terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cisma na igreja presbiteriana norte-americana por conta da ordenação de gays


Cisma na igreja presbiteriana norte-americana por conta da ordenação de gays



The Rev. Scott Anderson é o primeiro gay a ser ordenado ministro pela Presbyterian Church (USA), a  maior denominação presbiteriana dos Estados Unidos da América.  (Craig Schreiner/Wisconsin State Journal/Associated Press)
Os presbiterianos dos EUA lançaram na última quinta-feira (19) uma nova entidade formada por dissidentes da Presbyterian Church of the United States, PCUSA, que decidiram abandonar a igreja por esta passar a aceitar homossexuais entre seus dirigentes e pastores.

Apesar da decisão já ter sido anunciada, as doutrinas da nova igreja ainda não ficaram claras. O professor de Novo Testamento do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, reverendo Augustus Nicodemus, falou ao The Christian Post que o processo ainda está em fase inicial.

“Não sabemos se será uma denominação ou uma associação relativamente informal de igrejas. Os detalhes doutrinários da nova entidade ainda estão sendo trabalhados, mas provavelmente a ordem criada deverá funcionar como uma nova denominação, embora este ponto ainda não esteja claro”, explicou.

Os 2100 ex-integrantes da PCUSA, que pertenciam a mais de 500 congregações da igreja, se reuniram em Orlando, Flórida, onde denominaram a nova religião de “The Evangelical Covenant Order of Presbyterians” (“A Ordem Pactual Evangélica de Presbiterianos”), abreviada como ECO.

As queixas contra a Igreja Presbiteriana por parte dos dissidentes incluem excesso de burocracia; a questão do constante declínio no número membros; e a tendência de se tornar um “grande tenda religiosa”, que deseja acomodar todos, comprometendo a correta interpretação das Escrituras.

Ao avaliar a lista divulgada com os valores teológicos que professará a ECO, Nicodemus considerou que a igreja será bastante bíblica, seguindo a teologia reformada dando ênfase à comunhão, vida espiritual, evangelismo e missões.

“Eu diria que serão um grupo presbiteriano conservador, de teologia calvinista e voltados para vida espiritual e missões”, diz o teólogo ao CP.

Segundo o The Huffington Post, os líderes da ECO esclareceram que a nova denominação “destina-se a fomentar um novo modo de ser da igreja, do mesmo modo que as principais denominações tradicionais fizeram quando começaram”.

A nova entidade eclesiástica criada surge como alternativa para os membros de igrejas e pastores da PCUSA que não concordam com a decisão de aceitar homossexuais no pastorado. A PCUSA já sofria há tempos a pressão de grupos de ativistas gays que durante anos insistiram na tese de que algumas regras da Bíblia não serviriam para os dias atuais. Além disso, eles defendiam a ideia de que o homossexualismo seria geneticamente determinado e que os gays já são comumente aceitos em diversos lugares e instituições.

Nicodemus lembra que a PCUSA já aceitava o liberalismo teológico desde a década de 50, bem como a ordenação de mulheres pastoras desde os anos 60.

“Tudo isto enfraqueceu a denominação teologicamente e espiritualmente de tal maneira que não conseguiu mais resistir à pressão dos gays dentro da denominação”.

No Brasil, a avaliação do reverendo é de que já existem igrejas históricas, emergentes e até pentecostais que não possuem fundamento bíblico muito profundo, e já aceitam mulheres como pastoras ‘flertando’, portanto, com o liberalismo teológico.

Em sua perspectiva, elas podem estar à beira de aceitarem os homossexuais como líderes, como ocorreu nos EUA.

“As portas estão abertas para o próximo passo”, alertou.



Texto por Jussara Teixiera, The Christian Post
Imagem e legenda do Dallas News / A. Press
Divulgação Genizah


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Ameaças ao Cristianismo – Heresias e Erros Teológicos de Ontem e Hoje


