que a deficiência de hormônio masculino prejudicava o desenvolvimento da percepção espacial (notoriamente mais desenvolvida em homens) bem como prejudicou a capacidade de aprendizado.
Já para meninas, um número crescente delas está entrando na puberdade bem mais cedo que o normal, de acordo com estudos pediátricos americanos. Pesquisadores descobriram que 1% das meninas mostrou sinais de puberdade acelerada, tais como o crescimento de seios ou o aparecimento de pelos púbicos, aos TRÊS anos de idade, enquanto 15% das meninas brancas e quase 50% das meninas negras tinham uma ou ambas essas características aos oito anos. O estudo tinha como objetivo associar o frango – carregado de hormônios – com esse desenvolvimento prematuro, mas na verdade concluíram pelos produtos à base de soja mesmo.
As conseqüências de uma juventude truncada dessa forma são trágicas. Meninas com corpos maduros são obrigadas a lidar com sentimentos e desejos que a maioria delas são incapazes ainda de compreender. E esse desenvolvimento traz consigo ainda uma série de problemas futuros com o sistema reprodutivo, incluindo dificuldade para menstruar, infertilidade e, vejam só, câncer de mama. Diante dessas constatações, Israel, França, Suiça, Austrália e Nova Zelândia recomendaram que se evitasse completamente o consumo de produtos à base de soja pelas crianças.
Por falar em mama, um colega de trabalho, ciente das paranoias desta que aqui escreve, trouxe uma revista (de saúde) masculina que falava de um militar aposentado que teve sua masculinidade minada por peitos inchados (ginecomastia), perda de pelos e redução na libido, com ereções insatisfatórias, um calvário ligado ao consumo excessivo de soja.
Esse militar, por ser intolerante à lactose, tomava 3 litros de leite de soja por dia. Quando seu endocrinologista pediu para cortar o consumo desse leite, os níveis de estrógeno voltaram ao normal, e um dos principais desconfortos da ginecomastia – a hipersensibilidade dos mamilos – diminuiu sensivelmente.
Contudo, ter deixado apenas de tomar o leite não livrou o militar da dificuldade de evitar a soja. Alguns meses depois, os níveis de estrógeno subiram novamente, fazendo ressurgir os efeitos colaterais. O militar descobriu que estava tomando um leite que não era de soja, mas que continha soja em sua fórmula. Deixou de consumir quaisquer produtos que pudessem ter soja, como biscoitos e chocolates, mas as mamas ficaram permanentemente inchadas.
Tofu: nesse mesmo artigo, há uma outra pesquisa feita na Ásia, feita pelos ingleses, que associou produtos de soja à demência. O intuito da pesquisa era inicialmente comprovar que substâncias similares ao estrógeno protegeriam o cérebro.
Descobriram que os participantes com mais de 65 anos, grandes consumidores de tofu, tiveram uma incidência de demência e de problemas de memória três vezes maior em relação aos que consumiam moderadamente.

E OS BENEFÍCIOS?



