terça-feira, 26 de março de 2013

SUICÍDIO


Suicídio: como o apoio emocional pode salvar uma vida

Por  em 23.10.2012 as 18:00
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, nos últimos 45 anos, a taxa de suicídio cresceu 60% no mundo. Isso significa que, a cada ano, um milhão de pessoas tiram a própria vida – uma taxa de mortalidade de 16 por 100 mil habitantes, ou o mesmo que uma morte a cada 40 segundos. A notícia fica ainda pior por conta da expectativa de que esse número dobre até 2020.
Segundo dados da OMS, ao longo da vida, 17,1% dos brasileiros “pensaram seriamente em por fim à vida”, 4,8% chegaram a elaborar um plano para tanto, e 2,8% efetivamente tentaram o suicídio.
O Brasil apresenta menos de 6,5 suicídios para cada 100 mil habitantes, um número considerado baixo quando comparado com os 13 suicídios por 100 mil habitantes dos países que mais cometem suicídio (a taxa de alguns países do leste europeu).
A média brasileira é de 25 suicídios por dia, número só inferior ao de mortes no trânsito e homicídios. Vale lembrar que o número real de suicídios pode ser bem maior, visto que muitas vezes estes casos são relatados como mortes acidentais.

Problema gritante

Esses dados assustadores vêm acompanhados de um pedido da OMS para que os governos tratem esse problema de forma urgente.
Se o número de suicídios é alto, o número de tentativas é 20 vezes maior: 5% da população mundial vai tentar tirar a própria vida pelo menos uma vez durante sua existência. Isso torna o suicídio a maior causa de mortes evitáveis no mundo, matando mais que os homicídios e as guerras (somados).
A situação também é mais comum em países mais pobres, que também são os países menos preparados para prevenir o suicídio. Isso não significa que não tenha gente engajada em melhorar a qualidade de vida dos suicidas.

Valorizar a vida

O CVV (Centro de Valorização da Vida), por exemplo, é uma das organizações não governamentais (ONG) mais antigas do Brasil. Essa instituição, fundada em 1962, se baseia essencialmente no trabalho voluntário de milhares de pessoas distribuídas por todas as regiões do Brasil.
Pode-se dizer que o CVV é uma ONG de sucesso. Seu trabalho é muito bem reconhecido. A entidade é associada ao Befrienders Worldwide, que congrega instituições de apoio emocional e prevenção do suicídio em todo o mundo, e em 2004 e 2005 fez parte do Grupo de Trabalho do Ministério da Saúde para definição da Estratégia Nacional para Prevenção do Suicídio.
A missão do CVV, como seu nome sugere, é valorizar a vida. Sua principal iniciativa é oPrograma de Apoio Emocional realizado por telefone, chat, e-mail, VoIP, correspondência ou pessoalmente.
“Oferecemos apoio emocional, com o objetivo de valorizar a vida de todas as pessoas, prevenindo, assim, que estas pensem em tirar suas próprias vidas”, conta Adriana Rizzo, voluntária do CVV, que também faz parte da equipe de divulgação da ONG.
O atendimento é gratuito e funciona 24 horas na maioria das cidades em que há um posto CVV. As pessoas podem conversar sobre todos os assuntos que considerarem importantes pra elas.
Agora fica a pergunta: será que isso funciona? Será que entidades como o CVV são capazes de ajudar na luta contra o suicídio?
Os 2.200 voluntários e 73 postos de atendimento no Brasil todo, e os mais de um milhão de contatos por ano registrados nos últimos 6 anos provam que sim.
Como o serviço é anônimo, o CVV não tem identificador de chamada e os voluntários não pedem dados pessoais dos que buscam ajuda, é difícil colocar em números quantas vidas foram salvas pelo programa. Mas que muitas já foram, não há dúvida.
“Algumas pessoas que buscam nosso atendimento voltam a nos procurar para agradecer, mas isto não é esperado nem exigido por nós. Em época de fim de ano, elas nos procuram para agradecer e desejar um feliz natal, feliz ano novo”, diz Rizzo.