Ameaças ao Cristianismo – Heresias e Erros Teológicos de Ontem e Hoje

Você sabia que o batismo pelos mortos foi uma heresia apregoada cerca de 1600 anos antes da “revelação” atribuída pelos mórmons a Joseph Smith Jr.? Esse é apenas um dos muitos desvios doutrinários que atravessaram séculos e foram incorporados pelas seitas pseudocristãs.
A “revelação”, baseada na necessidade de restaurar a igreja, e a rejeição ao Antigo Testamento surgiram na mesma época e fluíram dos ensinamentos de Márcion. Montano pregou que o fim do mundo ocorreria em sua geração e atribuiu a si o fato de iniciar e findar o ministério do Espírito Santo. Sabélio, com seu modalismo, foi outra fonte de distorções bíblicas que até hoje é disseminada entre os evangélicos. Ainda fazem parte desse grupo Mani, com sua doutrina reencarnacionista; Ário, que deturpou a natureza de Jesus ao apresentá-lo como um ser criado (gravíssimo engano sustentado pelas testemunhas de Jeová); Apolinário, que, ao contrário do antecedente, negou a humanidade de Cristo; Nestório, que ensinava a existência de duas pessoas distintas em Cristo; Pelágio, que, como os islâmicos e outros grupos religiosos, negava a doutrina do pecado original; e Eutíquio, que afirmava que a natureza humana de Cristo havia sido absorvida pela divina.
Márcion (95 – 165)
Informações indicam que Márcion nasceu em Sinope, no Ponto, Ásia Menor. Foi
proprietário de navios, portanto, muito próspero. Aplicou sua vida à fé religiosa, primeiramente como cristão e, finalmente, ao desenvolvimento de congregações marcionitas. Influente líder cristão, suas idéias o conduziram à exclusão, em 144 d.C. Então, formou uma escola gnóstica. Tendo uma mente prolífera, desenvolveu muitas idéias, as quais foram lançadas em uma obra apologética alvo de combate de apologistas, especialmente Tertuliano e Epifânio.
Procurou ter uma perspectiva paulina, contudo, incluiu muitas idéias próprias e conjecturas sem respaldo bíblico. Era convicto de uma missão pessoal: restaurar o puro evangelho. Antes, rejeitou o Antigo Testamento por achá-lo inútil e ultrapassado, além de afirmar que foi produzido por um deus inferior ao Deus do evangelho. Para Márcion, o cristianismo era totalmente independente do judaísmo; era uma nova revelação. Segundo ele, Cristo pegou o deus do Antigo Testamento de surpresa e este teve de entregar as chaves do inferno Àquele. Além disso, Cristo não era Deus, apenas uma emanação do filho de Deus. O único apóstolo fiel ao evangelho, segundo Márcion, fora Paulo, em detrimento dos demais apóstolos e evangelistas. Conseqüentemente, a Igreja primitiva havia desviado e, por isso, necessitava de uma restauração. Ainda segundo ele, o homem devia levar uma vida asceta, o casamento, embora legal, era aviltador.
Entre seus muitos ensinos, encontramos o batismo pelos mortos.
O cânon de Márcion restringia-se as dez epístolas de Paulo e a uma versão modificada do Evangelho de Lucas.
Gnosticismo
Nome derivado do termo grego gnosis, que significa “conhecimento”. Os gnósticos se transformaram em uma seita que defendia a posse de conhecimentos secretos. Segundo eles, esses conhecimentos tornavam-nos superiores aos cristãos comuns, que não tinham o mesmo privilégio. O movimento surgiu a partir das filosofias pagãs anteriores ao cristianismo que floresciam na Babilônia, Egito, Síria e Grécia (Macedônia). Ao combinar filosofia pagã, alguns elementos da astrologia e mistérios das religiões gregas com as doutrinas apostólicas do cristianismo, o gnosticismo tornou-se uma forte influência na igreja.
A premissa básica do gnosticismo é uma cosmovisão dualista. O supremo Deus Pai emanava do mundo espiritual “bom”. A partir dele, surgiram sucessivos seres finitos (éons) até que um deles, Sofia, deu à luz a Demiurgo (Deus criador), que criou o mundo material “mau”, juntamente com todos os elementos orgânicos e inorgânicos que o constituem.
Cristãos gnósticos, como Márcion e Valentim, ensinavam que a salvação vem por meio desses éons. Cristo, que se esgueirou através dos poderes das trevas para transmitir o conhecimento secreto (gnosis) e libertar os espíritos da luz, cativos no mundo material terreno, para conduzi-los ao mundo material mais elevado. Cristo, embora parecesse ser homem, nunca assumiu um corpo; portanto, não foi sujeito às fraquezas e às emoções humanas.
Algumas evidências sugerem que uma forma incipiente de gnosticismo surgiu na era apostólica e foi o tema de várias epístolas do Novo Testamento (1João, uma das epístolas pastorais). A maior polêmica contra os gnósticos apareceu, entretanto, no período patrístico, com os escritos apologéticos de Irineu, Tertuliano e Hipólito. O gnosticismo foi considerado um movimento herético pelos cristãos ortodoxos. Atualmente, é submetido a muitas pesquisas, devido às descobertas dos textos de Nag Hammadi, em 1945/46, no Egito. Muitas seitas e grupos ocultistas demonstram alguma influência do antigo gnosticismo (“Dicionário de religiões, crenças e ocultismo”. George A. Mather & Larry A Nichols. Vida, 2000, pp 175-6).
Montano (120 – 180)
Por volta do ano 150 d.C., surgiu na Frígia um profeta chamado Montano que, junto com Prisca e Maximilia, se anunciou portador de uma nova revelação. Inicialmente, esse novo movimento reagiu contra o gnosticismo, contudo, ele mesmo se caracterizou por tendências inovadoras. As profecias e revelações de Montano giravam em torno da segunda vinda e incentivavam o ascetismo.
Salientavam fortemente que o fim do mundo estava próximo, e esperavam esse acontecimento para a sua própria geração. Insistiam sobre estritas exigências morais, como, por exemplo, o celibato, o jejum e uma rígida disciplina moral. Exaltavam o martírio e proibiam que seus seguidores fugissem das perseguições. Alguns pecados eram imperdoáveis, independente do arrependimento demonstrado.