Nessa hora, quem leu até aqui deve pensar: “Mas, e os benefícios comprovados da soja?”.
Sim, eles existem. A soja tem grandes propriedades antioxidantes, previne câncer. Os japoneses têm a menor incidência de câncer de mama, útero e de próstata. Sem falar das cápsulas de isoflavona.
Mas os japoneses, bem como os asiáticos em geral, têm uma incidência muito maior de outros tipos de cânceres, particularmente no esôfago, no estômago, no pâncreas e no fígado (tal qual as experiências com animais citadas aqui). Em asiáticos ao redor do mundo, há também uma grande incidência de câncer na tireóide.
E mesmo as propriedades anticancerígenas da soja foram obtidas de uma meta-análise de dados feita por institutos de pesquisa fundados ou patrocinados pela indústria da soja.
A meta-análise é, basicamente, o sumário de resultados de diversas pesquisas científicas sobre o mesmo assunto. O uso da meta-análise para tirar conclusões gerais é fortemente criticada pela comunidade científica. Nem é preciso dizer que esses institutos descartaram diversos estudos que poderiam colocar em dúvida as conclusões desejadas.
Outro grupo de estudos descartados foi o que constatou que abriu mão da carne para comer carne de soja não contribui necessariamente para a diminuição do colesterol do sangue.
Quanto ao câncer, uma outra meta-análise conduzida por outro instituto pró-soja não conseguiu uma correlação satisfatória entre o consumo de soja e a incidência de câncer. Ainda assim, a pesquisa concluiu que o consumo de 230 gramas diárias de soja (cientistas japoneses já achavam perigoso consumir mais do que 30 gramas) seria necessário para combater o câncer. Por mais furada que tenha sido essa pesquisa, foi um dos subsídios utilizados pela indústria da soja para sua aprovação da proteína de soja para o consumo humano, junto ao FDA (Food and Drug Association), em 1999.
Enquanto isso, mulheres consomem soja na crença de que estarão protegias do câncer de mama. Em 1996, pesquisadores descobriram que mulheres que consomem proteína de soja ou produtos contendo a proteína (hoje, 70% de tudo que consumimos) tiveram um aumento considerável na hiperplasia epitelial, uma pré-condição para o câncer. Outro estudo mostrou que a genisteína presente na soja estimula a divisão celular nas células da mama - o que levou os autores a concluir que mulheres não devem consumir justamente os produtos à base de soja para evitar o câncer.
As isoflavonas na soja comprovadamente combatem os fogachos na menopausa, bem como são uma proteção contra a osteoporose. De fato essa isoflavona, seja em cápsulas ou no tofu, ajuda a combater os desconfortos da menopausa, contudo pode levar aos mesmos problemas de saúde e de carência de vitaminas descritas ao longo desse texto.
Quanto à osteoporose, a alegação de que a soja nos protege dela também pode ser considerada, no mínimo, discutível, uma vez que os antinutrientes da soja bloqueiam o cálcio e causam deficiência de vitamina D. Se asiáticos (inclusive minha mãe) tem uma incidência menor de osteoporose do que os Ocidentais, é porque a vitamina D é obtida de frutos do mar, gordura animal (especialmente, do porco), enquanto o cálcio vem do caldo de peixe. A razão pela qual os ocidentais tem sofrido cada vez mais com a osteoporose é porque eles substituíram a manteiga pelo óleo de soja. A manteiga é uma tradicional fonte de vitamina D e de outros componentes necessários para a absorção do cálcio.
E nos homens? Bem, o problema nos homens é mais embaixo. Estudos recentes mostraram que há uma forte associação entre consumo de alimentos de soja e a contagem de espermatozóides nos homens. Além disso, pelo menos outro componente da soja, a deidzeína, faz com que homens produzam menos testosterona, tivessem ereções menos poderosas e passassem por mudanças bioquímicas no tecido peniano que deixaram esse tecido menos elástico e menos capaz de se encher de sangue. Vale lembrar que um dos autores dessa pesquisa veio da China, onde foi constatado que há uma incidência 10% maior de disfunção erétil do que no resto do mundo, apesar de consumirem mais produtos à base da soja fermentada. É de se imaginar o que ocorreria por aqui se o consumo de leite de soja continuar a crescer nos próximos anos (lembrem-se do militar).
O que fazer?
Embora longo, esse texto é a ponta do iceberg em relação aos problemas que a soja possa trazer, principalmente quando as pessoas se convencem de que ela é um substituto integral do leite, dos laticínios e da carne.
Vegetarianos devem estar especialmente atentos para esse perigo, pois é justamente o consumo da carne que minimiza os malefícios presentes nos produtos à base da soja. Um dos riscos que a presença da soja em uma dieta vegetariana é o aumento da incidência da hypospadia em meninos, caracterizada por uma abertura anormal do orifício por onde sai a urina em diferentes locais na parte de baixo do pênis, e mais raramente na bolsa escrotal.
E porque há aqui muitas citações de pesquisas americanas? Porque lá o consumo de produtos à base de soja já ocorre há pelo menos quarenta anos. Não esperemos uma, duas décadas, para começarmos a notar que os problemas deles com a soja se tornaram nossos também.
Afinal, a indústria vem convencendo as autoridades sanitárias de que as toxinas eram totalmente removidas industrialmente. Depois, quando perceberam que os processos que obtiveram esse sucesso tinham um custo proibitivo, passaram a alegaram os benefícios dessas substâncias prejudiciais, tal qual fizeram com as cápsulas da isoflavona contra a menopausa.
Lembramos que, mesmo os asiáticos consumindo majoritariamente produtos fermentados da soja, praticamente livres dos antinutrientes da soja, lá há uma incidência maior de câncer na tireóide, no fígado, no estômago, no esôfago, no pâncreas, além da maior incidência da disfunção erétil
Aqui consumimos cada vez mais produtos fabricados a partir da proteína de soja, cujos benefícios protéicos são quase nulos e precisam ser complementados com suplementos o mesmo com glutamato monossódico, para cair no gosto do povo, mas que ainda possuem uma grande quantidade de antinutrientes que já mostraram ser responsáveis pelo desenvolvimento precoce e meninas e por desenvolvimento intelectual especialmente em meninos nos EUA.
E não só fazer mal, mas também podem ser produtos inúteis,tal qual os suplementos feitos com proteína de soja, voltada para atletas. Geralmente são mais baratos que os suplementos à base de whey e de caseína, mas possuem o menor valor biológico, sendo praticamente eliminada pelo corpo na forma de uréia.
E, por fim, se há essas preocupações com a soja, imaginem quais são os perigos presentes na soja transgênica, cada vez mais presente em nossas lavouras.