Laços sociais

No quê o programa da CVV se baseia? Rizzo explica que o trabalho da ONG é eficaz porque se baseia em uma necessidade humana básica, que é a de se comunicar. “Sabemos que quando alguém não se comunica com outras pessoas, não tem esta oportunidade, os acontecimentos do dia a dia vão se acumulando e por vezes isto pode levar ao isolamento, depressão e pensamentos suicidas”, afirma.
A voluntária acredita que conversando e compartilhando suas dores e alegrias, as pessoas se sentem compreendidas, melhores e mais leves para continuar a viver.
Esse “senso comum”, aliás, tem base científica. A ciência está cheia de exemplos de situações nas quais os laços sociais desempenharam um fator muito importante na saúde e bem-estar físico e mental das pessoas.
Por exemplo, um estudo mostrou que pessoas com círculo social limitado (poucos amigos íntimos) tornam ou veem seus problemas maiores do que realmente são. Outra pesquisa sugeriu que relações sociais são tão importantes para a saúde como outros fatores de risco comuns, como tabaco, exercício físico e obesidade.
Já outros tipos de estudo fizeram associações entre a família e amigos e como isso ajudou as pessoas a superarem problemas. O suporte de um amigo, por exemplo, pode ajudar alguém a perder peso. O apoio da família é capaz de ajudar uma adolescente anoréxica a se recuperar melhor e mais rapidamente. Uma família amorosa pode ser fundamental para o bom desenvolvimento cerebral de uma criança no início da vida, assim como ser sociável na infância leva a felicidade na vida adulta.
Esses são só alguns exemplos de como a comunicação, o apoio e os laços sociais são importantes para nos manter saudáveis. O CVV pode não estar fazendo ciência de propósito, mas com certeza está colaborando para a vida humana.

Voluntariando

Achou o serviço interessante? Gostaria de se voluntariar? Os voluntários da CVV são pessoas comuns, com mais de 18 anos, que não precisam ter nenhuma formação especial, apenas vontade de ajudar alguém.
Se quiser entrar para o programa, basta participar de um curso gratuito para seleção de voluntários que acontece em todos os postos de atendimento do Brasil, várias vezes ao ano. Veja os endereços dos postos.
Se você precisa de ajuda, escolha a forma de comunicação que mais lhe agrada e entre em contato com a ONG. Você será atendido por um voluntário com o maior respeito e anonimato. Eles não estão lá para lhe aconselhar ou julgar, mas sim para lhe ouvir.
Os voluntários são devidamente treinados para conversar com qualquer pessoa que procure ajuda e apoio emocional e guardarão estrito sigilo sobre tudo que for dito, independente do meio selecionado.
Fonte: http://hypescience.com/suicidio-como-o-apoio-emocional-pode-salvar-uma-vida/

domingo, 24 de março de 2013

Igrejas arrecadam mais de RS$ 20 bilhões por ano no Brasil


Igrejas arrecadam mais de RS$ 20 bilhões por ano no Brasil


Pelo montante absurdo de arrecadação não era para ter um membro de qualquer igreja passando fome ou necessidade, ficam dois questionamentos: Para onde está indo tanto dinheiro? Será que todas as igrejas teriam alguma justificativa honesta para explicar se porventura a polícia federal fizesse uma investigação na destinação de tanto dinheiro?
28/01/2013 - 10:13 - Atualizado em 29/01/2013 - 10:52
Nordeste é a região onde arrecadação mais cresceu nos últimos anos