Finalmente Montano afirmou ser o Paracleto, pois nele iniciaria e findaria o ministério do Espírito Santo. Prisca e Maximilia abandonaram seus respectivos maridos para se dedicarem à obra profética de Montano. Algumas vezes, Montano procurava esclarecer que ele era um agente do Espírito Santo, mas sempre retornava à sua primeira posição e afirmava ser o Consolador prometido. Sua palavra deveria ser observada acima das Escrituras, porque era a palavra para aquele tempo do fim. Esse movimento desvaneceu-se no terceiro século no Ocidente e no sexto, no Oriente.
Ascetismo
Autonegação, visão de que a matéria e o espírito estão em oposição um ao outro. O corpo físico, com suas necessidades e desejos inerentes, é incompatível com o espírito e sua natureza divina. O ascetismo defende a idéia de que uma pessoa só alcança uma condição espiritual mais elevada se renunciar à carne e ao mundo. O ascetismo foi amplamente aceito nas religiões antigas e ainda hoje é uma filosofia proeminente, sobretudo nas seitas e religiões orientais. Platão idealizou-o. As seitas judaicas, como os essênios, praticavam-no fervorosamente e o cristianismo institucionalizou-o, com o desenvolvimento de várias ordens monásticas. O gnosticismo foi o maior defensor dessa filosofia (“Dicionário de religiões, crenças e ocultismo”. George A. Mather & Larry A Nichols. Vida, 2000, p. 23).
Sabélio (180 – 250)
Nasceu na Líbia, África do Norte, no terceiro século depois de Cristo. Depois, mudou-se para a Itália, passando a viver em Roma. Ao conhecer o evangelho, logo se tornou um pensador respeitado em suas considerações teológicas. Recebeu influência do Modalismo que já estava sendo divulgado na África.
O Modalismo ocorreu, no início, como um movimento asiático, com Noeto de Esmirna. Os principais expoentes do movimento: Noeto, Epógono, Cleômenes e Calixto. Na África, foi ensinado por Práxeas e na Líbia, defendido por Sabélio. Hoje, o Modalismo é muito conhecido pelo nome sabelianismo, devido à influência intelectual fornecida por Sabélio. O objetivo de Sabélio era preservar o monoteísmo a qualquer custo. Tinha um objetivo em vista que, pensava, justificava os meios.
Ensinava que havia uma única essência na divindade, contudo, rejeitava o conceito de três Pessoas em uma só essência. Afirmava que isso designaria um culto triteísta, isto é, de três deuses. A questão poderia ser resolvida, afirmava, pelo conceito de que Deus se apresentaria com diversas faces ou manifestações. Primeiramente, Deus se apresentou como Deus Pai, gerando, criando e administrando. Em seguida, como Deus Filho, mediando, redimindo, executando a justiça. E finalmente e sucessivamente, como Deus Espírito Santo, fazendo a manutenção das obras anteriores, sustentando e guardando. Uma só Pessoa e três manifestações temporárias e sucessivas.
Mani (216 – 277)
Nasceu por volta de 216 d.C. na Babilônia. Foi considerado por alguns como o último dos gnósticos. Diferente dos demais hereges, desenvolveu-se fora do cristianismo. Todavia, era um rival do evangelho. Seus ensinos buscavam respaldo no cristianismo. Afirmava, por exemplo, ser o Paracleto, o profeta final. Em seus ensinos enfatizava a purificação pelos rituais. Em 243 d.C., o profeta Mani teve seus ensinamentos reconhecidos por Ardashir, rei sassânida (Índia). Então, a nova fé teve o seu “pentecostes”, analogia traçada pelos maniqueístas.
Durante 34 anos, Mani e seus discípulos intensificaram seu trabalho missionário pelo leste da Ásia, Sul e Oeste da África do Norte e Europa. A base do maniqueísmo engloba um Deus teísta que se revela ao homem. Deus usou diversos servos, como Buda, Zoroastro, Jesus e, finalmente, Mani. Deveriam seus discípulos praticar o ascetismo e evitar a participação em alguma morte, mesmo de animais ou plantas. Deveriam evitar o casamento, antes, abraçarem o celibato. O universo é dualista, existem duas linhas morais em existência, distintas, eternas e invictas: a luz e as trevas.
A remissão ocorre pela gnosis, conhecimento especial que os iniciados conquistavam. Entre os remidos há duas classes, os eleitos e os ouvintes. Os eleitos não podiam nem mesmo matar uma planta, por isso eram servidos pelos ouvintes, que podiam matar plantas, mas nunca animais ou até mesmo comê-los. Os eleitos subiriam, após a morte, para a glória, enquanto os ouvintes passariam por um longo processo de purificação. Quanto aos ímpios, continuariam reencarnando na terra. Recebeu grande influência de Márcion.
Ário (256-336)
Presbítero de Alexandria entre o fim do terceiro século e o início do quarto depois de Cristo. Foi excluído em 313, quando diácono, por apoiar, com suas atitudes, o cisma da Igreja no Egito. Após a morte do patriarca da Igreja em Alexandria, foi recebido novamente como diácono. Depois, nomeado presbítero, quando então começou a ensinar que Jesus Cristo era um ser criado, sem nenhum dos atributos incomunicáveis de Deus, por exemplo, eternidade, onisciência, onipotência etc, pelo que foi censurado, em 318, e excluído, em 321. Mas, infelizmente, sua influência já havia sido propagada e diversos bispos da Igreja no Oriente aceitaram o novo ensino.
Em 325, ocorreu o concílio de Nicéia e Ário, apesar de excluído, pôde recorrer de sua exclusão, sendo banido. Ário preparou uma resposta ao Credo Niceno, o que impressionou muito o imperador Constantino. Atanásio resistiu à ordem de Constantino de receber Ário em comunhão. Então Ário foi deposto e exilado em Gália, falecendo no dia em que entraria em comunhão em Constantinopla.
A base de seu ensino era estabelecer a razão natural como meios de entender a relação entre Deus e Cristo. Haveria uma só Pessoa na divindade. O logos não foi apenas gerado, mas literalmente criado. Seria tão-somente um intermediário entre Deus e os homens e, devido à sua elevada posição, receberia adoração e glória.
Apolinário (310-390)