SOJA: MITOS E VERDADES I



             SOJA: MITOS E VERDADES I


A soja, já há algumas décadas, é tratada como uma “estrela” no universo dos alimentos tidos como saudáveis. Inúmeros nutricionistas, jornais e revistas especializadas recomendam.
Muitos que se propõem a melhorar a qualidade do que comem começam por acrescentar seus derivados em sua dieta, de fato acreditando que estão fazendo escolhas mais saudáveis.  ”Contém Soja” em qualquer rótulo, seja de uma bebida, seja de um biscoito, parece transmitir a noção de que o produto em questão é abençoado e tem tudo o que a sua saúde pode estar precisando.
MAS… e se toda esta história for apenas mais um mito criado pela indústria (da soja, obviamente) para vender sua produção? Seria possível a um conjunto de seres humanos criar uma estratégia de disseminação de meias-verdades e propaganda enganosa para vender produtos que trazem, na realidade, mais malefícios do que benefícios para a saúde….. somente por dinheiro?
Pode apostar.
Toda esta propaganda que promove a soja como um “alimento milagroso” é apenas mais uma armadilha da indústria alimentícia. Afinal, a indústria da soja é tão grande quanto à indústria do leite (que o promove como “fonte essencial de cálcio”) e a indústria da carne (que a promove como “fonte essencial de proteínas”), e dispõe de grande orçamento para patrocinar estudos e publicidade para colocar a leguminosa em alta.
Promovida como uma alternativa “mais do que saudável” para o leite e para a carne, a soja hoje é adicionada em quase tudo. Biscoitos, macarrão, salgadinhos infantis, fórmulas nutricionais para bebês, bebidas prontas, suplementos para atletas… Parece que adicionar soja entre os ingredientes é bom negócio. O consumidor realmente acredita optar por algo melhor quando lê a palavra mágica “soja” entre os ingredientes.
Não é a primeira vez que a indústria se aproveita do pouco estudo do consumidor e pincela a realidade com toques de fantasia. Neste caso, porém, a dimensão da “fábula” se tornou realmente enorme e se fala até mesmo em “milagre da soja”. Já passa da hora da verdade ser dita. E a verdade é que, a menos que seja preparada da maneira correta, a soja é um veneno para a delicada bioquímica do corpo humano.
SABEDORIA IGNORADA 