por Jarbas Aragão


  O jornal Folha de São Paulo teve acesso junto à Receita Federal do montante arrecadado pelas igrejas no Brasil em um ano. Segundo os dados divulgados, em 2011 a arrecadação declarada foi de R$ 20,6 bilhões, que seria  90% do valor disponível neste ano para o Bolsa Família.
O jornal inclui na conta igrejas católicas, evangélicas e demais, destacando quem em média, R$ 39,1 milhões foram entregues diariamente às igrejas. O dinheiro doado pelos fiéis somam R$ 3,47 bilhões por dízimo e R$ 10,8 bilhões de outras doações. Na equação, foram acrescentadas   a venda de bens e serviços (R$ 3 bilhões) e rendimentos com ações e aplicações (R$ 460 milhões).
Os números impressionam, e continuam crescendo.  A folha diz que entre 2006 e 2011, a arrecadação anual dos templos cresceu 11,9%, tendo uma pequena queda em 2009, quando refletiu os problemas da economia brasileira e “pesou no bolso dos fiéis”.
A lei vigente afirma que as igrejas precisam declarar todos os anos a quantidade e a origem dos recursos arrecadados à Receita Federal. Elas têm  imunidade tributária, que é garantida pela Constituição, assim como os partidos políticos e os sindicatos.
As organizações religiosas são isentas de impostos sobre os ganhos relacionados à sua atividade.  Cada igreja declarante possui um CNPJ próprio e pode ter diversas filiais. Em 2010, a Receita Federal registrou a declaração de 41.753 templos que preencheram a Declaração de Informações de Pessoa Jurídica.  Mas esse não é o numero total de igrejas do país, já que muitas operam sem terem essa preocupação.
Chama atenção o fato de o Estado de São Paulo responder por quase metade da arrecadação das organizações religiosas do país. Além disso, a arrecadação das igrejas do Nordeste do país cresceu quase o triplo da média nacional nos últimos anos. Entre 2006 a 2011, o volume de doações nessa região aumentou 35,3% (um salto de R$ 1,45 bilhão para quase R$ 2 bilhões), enquanto a media nacional foi de a 11,9%.
Segundo Luís Eduardo Schoueri, professor de direito tributário na USP,  ”O temor é de que por meio de impostos você impeça o livre exercício das religiões. Mas essa imunidade não afasta o poder de fiscalização do Estado”.
Dom Raymundo Damasceno, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, lembra que “A igreja não é uma empresa, que vende produtos para adquirir recursos. Vive sobretudo da doação espontânea, que decorre da consciência de cristão”.
Segundo o Censo de 2010, o Brasil tem  64,6% de católicos e  22,2% de evangélicos, grupo que ressalta mais a questão do dizimo.
Assistem o vídeo - http://www.youtube.com/watch?v=ZuspgYy9NjY
Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/arrecadacao-igrejas-brasil/