Foi bispo de Laodicéia da Síria no final do quarto século. Cooperou na reprodução das Escrituras. Fez oposição à afirmação de Ário quanto à criação e à mutabilidade de Cristo.
Por outro lado, se opôs ao conceito da completa união entre as naturezas divina e humana em Jesus. Afirmava que Jesus não tinha um espírito humano. Segundo ele, o espírito de Cristo manipulava o corpo humano. Sua posição inicial era contra o arianismo, que negava a divindade de Cristo. Em sua opinião, seria mais fácil manter a unidade da Pessoa de Cristo, contanto que o logos fosse conceituado apenas como substituto do mais elevado princípio racional do homem. Contrapondo-se a Ário, ele advogava a autêntica divindade de Cristo, e tentava proteger sua impecabilidade substituindo o pneuma (espírito) humano pelo logos, pois julgava aquele, sede do pecado.Conseqüentemente, Apolinário negava a própria e autêntica humanidade de Jesus Cristo.
Em 381, o sínodo de Constantinopla declarou contundentemente, entre outros sínodos, herética a cristologia de Apolinário. Apolinário formou um grupo de discípulos que manteve seus ensinos. Mas não demorou muito e o movimento se desfez.
Nestório (375-451)
Patriarca da Igreja em Constantinopla na metade do quinto século depois de Cristo. Seu objetivo de expurgar as heresias na região de seu controle encontrou problemas quando expressou sua cristologia. Encontrava-se em seu tempo idéias divergentes sobre a natureza de Cristo. Alguns, aparentemente, negavam a existência de duas naturezas em Cristo, postulando uma única natureza. Outros, como Teodoro de Mopsuéstia, afirmavam que o entendimento deveria partir da completa humanidade de Cristo. Teodoro negava a residência essencial do logos em Cristo, concedendo somente a residência moral. Essa posição realmente substituía a encarnação pela residência moral do logos no homem Jesus. Contudo, Teodoro declinava das implicações de seu ensino que, inevitavelmente, levaria à dupla personalidade em Cristo, duas pessoas entre as quais haveria uma união moral. Nestório foi fortemente influenciado pelo seu mestre, Teodoro de Mopsuéstia.
O nestorianismo é deficiente, não em relação à doutrina das duas naturezas de Cristo, mas, sim, quanto à Pessoa de cada uma delas. Concorda com a autêntica e própria deidade e a autêntica e própria humanidade, mas não são elas concebidas de forma a comporem uma verdadeira unidade, nem a constituírem uma única pessoa. As duas naturezas seriam igualmente duas pessoas. Ao invés de mesclar as duas naturezas em uma única autoconsciência, o nestorianismo as situava lado a lado, sem outra ligação além de mera união moral e simpática entre elas. Jesus seria um hospedeiro de Cristo.
Nestor foi vigorosamente atacado por Cirilo, patriarca de Alexandria, e condenado pelo Terceiro Concílio de Éfeso, em 431.
O movimento nestoriano sobreviveu até o século quatorze. Adotaram o nome de cristãos caldeus. A Igreja persa aceitou claramente a cristologia nestoriana. Atingiu expressão culminante no décimo terceiro século, quando dispunha de vinte e cinco arcebispos e cerca de duzentos bispos. Nos séculos doze e treze, formou-se a Igreja Nestoriana Unida e, atualmente, seus membros são conhecidos como Caldeus Uniatos. Na Índia, são conhecidos como cristãos de São Tomé. Hoje, esse movimento está em declínio.
Pelágio (360-420)
Teólogo britânico. Teve uma vida piedosa e exemplar. Baseado exatamente nessa questão, desenvolveu conceitos sobre a hamartiologia (doutrina que estuda o pecado). Sofreu resistência e, finalmente, foi excluído por diversos sínodos (Mileve e Catargo), sendo, ainda, condenado no Concílio de Éfeso, em 431 d.C.
Seus ensinos afirmavam que o homem poderia viver isento do pecado. Que o homem fora criado a imagem de Deus e, apesar da queda, essa imagem é real e viva. Do contrário, o homem não seria aquele homem criado por Deus. No pelagianismo a morte é uma companheira do homem, querendo dizer que, pecando ou não, Adão finalmente morreria, ainda que não pecasse. O ideal do homem é viver obedecendo.
O pecado original é uma impossibilidade, pois o pecado depende de uma ação voluntária do pecador. Afirma ainda que, por uma vida digna, os homens podem atingir o céu, mesmo desconhecendo o evangelho. Todos serão julgados segundo o que conheciam e o que praticavam. O livre-arbítrio era enfatizado em todas as suas afirmações, excluindo a eleição. Um século depois, desenvolveu-se o semipelagianismo, que amortecia alguns ensinos extravagantes de Pelágio.
Eutíquio (410-470)
Viveu em um mosteiro fora de Constantinopla durante a primeira metade do quinto século. Discípulo de Cirilo de Alexandria, teve grande influência e chefiava mosteiros na Igreja oriental. Oponente do nestorianismo, afirmava que, por ocasião da encarnação, a natureza humana de Cristo foi totalmente absorvida pela natureza divina.
Era de opinião de que os atributos humanos em Cristo haviam sido assimilados pelo divino, pelo que seu corpo não seria consubstancial como o nosso, que Cristo não seria humano no sentido restrito da palavra.
Esse extremo doutrinário contou com o apoio temporário do chamado Sínodo dos Ladrões (em 449 d.C.). Essa decisão foi anulada mais tarde pelo Concílio de Calcedônia, em 451 depois de Cristo. O Sínodo dos Ladrões recebeu esse nome porque seus participantes roubavam características da doutrina cristocêntrica. Por esse motivo, Eutíquio foi afastado de suas atividades eclesiásticas. Mas a Igreja egípcia continuou apoiando a doutrina de Eutíquio e manteve seus ensinos por algum tempo. Então, o eutiquianismo surgiu novamente no movimento monofisista.
Em síntese, a heresia (= escolha) não sempre é um erro total, mas peca pela escolha de apenas uma parte da verdade. Por exemplo: afirmar que Cristo é Deus é verdade, mas é heresia dizer que é somente Deus e não Homem.
http://pastormarcelosantos.wordpress.com/2011/09/26/ameacas-ao-cristianismo-%E2%80%93-heresias-e-erros-teologicos-de-ontem-e-hoje/