A soja foi utilizado como alimento pela primeira vez durante a antiga dinastia Chou (1134-246 AC), somente após esta cultura ter aprendido a transformá-la em algo biodisponível através do processo de fermentação, o que fez surgir alimentos como o missô, o tempê, o nattô e o tamari. A soja era então, utilizada apenas como condimento e em pequenas quantidades, como é até hoje nas culturas tradicionais. Nunca foi utilizada como substituto para alimentos de origem animal e nem mesmo da maneira excessiva como tem sido propagada nos dias de hoje pela cultura ocidental.
A sabedoria dos antigos compreendia que a soja que não é preparada devidamente é altamente indigesta. Algo que foi ignorado por aqueles que propagam o uso irrestrito da soja, na forma do grão integral cozido, na forma de “carne” ou “leite” de soja e nas inúmeras formas de soja não-fermentada, desnaturada pelo calor excessivo e/ou pressão, tratada com químicos, fracionada ou coagulada para se transformar em tofu ou até mesmo geneticamente modificada para ser resistente a pragas e, portanto, fornecer maior lucratividade por metro quadrado.
O fato é que existe um elevado conteúdo de anti nutrientes na soja que não é devidamente preparada. Anti nutrientes são substâncias que interferem com a absorção de nutrientes e seu consumo freqüente conduz a deficiências crônicas de minerais. Na soja se concentram substâncias como o ácido fítico e alguns inibidores enzimáticos que bloqueiam a ação da tripsina (uma importante enzima vital), dentre outras enzimas essenciais. Estes inibidores são proteínas resistentes que retém sua configuração mesmo quando cozidas por longos períodos. Quando ingeridas, estas substâncias produzem desarranjo gástrico, redução na capacidade de digestão das proteínas e deficiências crônicas de aminoácidos.
Os chineses sabiam disto e, portanto, só consumiam a soja fermentada. A fermentação, realizado por microorganismos benéficos (probióticos), pré digere a proteína em aminoácidos e inativa tanto os inibidores enzimáticos quanto os anti nutrientes. Desta forma a soja se transforma em um alimento altamente biodisponível, apta ao consumo humano. Se a soja não for preparada desta maneira bem específica, ou seja, por fermentação lenta, o melhor é evitá-la.
A soja contém naturalmente fito estrógenos, substâncias que mimetizam a ação do hormônio estrogênio dentro do corpo humano. Quando você ingere uma pequena quantidade destas substâncias o corpo se adapta sem alterações, mas em excesso estes fito estrógenos causam desequilíbrio hormonal. Acontece que, além do hábito ocidental de consumir a soja em quantidades excessivas, a absoluta maioria da soja disponível é geneticamente modificada. A soja geneticamente modificada contém muito mais fito estrógenos do que a soja natural. Seu consumo agride o equilíbrio hormonal e pode conduzir à puberdade prematura e a uma série de doenças relacionadas ao excesso de estrogênios no decorrer da vida. Pesquisas ainda pouco divulgadas (afinal, não contribuem para a lucratividade da indústria) demonstraram que o uso de soja nas fórmulas de nutrição para bebês pode causar danos irreversíveis em seu sistema nervoso. A sugestão é não consumir produtos geneticamente modificados de qualquer espécie, e no caso da soja isto é particularmente difícil.

Proteína Vegetal Texturizada: Resíduo Industrial


A proteína isolada da soja, presente em suplementos para atletas e em diversos alimentos industrializados, assim como a proteína vegetal texturizada, ou carne de soja, são, sem exagero, venenos tóxicos para o sistema biológico humano.
É importante lembrar que nem todos os venenos matam na primeira dose. Porém, assim como os refrigerantes, os refinados e as frituras, esses derivados industriais da soja são agressivos e anti naturais para o sistema e contribuem para o desequilíbrio da ecologia interior. Ainda que o organismo seja equipado com uma exímia capacidade de expulsar toxidade, a cada vez que você escolhe ingerir algo inadequado está desnecessariamente desgastando o mesmo, poluindo sua bioquímica interior e ofendendo a Natureza que vive dentro de você. Ainda que sua sensibilidade possa não estar vívida o suficiente para perceber esta realidade.
O que faz com que estas substâncias sejam tão nocivas é justamente a sua natureza altamente processada.  Para produzir a proteína isolada de soja, os grãos da leguminosa são primeiramente moídos e depois mergulhados em solvente químico de petróleo, com o objetivo de extrair os óleos naturais do grão. O resíduo desta mistura, que é na verdade a sobra do processo industrial de extração do óleo é então misturado com açúcares e com uma solução alcalina (também química) para remover qualquer fibra. A massa resultante é então precipitada e separada utilizando uma lavagem ácida, feita geralmente em enormes tanques de alumínio. O ácido faz com que o alumínio se dissolva das paredes dos tanques e se concentre na soja. De fato, a proteína isolada de soja pode ter até 100 vezes o conteúdo de alumínio que se encontraria nos grãos in natura. Finalmente, o que sobra é neutralizado em uma solução alcalina e depois desidratado em altas temperaturas para produzir um pó protéico.
O resultado final é um pó que é tão artificialmente desnaturado que se transforma em veneno. Mesmo assim, a maioria dos anti nutrientes presentes naturalmente na soja resistem e permanecem em seu conteúdo. Seu corpo é incapaz de utilizar a proteína isolada da soja de qualquer forma; o que ele faz é simplesmente tentar eliminá-la do sistema o mais rápido possível.
Proteína vegetal texturizada, ou PVT, a famosa “carne de soja” não é nada mais do que proteína isolada de soja que foi compactada através de um processo industrial de elevada pressão e temperatura. Tão venenosa quanto o isolado de proteína de soja, se não mais, porque esta é muitas vezes adicionada de corante caramelo, substância reconhecidamente cancerígena, e o famigerado realçador de sabor glutamato monossódico, um dos piores venenos que o ser humano pode colocar para dentro de seu templo biológico.