CISMAS NA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA


Cismas e Dissidências

A igreja adventista teve algumas dissidências, de relevância para a sua história e uma série de grupos que deixaram a igreja e formaram seus próprios movimentos. Outros permanecem como grupos de pressão internos na igreja. Os principais são:
  • 1906 - Crise Panteísta: Vários líderes foram expulsos da denominação por acreditarem em Deus como uma essência impessoal que permearia todo o universo. John Harvey Kellogg, que participara na criacao dos sucrilhos de cereais, teria sido um dos principais expoentes ou seguidores do movimento.
  • 1912 - Cisma Racial: o ambiente de preconceito e separação racial prevalecente nos Estados Unidos da virada do século levou a vários ministros negros expelidos ou sem igualdade de direitos na IASD a formar a Christian Negro Seventh Day Adventist Church, hoje Free Seventh Day Adventist Church, com igrejas na América do Norte, África e Oceania, possuindo doutrina similar à organização maior, embora adote um regime congregacionalista.
  • 1914 - Cisma Reformista: Por divergências locais da liderança adventista na Alemanha, foi estabelecido de maneira contrária aos princípios do não-porte de armas e da atividade no dia de Sábado para os membros da igreja da Alemanha na 1a. Guerra Mundial. Os membros que não concordaram com esta conduta da igreja local, expondo abertamente suas opiniões foram expulsos de suas congregações. Após o término da guerra, a Conferência Geral tentou estabelecer um consenso entre partes, porém o segmento que havia sido expulso formou um movimento dissidente que se tornaria a Igreja Adventista do Sétimo Dia, Movimento de Reforma. Esta sofreu uma dissidência interna em 1951. Compartilham a maioria das doutrinas da Igreja Adventista do Sétimo Dia, inclusive a Trindade, porém consideram a IASD como parte da babilônia espiritual. São vegetarianos e acatam mais literalmente algumas declarações bíblicas e os ensinamentos de Ellen White concernentes ao vestuário, alimentação, saúde e ao não envolvimento bélico. Cognominam-se o "quarto anjo" do Apocalipse com uma mensagem de advertência à Igreja e ao mundo. Sua sede mundial é em Richmond, estado da Virgínia nos Estados Unidos.[1]
  • 1929 - Ramo Davidiano: o búlgaro-americano Victor Houteff publicou "O Cajado do Pastor" (The Shepeherd's Rod) contendo novas profecias e interpretações que foram rejeitadas pela IASD. Seus seguidores, que nunca foram muitos, mantiveram na maior parte membresia na IASD. Todavia alguns grupos mais radicais constituíram denominações independentes, como a Igreja Adventista doRamo Davidiano, que liderada por David Koresh, foi palco do Cerco de Waco, Texas, em 1993, depois de 51 dias de cerco pela polícia.
  • 1932 - Movimento Pentecostal no Brasil: A igreja adventista já havia rejeitado na virada do século XIX a corrente carismática que deu origem às igrejas pentecostais. Entretanto, o pastor adventista brasileiro João Augusto da Silveira, no dia 24 de Janeiro de 1932, emPaulistaPernambuco, referiu ter apresentado o dom de línguas como crido pelas igrejas pentecostais. Foi fundador da Igreja Adventista da Promessa, que em linhas gerais tem como discordância da IASD o Dom Profético (não acredita no dom profetico de Ellen G. White) e no entendimento sobre o batismo do Espírito Santo.
  • 1954 Sabbath Rest Advent Church ramo herdeiro das teologias de Ellet J. Waggoner e Alonzo T. Jones, fundado pelo australiano Frederic T. Wright. Possui igrejas na Nova Zelândia, Austrália, Américas, Europa, e Africa
  • Década de 1970 - Crise Liberal: O surgimento de forum de discussões universitários fez brotar publicações independentes dentro da igreja, com a revista Adventists Today e Spectrum. Esta última abrigou e abriga até hoje uma corrente progressista, que questiona o método historicista de interpretação das profecias bíblicas, bem como o papel de Ellen G. White dentro da igreja adventista. Alguns eminentes teólogos da igreja, como Desmond Ford (professor do Seminário Teológico Adventista na Austrália), criticaram a doutrina do santuário da forma como ela é estabelecida pela Igreja. Ele continua como membro da Igreja, embora suas credenciais de professor e pastor tenham sido removidas. Ele fundou o ministério Good News Unlimited (Boas Novas Sem Limite) no ano de 1981 e hoje mora na cidade de Caloundra, Austrália e está aposentado.
  • Verdadeiros e Livre Adventistas do Sétimo Dia- a crise, perseguição e compromisso na União Soviética produziu o grupo conhecido como True and Free Seventh-day Adventists (TFSDA) - Verdadeiros e Livre Adventistas do Sétimo Dia. Esse grupo dissidente rejeitou os "compromissos" foram feitos pelos "oficiais" da Igreja Adventista do Sétimo Dia na União Soviética por causa das necessidades locais. Os TFSDA se recusaram a enviar seus filhos à escola no sábado, não se juntaram as forças armadas soviéticas e chamaram a Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia de Babilônia. O grupo continua ativo até hoje (2010) na ex-repúblicas da União Soviética.
  • SDA Kinship Internacional é uma rede social organizada em 1976 formada por homossexuais gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (LGBT) que, individualmentes são de alguma forma relacionados como o adventismo. No ano de 2003 surgiu a "Igreja Adventista Homossexual", uma igreja virtual que visa juntar homossexuais adventistas pelo mundo.
  • Creation Seventh Day Adventist Church, movemento dissidente da IASD formado em 1988.