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ELLEN WHITE DETONA A IASD


Ellen White, afirma: A IGREJAADVENTISTA, não é mais o povo peculiar e não tem poder nenhum!
Confira: “A igreja não é hoje o povo separado e peculiar que foi quando os fogos da perseguição estiveram acesos contra ela. Como o ouro se tornou fusco! Como se transformou o ouro finíssimo! Vi que, se a igreja tivesse sempre conservado seu caráter peculiar e santo, o poder do espírito santo que fôra comunicado aos discípulos ainda Estaria com ela. Os doentes seriam curados, os demônios seriam repreendidos e expulsos, ela seria poderosa e um terror para seus inimigos” Livro: Primeiros Escritos, página 227,edição de 1967 C.P.B
 
 Comentário:  Agora podemos entender o porquê esta seita não ter nenhuma manifestação do poder divino no seio dela, e o porque, de muitas outras religiões a  cada dia se tornar simpatizante  da  IASD. Ela não causa mais terror para os inimigos, palavra da própria profetisa deles.  E, não adianta falar do suposto crescimento em milhões de adeptos pelo mundo, nem das 50 casas publicadoras, hospitais, escolas, etc e tal, pois isso de forma alguma prova a espiritualidade nem a aprovação do Eterno, tão somente revela o caráter empresarial, que este sistema se tornou. Crescimento por crescimento, a IURD, deixa aIASD, no chinelo.
 
"A igreja está na condição laodiceana. A presença de Deus não está no 

meio dela." EF pg. 44. 
Em tempo: Tem como os Whiatianos, dizerem que ela estava errada, ou ela sendo a mensageira dos Adventistas acertou em cheio? com a palavras os devotos whitianos( Adventistas do Sétimo Dia).

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

21 DE NOVEMBRO DIA NACIONAL DA MÃE DA VERDADE


21 DE NOVEMBRO
DIA NACIONAL DA MÃE DA VERDADE



Os católicos criaram o dia 12 de Outubro, com o propósito de homenagearem Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e todo bom católico jamais deixará este dia passar em branco.
Por outro lado, a Igreja Universal do Reino de Deus em memorável dia de São João Batista, copiaram o festejo da Igreja Católica e para negarem este fato, instituiram o dia da Fogueira Santa.
Já a Igreja Adventista do Sétimo dia copiaram outra data festiva da Igreja Católica, mudando apenas a data de 12 de Outubro para 21 de Novembro e a personagem Nossa Senhora Aparecida para Ellen White, para não exibirem aos menbros o que eles mais tem condenado na fé católica, usaram um termo muito sugestivo e subjetivo para enganar os que realmente não creem na Palavra de Deus, e sim, na Teologia como a marca máxima de decisão da fé que uma vez foi entregue aos santos, entendam bem, entregue aos santos (TODA E QUALQUER PESSOA QUE É FIEL A DEUS)  e jamais a uma determinada instituição religiosa ou a liderança da igreja, profetas institucional bem como a teologia que substitui-o  o eterno Espírito Santo no entendimento da Palavra de Deus. http://adventistasdemuriae.blogspot.com/2009/11/no-dia-do-espirito-de-profecia-igreja.html