Assim sendo, uma maneira de medir os critérios de qualidade de um restaurante que se denomina natural é verificar se este oferece a tal “carne de soja”, ou proteína vegetal texturizada (PVT) em seu cardápio. Pratos como “Strogonoff de carne de soja”, carne de soja refogada, kibe, coxinha ou pastel de carne de soja, molho bolognesa com carne de soja e outras opções semelhantes são uma clara demonstração de que os responsáveis pela elaboração do cardápio carecem de um tanto mais de estudo, uma vez que estão se propondo a oferecer opções de alimentos naturais que contribuem para a saúde das pessoas. 
Naturalmente, os critérios das grandes indústrias alimentícias não são muito melhores e portanto é recomendável que você adquira o hábito de ler o rótulo daquilo que você está habituado a comprar e evite tudo aquilo que contenha proteína isolada de soja ou proteína vegetal texturizada em sua composição. Eles estão adicionando isto em tudo hoje em dia, especialmente naquilo que tem como meta atingir o nicho de mercado “natural e saudável”. Uma grande mentira, é claro, pois como foi demonstrado não pode haver coisa tão distante do natural e do saudável.
Um apelo especial às mães: não dê aos seus bebês qualquer coisa que contenha proteína isolada de soja ou PVT, nem mesmo fórmulas feitas com extrato de soja ou leite de soja. Leite de soja é altamente indigesto e carrega em sua composição todos os anti nutrientes e toxinas advindas do processo de industrialização.
Consideremos o processo envolvido no feitio do leite de soja. Primeiramente, com o objetivo de remover alguns dos anti nutrientes (mas não todos), os grãos da soja são mergulhados em uma solução alcalina. Esta mistura é então cozida em panelas de pressão gigantescas, algo que desnatura a proteína da soja a tal ponto que a torna algo muito difícil para o corpo digerir. A solução alcalina em que os grãos ficam de molho deixa neles um carcinogênico (cancerígeno) chamado lisinealina.
Portanto, se é absolutamente necessário beber leite de alguma espécie, que seja o leite de amêndoas, de gergelim, de coco, de castanhas, de nozes, de girassol, de linhaça, de quinua ou, em último caso, de arroz.