HISTÓRIA DO SURGIMENTO DA TRINDADE CRISTÃ





 HISTÓRIA DO SURGIMENTO DA TRINDADE CRISTÃ




O artigo não expressa a  própria ideia do dono do blog, eu postei para que o leitor possa ter o conhecimento de como a trindade passou a fazer parte de uma vertente do cristianismo. Leia neste link a minha pesquisa sobre a questão - http://abibliafontedeverdade.blogspot.com.br/2013/02/espirito-santo-e-deus.html

Breve Resumo Histórico
  • Nos primeiros séculos da era cristã, logo após a morte do último apóstolo de Jesus Cristo, estabeleceu-se entre os teólogos uma grande controvérsia para se definir uma crença formal entre os cristãos. Alguns teólogos, devido a soteriologia (doutrina da salvação) da época, insistiam em que Jesus era Deus assim como Seu Pai, pois se assim não fosse, não haveria salvação para a humanidade. Enquanto que outros teólogos preferiam manter a tradição judaica do monoteísmo absoluto, ou seja, a unicidade de Deus. Sendo assim, surgiram várias disputas teológicas para definir quais doutrinas seriam consideradas ortodoxas (teologicamente correta) ou heréticas (teologicamente incorreta) para a igreja cristã. Dentre essas doutrinas, analisaremos a doutrina da trindade.

Antes de examinar a doutrina da Trindade, consideraremos alguns teólogos cujos ensinamentos foram fundamentais para o desenvolvimento das doutrinas cristãs, e em especial Ireneu e Tertuliano, cuja contribuição foi decisiva para o desenvolvimento da referida doutrina.

Filo de Alexandria
  • * Foi um contemporâneo de Jesus Cristo e antecessor de Orígenes de Cesareia; estudioso das Escrituras e teólogo judaico muito influente da diáspora judaica antiga; procurou explicar a harmonia do Antigo Testamento com a filosofia grega, especialmente de Platão e seus seguidores, e para isso precisou interpretar de modo alegórico (não literal) as escrituras hebraicas. Seus escritos não literal (alegóricos) para interpretar as escrituras hebraicas influenciaram grandemente os cristãos de Alexandria e arredores, como também continua influenciando os teólogos modernos.
Ireneu
  • * Nascido por volta de 120 d.C. na Ásia Menor, provavelmente na cidade de Esmirna e morreu na cidade de Lião em um massacre de cristãos no ano 202. Foi instruído pelo Bispo Policarpo de Esmirna, que por sua vez foi instruído por João, último apostolo de Jesus Cristo a morrer. Desenvolveu a doutrina da redenção na qual enfatizava a encarnação e a divindade do Filho de Deus.
  • Essa doutrina trouxe um grande problema para os teólogos, uma vez que apresentava a existência de mais de um Deus, contrastando com o monoteísmo judaico.
Tertuliano
  • * Nasceu por volta do ano 150 d.C. em Cartago, era advogado e converteu-se ao cristianismo por volta do ano 190 onde dedicou todo seu conhecimento ao esclarecimento e defesa da fé cristã ortodoxa. Abandonou a igreja católica ortodoxa por volta de 207, filiando-se a igreja montanista da “Nova Profecia” em Cartago; é provável que tenha morrido por volta do ano 212. Em certo sentido é considerado o pai da doutrina ortodoxa da Trindade como também da pessoa de Jesus Cristo.
     Ao escrever sua contestação sobre a doutrina do bispo Práxeas, elaborou pormenores minuciosos da doutrina da Trindade que prenunciaram as fórmulas que viriam ser amplamente aceitas.

     Talvez pelo uso indiscriminado da filosofia grega em sua época para explicar os escritos apostólicos ele tenha mencionado: “o que Atenas tem de fato que ver com Jerusalém?”