E o mais condenável é que em todo o mundo a IASD cria os santuários dedicados à mãe da verdade (Nossa Senhora White) disfarçando o nome para Centro White.
Fica um questionamento e responda, por favor, por e-mail e neste blog para que você me ajudar a crer se realmente estou errado ou certo: A IASD já criou em algum lugar do mundo um centro da Bíblia? Para Jeová, para Jesus Cristo ou ao Espírito Santo? Porque somente Ellen White é tão merecedora de tais privilégios? Os católicos constroem centros (santuários) para todos os santos menos para Deus ou para a Bíblia, e olhando com bastante honestidade espiritual, observem bem, honestidade espiritual e jamais honestidade tendenciosa  podemos observar que a IASD está trilhando o mesmo caminho. Os Católicos estão certos por fazer parte da fé deles e os Adventistas estão certos por ser uma compilação dos Católicos?
Não estou condenando o fato de os Católicos terem o seu dia ou sua santa, eles estão certos por ser uma tradição milenar da Igreja Católica, mas; os líderes e a igreja que se dizem opositores de tais ensinamentos imporem aos seus membros uma fé pirateada e contrabandeada por questões apenas financeiras? É o cúmulo da asneira espiritual e falta de Deus na igreja.
Apesar de todas estas imposições da fé Católica na fé Adventista por meio da hipocrisia e corrupção espiritual e a membresia simplesmente ter aceitado como ovelha cega, surda e sem o mínimo de inteligência espiritual ou artificial, eles ainda batem no peito e afirmam ser contrários de carteirinha contra qualquer tipo de idolatria.
Fica um questionamento: Os IASD tem moral para falar contra o catolicismo?
Autor: Eurias R. Carneiro




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Juízo Investigativo é uma doutrina baseada na Bíblia?


O Juízo Investigativo é uma doutrina baseada na Bíblia?