Tofu: Só em pequenas quantidades


Mesmo produtos fracionados da soja como o tofu trazem consigo alguns inconvenientes, pois herdam os anti nutrientes e inibidores enzimáticos, ainda intactos em sua maioria. O processo de feitio do tofu de fato reduz parte do conteúdo de anti nutrientes, mas muito deste conteúdo permanece. O ácido fítico permanece intacto.
Tofu é uma adição bem recente às culturas orientais, e mesmo lá ele é utilizado apenas como condimento, em quantidades moderadas. 
A tragédia é que os produtos de soja estão sendo promovidos atualmente em escala sem precedentes, e as pessoas induzidas a pensar que são alternativas saudáveis para o dia-a-dia. Médicos e nutricionistas que não se dedicam a se aprofundar neste estudo passam adiante as informações patrocinadas pela indústria multibilionária que financia estudos dúbios para incentivar as vendas. O problema é especialmente significativo para aquelas pessoas que, sensibilizadas com o absurdo que é a indústria do sofrimento animal, optam por não mais ingerir carne, derivados de leite e ovos e recebem a informação de que precisam suplementar as necessidades de proteína através da soja, passando assim a consumir derivados da leguminosa com freqüência e em grande quantidade.
Em 2003 foi feita uma pesquisa, extensamente divulgada pelo Dr. John McDougall, MD, que demonstrou que os fatores de estimulação hormonal da soja podem acelerar em até 69% (30% a mais que os temíveis laticínios) o crescimento de células cancerosas e tumores através da estimulação exagerada de um fator corporal denominado IGF-1 (Insulin Growth Factor). Somente este fator seria significativo o suficiente para despertar um alerta em relação ao desmedido consumo de soja que tem acontecido. Como vimos, entretanto, este está longe de ser o único.
Os únicos produtos de soja recomendáveis são aqueles elaborados a partir da fermentação da mesma, tais como o missô, o tamari, o tempê e o nattô, os quais devem ser originados de grãos orgânicos, e não modificados geneticamente. Tofu não deveria ser usado como substituto para a carne, mas, no máximo, ingerido em pequenas quantidades, como um condimento, assim como fazem as culturas asiáticas que deram origem a ele.


MITOS E VERDADES SOBRE A SOJA  
(Fonte: Fundação Weston Price)
Mito: Culturas asiáticas consomem grandes quantidades de soja.
Verdade: O consumo médio de soja no Japão e na China é de 10 gramas (aproximadamente 2 colheres de chá) por dia. Asiáticos utilizam a soja em pequenas quantidades, como condimento, e não como substituto para a proteína animal.
Mito: A soja fornece proteína completa.
Verdade: Como todas as leguminosas, a soja é deficiente em aminoácidos sulfurosos com a Metionina e a Cistina. Além disso, o processamento industrial desnatura a frágil Lisina.
Mito: Alimentos fermentados de soja pode fornecer a vitamina B12 para suprir as necessidades de dietas vegetarianas.
Verdade: O composto que lembra a vitamina B12 presente na soja não pode ser utilizado pelo corpo humano. De fato, alimentos provenientes da soja causam ao corpo uma necessidade maior de B12.
Mito: A fórmula nutricional para bebês feita de soja é saudável.
Verdade: Os inibidores enzimáticos da soja afetam a função pancreática. Dietas com elevado teor de tripsina, quando testadas em animais, levaram a uma paralisia do crescimento e desordens do pâncreas. Soja aumenta a necessidade de vitamina D do corpo, necessária para o fortalecimento dos ossos e para o desenvolvimento em geral. O ácido fítico também reduz a absorção do ferro e do zinco, igualmente importantes para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso. E a megadose de fito estrogênios na fórmula infantil de soja tem sido implicada como um dos fatores da tendência do desenvolvimento sexual prematuro das meninas e do retardamento do desenvolvimento sexual dos meninos.
Mito: Derivados de soja podem ajudar a prevenir a osteoporose.
Verdade: Derivados de soja podem causar deficiências em cálcio e em vitamina D, ambos necessários para a saúde dos ossos.
Mito: Derivados de soja protegem contra diversos tipos de câncer.
Verdade: Um estudo feito pelo governo britânico relatou que não existe qualquer evidência que a soja protege contra câncer de mama ou qualquer outro tipo de câncer. De fato, derivados de soja podem resultar num aumento do risco de câncer.
Mito: Derivados de soja protegem contra doenças de coração.
Verdade: Em algumas pessoas, o consumo de soja irá reduzir o colesterol, mas não há qualquer evidência que as doenças do coração estejam ligadas ao aumento do colesterol.
Mito: O fito estrogênio da soja (isoflavona) é saudável.
Verdade: As isoflavonas são agentes que rompem o equilíbrio do sistema endócrino. Acrescentados na dieta, podem prevenir a ovulação e estimular o crescimento de células cancerígenas. Apenas 30 gramas (4 colheres de sopa) de soja por dia pode resultar em hipotireoidismo com sintomas de letargia, constipação, ganho de peso e fadiga.
Mito: Derivados de soja são bons para as mulheres em seus anos pós-menopausa.
Verdade: Derivados de soja podem estimular o crescimento de tumores devido ao seu teor elevado de estrogênio, além do já mencionado déficit no funcionamento da tireóide. Uma tireóide debilitada é associada com dificuldades na menopausa.
 Mito: Os fito estrogênios da soja podem melhorar a capacidade cerebral.
Verdade: Um estudo recente revelou que as mulheres com a maior quantidade de estrogênio em seu sangue apresentavam os menores níveis de função cognitiva. O consumo de tofu é relacionado com o crescimento da ocorrência da doença de Alzheimer em descendentes de japoneses.
Mito: A soja é boa para a sua vida sexual.
Verdade: Diversos estudos demonstraram que derivados da soja causam infertilidade nos animais. O consumo da soja estimula o crescimento dos cabelos em homens de meia idade, algo que indica redução nos níveis de testosterona. Donas de casa japonesas alimentam seus maridos consistentemente com tofu quando querem reduzir sua virilidade.
 Mito: A soja é boa para o meio ambiente.
Verdade: A maior parte da soja cultivada hoje em dia é geneticamente modificada, o que amplia o uso de pesticidas e polui a biosfera.
Mito: O cultivo da soja é um auxílio para os países subdesenvolvidos
Verdade: Em países de terceiro mundo, o cultivo da soja toma o lugar dos cultivos tradicionais e transfere o valor adicional do processamento da população para as corporações multinacionais.