Orígenes de Cesaréia
  • * Nascido em 185 ou 186 morrendo em 254 ou 255 em Cesaréia.
Basílio de Cesaréia
  • * Nasceu por volta de 330 e morreu em 377 ou 379. Foi um defensor incondicional do trinitarianismo, e quem mais se empenhou em apresentar uma identidade pessoal para o Espírito Santo, igualando-o a Deus Pai e Seu Filho. Seus ensinos influenciaram grandemente para a revisão do credo de Nicéia no Concílio de Constantinopla em 381, onde foi dado destaque especial ao Espírito Santo, apresentando-o como a terceira pessoa da trindade. Em virtude de sua diligência em favor do Espírito Santo, ficou conhecido como o teólogo do Espírito Santo.
     Basílio considerava a Trindade um mistério além da compreensão da mente humana que é limitada, e baseou seus ensinos nas Escrituras, nos escritos de Platão (filósofo grego), Orígenes (teólogo cristão), e Atanásio, de onde procurou definir o grande mistério da trindade e unidade de Deus.
  • Para ele, “Deus é uma essência única, infinita e incompreensível, compartilhada igualmente por três identidades ou pessoas distintas mas inseparáveis”.
     Àqueles que o acusavam de adorar a três deuses, ele respondia : “Contra os que nos acusam de triteístas, respondemos que confessamos um só Deus, não quanto ao número, mas quanto à natureza”.

Gregório de Nazianzeno
  • * Nasceu em 329 ou 330 e morrendo por volta de 391.
Gregório de Nissa
  • * Irmão de Basílio de Cesareia, nasceu provavelmente em 340 e morreu em 393, tinha inclinação mística e sonhos, visões e experiências espirituais que transcendiam e explicação intelectual. Foi justamente uma dessas visões ou sonhos que o levou a conversão ainda bem jovem. Foi grande defensor da trindade sofrendo uma série de perseguições por tal conduta.
  • * Utilizou mais e de maneira mais profunda que Basílio e o outro Gregório a filosofia grega, com a qual procurou explicar o mistério da trindade a fim de acabar com as objeções dos adversários, mantendo no entanto o mistério de sua essência.
Atanásio
  • * Era assistente do Bispo Alexandre de Alexandria que faleceu em 328, e seu sucessor até sua morte em 373; durante esse período quando bispos e imperadores que se sucediam variavam entre o trinitarianismo e o arianismo, se mostrou inabalável na causa do trinitarianismo, sofrendo por isso mesmo ameaças do imperador e mesmo o exílio.
     Atanásio era um defensor incondicional da doutrina da salvação de sua época, ou seja, a deificação por meio da união da humanidade com a divindade na encarnação. Sendo assim, se o filho de Deus não fosse Deus, não haveria salvação pois só Deus pode desfazer o pecado e fazer com que uma criatura compartilhe da natureza divina.
  • Buscou provar a divindade de Jesus Cristo escrevendo um pequeno tratado no qual apresentou argumentos sólidos em favor de sua divindade em pé de igualdade com a própria divindade do Pai, e com isso ajudando a estabelecer o dogma da trindade contra a crescente simpatia para os ensinos de Ário.
  • Identificou uma lista de livros secundários que posteriormente surgiram na igreja do ocidente como livros apócrifos.
  • Escreveu a hagiografia de Antão (a vida de santo Antão) que tornou-se uma base importante para a ascensão do monasticismo e dos mosteiros.
N o t a

      A fim de que a doutrina da Trindade se estabelecesse, os teólogos nos séculos que se seguiram tiveram que combater os ensinos de outros teólogos que eram contrários à mesma, em especial o Sabelianismo (modalismo), o Adocionismo e o Arianismo, sendo este último o que mais resistência ofereceu ao estabelecimento da doutrina da Trindade.
  • Os trinitarianos sabiam estar diante de um mistério quando examinavam o Deus três-em-um e a igualdade de Jesus Cristo e o Espírito Santo com o Pai, e para preservar este mistério é que usaram fórmulas e terminologias de difícil entendimento.
  • Já os arianos e os sabelianos e outras consideradas hereges, tentavam tornar a fé cristã simples e inteligível para o raciocínio humano.