O DIA 22 de outubro de 1844 foi de grande expectativa para umas 50.000 pessoas na costa leste dos Estados Unidos. Seu líder espiritual, William Miller, havia dito que Jesus Cristo voltaria naquele dia. Os mileritas, como eram chamados, aguardaram nos seus lugares de reunião até o anoitecer. Daí amanheceu o dia seguinte, mas o Senhor não tinha vindo. Desiludidos, voltaram para casa e depois chamaram aquele dia de “Grande Desapontamento”.
No entanto, o desapontamento logo deu lugar à esperança. Uma jovem, de nome Ellen Harmon, convenceu um pequeno grupo de mileritas de que Deus revelara em visões que o cálculo de tempo feito por eles estava correto. Ela cria que naquele dia havia ocorrido um evento momentoso — que Cristo entrara então “no lugar santíssimo do santuário celestial”.
Mais de uma década depois, o pregador adventista James [Tiago] White (que se casara com Ellen Harmon) cunhou uma frase para descrever a natureza da obra de Cristo desde outubro de 1844. No periódico Review and Herald, de 29 de janeiro de 1857, White disse que Jesus havia começado um “juízo investigativo”. E isso tem continuado a ser uma crença fundamental entre uns sete milhões que se chamam Adventistas do Sétimo Dia.
No entanto, alguns eruditos respeitados da Igreja dos Adventistas do Sétimo Dia (ASD) têm-se perguntado se o “juízo investigativo” é uma doutrina baseada na Bíblia. Por que têm eles dúvidas a respeito disso? Se você fosse Adventista do Sétimo Dia, esta pergunta o preocuparia. Primeiro, porém, o que é o “juízo investigativo”?
O que é?
O texto básico citado em apoio desta doutrina é Daniel 8:14. Reza: “Ele me disse: Até dois mil e trezentos dias; então o santuário será purificado.” (King James Version [Versão Rei Jaime, em inglês]) Por causa da frase “então o santuárioserá purificado”, muitos Adventistas relacionam este versículo com o capítulo 16 de Levítico. Este descreve a purificação do santuário pelo sumo sacerdote judaico no Dia da Expiação. Relacionam também as palavras de Daniel com o capítulo 9 de Hebreus, que descreve a Jesus como o Sumo Sacerdote Maior no céu. Um erudito dos ASD diz que este raciocínio se baseia no método do “texto de prova”. Alguém encontra “certa palavra, tal como santuário em Dan. 8:14, a mesma palavra em Lev. 16, a mesma palavra em Heb. 7, 8, 9”, e sustenta “que todas estão falando da mesma coisa”.
Os Adventistas argumentam assim: Os sacerdotes no antigo Israel realizavam um ministério diário no compartimento do templo chamado de Santo, resultando no perdão de pecados. No Dia da Expiação, o sumo sacerdote realizava um ministério anual no Santíssimo (a sala mais recôndita do templo), que resultava em apagar pecados. Concluem que o ministério sacerdotal de Cristo, no céu, tem duas fases. A primeira começou com a sua ascensão no primeiro século, terminou em 1844, e resultou no perdão de pecados. A segunda fase, ou a “fase do julgamento”, começou em 22 de outubro de 1844, ainda prossegue e resultará no apagamento de pecados. Como se realiza isso?
Diz-se que Jesus, desde 1844, está investigando os registros de vida de todos os professos crentes (primeiro dos mortos, depois dos vivos) para determinar se eles merecem a vida eterna. Este exame é o “juízo investigativo”. Depois de pessoas terem sido julgadas assim, os pecados daquelas que passam nesta prova são apagados nos registros. No entanto, explicou Ellen White, os que não passam na prova têm ‘seu nome apagado do livro da vida’. Desta forma, “o destino de todos terá sido decidido para a vida ou para a morte”. Neste ponto, o santuário celestial está purificado e Daniel 8:14 se cumpriu. Isto é o que os Adventistas do Sétimo Dia ensinam. Mas a publicação deles, o periódicoAdventist Review, admite: “O termo juízo investigativo não se encontra na Bíblia.”
Falta o elo lingüístico
Este ensino tem perturbado alguns Adventistas. “A História mostra”, diz um observador, “que líderes leais em nossas fileiras sofreram agonia de alma ao examinarem nosso ensino tradicional sobre o juízo investigativo”. Em anos recentes, acrescenta ele, a agonia transformou-se em dúvida, quando eruditos começaram a “questionar muitos esteios de nossa apresentação usual do santuário”. Examinemos agora dois deles.
Esteio um: O capítulo 8 de Daniel é relacionado com o capítulo 16 de Levítico. Esta premissa é enfraquecida por dois problemas principais: a língua e o contexto. Primeiro, considere a língua. Os Adventistas acreditam que o ‘santuário purificado’, do capítulo 8 de Daniel, seja o antítipo do ‘santuário purificado’ do capítulo 16 de Levítico. Esta analogia parecia aceitável até que tradutores se deram conta de que “purificado”, na King James Version, é uma tradução errada duma forma do verbo hebraico tsa·dháq (que significa “ser justo”) usado em Daniel 8:14. O professor de teologia Anthony A. Hoekema observa: “Ser purificado é uma tradução infeliz da palavra, visto que o verbo hebraico que usualmente é vertido como purificado [ta·hér] nem é usado aqui.” Ele é usado no capítulo 16 de Levítico, onde aKing James Version verte formas de ta·hér como “purifica” e “ser puros”. (Levítico 16:19, 30) Por isso, o Dr. Hoekema conclui corretamente: “Se Daniel quisesse referir-se ao tipo de purificação feito no Dia da Expiação, ele teria usadotaheer [ta·hér] em vez de tsadaq [tsa·dháq].” No entanto, tsa·dháq não ocorre em Levítico e ta·hér não ocorre em Daniel. Falta o elo lingüístico.
O que revela o contexto?
Agora considere o contexto. Os Adventistas sustentam que Daniel 8:14 é “uma ilha contextual” que não tem nada que ver com os versículos precedentes. Mas, será que você tem esta impressão ao ler Daniel 8:9-14 no quadro acompanhante, intitulado “Daniel 8:14 no contexto”? O  versículo 9 identifica um agressor, um chifre pequeno. Os  versículos 10-12 revelam que este agressor atacará o santuário. O  versículo 13 pergunta: ‘Quanto durará esta agressão?’ E o  versículo 14 responde: “Até duas mil e trezentas noitinhas e manhãs; e o lugar santo certamente será levado à sua condição correta.” É evidente que o  versículo 13 faz uma pergunta que é respondida no  versículo 14. O teólogo Desmond Ford diz: “Desvincular Dan. 8:14 deste clamor [“Até quando?” no  versículo 13] significa estar exegeticamente em alto-mar sem âncora.”