Outros Tipos de Feijão também são como a Soja


Não é só a soja que tem os seus inconvenientes: todos os membros da família dos feijões apresentam fatores de dificuldade para a digestão, a menos que sejam devidamente preparados.
Qualquer tipo de feijão, a menos que ainda esteja verde dentro da vagem, também apresenta inibidores enzimáticos e anti nutrientes em sua composição. A Mãe Natureza designou estes anti nutrientes nos feijões para impedir que brotassem e crescessem antes que estivessem no ambiente correto.
Além da questão dos inibidores e anti nutrientes, o tipo de proteína que se encontra em um feijão maduro é difícil de ser quebrado pelo sistema digestivo, fato que normalmente resulta em um processo digestivo incompleto, onde fermentações ocorrem no tubo digestivo. Por isso é tão comum ter gases depois de comer feijão.
De fato, assim como é em relação à soja, para qualquer feijão se tornar idealmente leve e digestivo é necessário que antes este seja deixado de molho de um dia para o outro. Na manhã seguinte, os grãos devem ser lavados e deixados em repouso sobre uma peneira. Os grãozinhos inchados recebem da água a mensagem de que podem então despertar para a vida e iniciar seu processo de germinação.

No processo de germinação, a semente dormente inicia uma série de transformações que inativam os inibidores e anti nutrientes e pré digerem a proteína. O ideal é manter os feijões sempre úmidos, enxaguando-os duas vezes por dia até que estejam completamente brotados, num processo que pode levar em média 72 horas, dependendo do tipo do feijão. Os brotos são a forma mais leve de aproveitar os nutrientes deste tipo de alimento.

Alguns feijões podem ser apreciados na forma de brotos crus, como é o caso do azuki, do moyashi (imagem acima) e das lentilhas, desde que tenham sido brotados por pelo menos 72 horas. Caso tenham sido apenas parcialmente brotados (ou seja, por menos do que 72 horas), o ideal é cozê-los lentamente para desativar o que resta de suas substâncias indesejáveis.
No caso dos outros tipos de feijões (incluindo a soja, o roxinho, o grão de bico e todos os demais) o processo para o aproveitamento ideal de sua nutrição é primeiro germiná-los por 48 horas, para depois cozinhar. Os brotos podem então ser transformados em pasta e finalmente fermentados lentamente a partir de probióticos benéficos. Desta forma obtém-se missô, um condimento pré digerido que é livre de qualquer tipo de inibidor enzimático ou anti nutriente e ainda um suplemento de bactérias benéficas ao organismo. Sim, pode-se obter o missô de feijão azuki, lentilhas e outros feijões diversos. Esta é a forma ideal de consumo de qualquer tipo de feijão.

Os feijões mencionados acima (moyashi, azuki e lentilhas) são os de digestão mais fácil e leve, portanto os mais recomendáveis para consumo freqüente (desde que preparados devidamente). Feijões mais densos como o preto ou o roxinho deveriam ser deixados para ocasiões ao invés de fazer parte da dieta do dia-a-dia. Grão de bico é um exemplo de um feijão bem denso, que a menos que seja preparado a contento (germinado e depois cozido) deveria ser evitado. Outros feijões de difícil digestão são o feijão branco e o feijão fava, ambos ricos em toxinahemaglutinina, assim como o são o roxinho, o jalo e diversas outras variedades, algo que inviabiliza seu consumo em estado cru. 

O Feijão Nosso de Cada Dia

Culturalmente os feijões são ingredientes consagrados da culinária do Brasil e de diversas partes do mundo. O prato mais famoso da culinária brasileira é a Feijoada, e o arroz com feijão considerado como a estrutura nutritiva de toda uma nação.
A pergunta que fica é: será que um ingrediente que requer tantos métodos de transformação para ser consumido sem problemas deveria ser considerado um alimento tão essencial assim? Os melhores alimentos são aqueles que a Natureza fornece já prontos: folhas verdes, frutas silvestres. Estes sim devem ser consumidos com freqüência abundante.
Tudo o que você pode encontrar nos feijões você também encontra em outros alimentos, sem as desvantagens e com muito mais facilidade de preparo. Ferro, magnésio, proteínas, molibdênio… estes e outros nutrientes você encontra suficientemente nas folhas verde escuras, sem dúvida a fonte de alimento mais abundante, rica e medicinal deste planeta. Um belo e consistente suco de folhas verdes, acompanhado de outros ricos e nobres elementos dietéticos como, por exemplo, a semente de linhaça, supre tudo o que você pode obter nos feijões, sem lhe deixar pesado e com o pensamento lento, muito pelo contrário.
É importante lembrar que quanto mais leve e de fácil digestão é uma refeição, melhor, mais dinâmico e capaz de realizar qualquer coisa você se sentirá nas próximas horas.
Os antigos membros da escola do sábio Pitágoras observavam a total abstenção de feijões em geral, assim como faziam com a carne, pois estes eram considerados “alimentos impuros” e de difícil digestão, responsáveis pelo embotamento do intelecto e das percepções sutis. E dizia Hipócrates, o “pai” da medicina ocidental: “Os feijões são tão nutritivos que poderíamos viver só deles… se não fôssem tão tóxicos.”
Para concluir, feijões, desde que preparados dentro dos critérios descritos, podem muito bem fazer parte de uma dieta leve e saudável, porém não são absolutamente necessários. Existem fontes mais leves, mais digestivas e de preparo mais simples para se obter os importantes nutrientes. Se ainda assim escolher os feijões como fonte de nutrientes, lembre-se de germiná-los por alguns dias antes de cozinhar. Faz uma enorme diferença, e você certamente terá menos gases.
Finalmente, uma das mais agradáveis formas de se apreciar os feijões é através de suasvagens. Neste estado ainda se encontram livres de inibidores enzimáticos, anti nutrientes ou hemaglutininas. Tudo o que requerem é um rápido cozimento no vapor.

As vagens, ou feijões imaturos, são normalmente muito menos apreciadas do que merecem. Riquíssimas em vitamina K, vitamina C, vitamina A, manganês, fibras, potássio, ácido fólico, ferro, triptofano, proteínas e até mesmo ômega 3 (algo que não se encontra no feijão maduro), as vagens não são apenas práticas, leves e nutritivas, mas também deliciosas se preparadas a contento.
Uma forma sensacional de saborear este vegetal é usá-lo como substituto para a massa de macarrão penne. Selecione vagens novas, frescas e firmes, lavando-as bem e cortando a base com o cabo. Em seguida, faça dois cortes em diagonal, cortando cada vagem num formato semelhante ao penne. Cozinhe no vapor por dez minutos, ou até que fique ao dente. Cubra com o molho de sua preferência (evite os enlatados industrializados e prefira os orgânicos, especialmente os caseiros) e saboreie esta delícia nutritiva, sem glúten e sem excesso de carboidratos!