Por que desvinculam os Adventistas o  versículo 14 do contexto? Para evitar uma conclusão embaraçosa. O contexto atribui o aviltamento do santuário, mencionado no  versículo 14, às atividades do chifre pequeno. No entanto, a doutrina do “juízo investigativo” atribui o aviltamento do santuário às atividades de Cristo. Diz-se que ele transfere os pecados dos crentes para o santuário celestial. Então, o que acontece quando os Adventistas aceitam tanto esta doutrina como o contexto? O Dr. Raymond F. Cottrell, Adventista do Sétimo Dia e ex-redator associado do SDA BibleCommentary (Comentário Bíblico dos ASD) escreve: “Fingirmos que a interpretação dos ASD leva em conta o contexto de Daniel 8:14 significaria então identificar o chifre pequeno como Cristo.” O Dr. Cottrell admite honestamente: “Não podemos ter ao mesmo tempo o contexto e a interpretação adventista.” Portanto, com respeito ao “juízo investigativo”, a Igreja Adventista teve de fazer uma escolha — aceitar a doutrina ou o contexto de Daniel 8:14. Infelizmente, ela aceitou a primeira e abandonou o segundo. Não é de admirar, diz o Dr. Cottrell, que estudantes informados da Bíblia culpem os Adventistas por “atribuírem às Escrituras algo que não pode “ser entendido das Escrituras”!
Em 1967, o Dr. Cottrell preparou sobre Daniel uma lição para a escola sabatina, enviada às igrejas dos ASD no mundo todo. Ela ensinava que Daniel 8:14 relaciona-se com o seu contexto e que a ‘purificação’ não se refere aos crentes. É significativo que a lição omite qualquer menção dum “juízo investigativo”.
Algumas respostas notáveis
Até que ponto se apercebem os Adventistas de que este esteio é fraco demais para sustentar a doutrina do “julgamento investigativo”? O Dr. Cottrell perguntou a 27 teólogos adventistas de destaque: ‘Que motivos lingüísticos ou contextuais podem fornecer para a ligação entre Daniel, capítulo 8 e Levítico, capítulo 16?’ Qual foi a resposta deles?
“Todos os vinte e sete afirmaram que não existia nenhum motivo lingüístico ou contextual para aplicar Dan. 8:14 ao antitípico dia da expiação e ao juízo investigativo.” Perguntou-lhes: ‘Têm algum outro motivo para fazer esta ligação?’ A maioria dos eruditos adventistas disse que não tinha outro motivo, cinco deles disseram que fizeram esta ligação porque Ellen White a fez e dois disseram que basearam a doutrina num “acidente feliz” na tradução. O teólogo Ford observa: “Tais conclusões fornecidas pela nata de nossa erudição na realidade afirmam que nosso ensino tradicional sobre Dan. 8:14 é indefensável.”
Ajuda o livro de Hebreus?
Esteio dois: Daniel 8:14 é relacionado com o capítulo 9 de Hebreus. “Todas as nossas obras anteriores faziam uso de Heb. 9 ao explicar Dan. 8:14”, diz o teólogo Ford. Esta ligação surgiu depois do “Grande Desapontamento” em 1844. Procurando obter orientação, o milerita Hiram Edson jogou sua Bíblia sobre uma mesa para que caísse aberta. Com que resultado? Ele se viu confrontado com os capítulos 8 e 9 de Hebreus. Diz Ford: “Nada poderia ser mais apropriado e simbolizar melhor a afirmação adventista de que esses capítulos têm a chave para o significado de 1844 e Dan. 8:14!”
“Esta afirmação é decisiva para os Adventistas do Sétimo Dia”, acrescenta o Dr. Ford no seu livro Daniel 8:14, theDay of Atonement, and the Investigative Judgment. “Somente em Heb. 9 . . . pode-se encontrar uma explicação detalhada do significado da . . . doutrina do santuário, tão vital para nós.” Deveras, o capítulo 9 de Hebreus é ocapítulo no “Novo Testamento” que explica o significado profético do capítulo 16 de Levítico. Mas os Adventistas também dizem que Daniel 8:14 é o versículo no “Antigo Testamento” que o explica. Se ambas as declarações forem verdade, então deve haver também uma relação entre o capítulo 9 de Hebreus e o capítulo 8 de Daniel.
Desmond Ford observa: “Certas coisas se destacam imediatamente quando se lê Heb. 9. Não há nenhuma alusão óbvia ao livro de Daniel e certamente nenhuma a Dan. 8:14. . . . O capítulo, como um todo, é uma aplicação de Lev. 16.” Ele declara: “Nosso ensino sobre o santuário não pode ser encontrado no único livro do Novo Testamento que considera o significado dos serviços no santuário. Isto tem sido reconhecido por bem-conhecidos escritores Adventistas em todo o mundo.” Portanto, o esteio dois também é fraco demais para apoiar a doutrina em apuros.
No entanto, não se trata duma conclusão nova. Já por muitos anos, diz o Dr. Cottrell, “eruditos bíblicos da igreja se apercebem muito bem dos problemas exegéticos encontrados por nossa interpretação convencional de Daniel 8:14 e de Hebreus 9”. Há uns 80 anos, E. J. Waggoner, influente Adventista do Sétimo Dia, escreveu: “O ensino adventista a respeito do santuário, com seu ‘Juízo Investigativo’ . . . , é virtualmente uma negação da expiação.” (Confession ofFaith [Confissão de Fé]) Há mais de 30 anos, esses problemas foram apresentados à Associação Geral, a liderança da Igreja ASD.
Problemas e um impasse
A Associação Geral designou uma “Comissão de Problemas no Livro de Daniel”. Destinava-se a preparar um relatório sobre como resolver as dificuldades em torno de Daniel 8:14. Os 14 membros da comissão estudaram a questão por cinco anos, mas deixaram de propor uma solução unânime. Em 1980, Cottrell, membro da comissão, disse que a maioria dos membros da comissão achava que a interpretação adventista de Daniel 8:14 podia ser “confirmada satisfatoriamente” por uma série de “suposições” e que os problemas “deviam ser esquecidos”. Ele acrescentou: “Lembre-se de que o nome da comissão era Comissão de Problemas no Livro de Daniel, e que a maioria sugeria que esquecêssemos os problemas e não disséssemos nada sobre eles.” Isto seria equivalente a uma “admissão de que não temos respostas”. De modo que a minoria negou-se a apoiar o ponto de vista da maioria, e não houve nenhum relatório formal. Os problemas doutrinais continuaram sem solução.
Comentando este impasse, o Dr. Cottrell diz: “A questão de Daniel 8:14 ainda continua, porque não estivemos até agora dispostos a encarar o fato de que existe um problema exegético bem real. Esta questão não se resolverá enquanto continuarmos fazendo de conta que não há problema, enquanto insistirmos em manter nossas cabeças, individual e coletivamente, enterradas na areia de nossas opiniões preconcebidas.” — Spectrum, um periódico publicado pela Association of Adventist Forums.
O Dr. Cottrell exorta os Adventistas a fazer “um reexame cuidadoso das suposições básicas e dos princípios de exegese em que temos baseado nossa interpretação desta — para o adventismo — indispensável passagem das Escrituras”. Gostaríamos de incentivar os Adventistas a examinar a doutrina do “juízo investigativo”, para ver se seus esteios se baseiam solidamente na Bíblia ou se fundam nas areias instáveis da tradição. O apóstolo Paulo exortou sabiamente: “Certificai-vos de todas as coisas; apegai-vos ao que é excelente.” — 1 Tessalonicenses 5:21. http://www.crisedeconsciencia.com/index.php/2010/06/juizo-investigativo/