Sabelianismo (modalismo)
  • * O teólogo Práxeas extremamente preocupado em conservar a doutrina judaica da unicidade de Deus, negava que os cristãos cressem em três identidades. Sua doutrina passou a ser chamada de “modalismo”, sendo posteriormente revivificada por outro teólogo cristão em roma chamado Sabélio, sendo por isso também conhecida como Sabelianismo.
  • ‘Segundo parece, Práxeas ensinava que existe uma só identidade pessoal em Deus e que essa identidade singular podia ser manifestada como Pai, ou como o Filho, ou como o Espírito Santo. Modalistas posteriores empregariam as figuras e a linguagem do teatro grego e romano para ilustrar sua idéia da doutrina cristã correta da Trindade: um único ator ou atriz podia desempenhar três papeis na mesma peça de teatro ao vestir máscaras diferentes. A palavra usada para designar a máscara das peças de teatro é a mesma frequentemente usada para “pessoa”. Assim os modalistas podiam dizer que, quando os cristãos confessaram a fé em “um só Deus em três pessoas” (ou linguagem semelhante) não estavam violando o monoteísmo judaico e grego porque as “três pessoas” são apenas máscaras que o único Deus usa no “palco” da história.
     Por volta do ano 208 considerando os ensinos de Práxeas uma heresia muito perigosa, pois se esse fosse o caso, o próprio Deus eterno teria morrido no lugar do pecador, o que era inconcebível, Tertuliano foi o primeiro teólogo cristão a rejeitar e confrontar com vigor e clareza intelectual essa visão aparentemente singela da trindade e unidade de Deus.

Adocionismo
  • * A doutrina ensinada por Paulo de Samosata dizia que Jesus além de não ser divino, não teve origem eterna. Ele foi um homem adotado por Deus como Seu filho especial, e relacionando sua divindade a partir de seu batismo no rio Jordão; dessa forma Jesus ocupava uma posição incomparável no relacionamento com Deus, sem realmente se tornar Deus. Paulo de Samosata colocava Jesus acima dos outros seres humanos devida à sua humanidade e à unicidade absoluta de Deus
  • O bispo Paulo de Samosata (uma província de Antioquia) relacionava a divindade de Jesus a partir de seu batismo no rio Jordão. [“Segundo o bispo Paulo, os cristãos são monoteístas rigorosos e não devem nunca insinuar a existência de mais de um Deus. Ele acreditava que a doutrina da Trindade, ainda em desenvolvimento, inclusive a eterna divindade do Filho, ameaçava o monoteísmo do cristianismo. Por isso, dizia que Jesus Cristo era um homem adotado por Deus como seu filho humano especial. Jesus ocupava uma posição incomparável no relacionamento com Deus, sem realmente se tornar Deus. Paulo de Samosata colocava Jesus acima dos outros seres humanos devida à sua humanidade e à unicidade absoluta de Deus. A conseqüência, é lógico, foi a negação total da Trindade e Jesus Cristo ficou reduzido a um grande profeta. O sínodo dos bispos em Antioquia em 268 condenou o ensino de Paulo e o depôs de sua condição de bispo de Samosata, uma província de Antioquia.”]
[ A unidade da igreja estava em jogo e a maioria dos cristãos acolhia a autoridade dos bispos e dos sínodos. Paulo de Samosata foi deposto pelos próprios congregados, na ocasião de sua condenação pelo sínodo de 268.]

     Na ocasião de seu julgamento, por não haver um cânon do Novo Testamento formalmente reconhecido como Escritura cristã, os bispos apelavam à bíblia hebraica – normalmente interpretada de forma simbólica e alegórica – e a diversos documentos e manuscritos considerados apostólicos em algum sentido. Entretanto, o que um bispo considerava como a Escritura inspirada não era necessariamente a mesma coisa que outro considerava. Assim sendo, na ausência desse cânon formalmente reconhecido como Escritura cristã, os bispos apelavam para a tradição amorfa. Ou seja, ‘aquilo que todas as pessoas, de todos os lugares, de todos os tempos acreditavam’. Lembrando que o termo todas as pessoas deve ser entendido como se referindo a todos os cristãos verdadeiros segundo o entendimento da época.

Arianismo
  • * Ário foi um presbítero que no ano 318 d.C. liderou um protesto por uma questão teológica contra o bispo Alexandre em Alexandria. Com seus sermões, preleções e cartas criticando a liderança de Alexandre, o conflito entre os dois líderes cristãos transformou-se numa guerra campal teológica entre seus seguidores devotos, desafiando seriamente no começo do sec. IV a crença na eterna trindade de Deus.
Para Ário o Logos que encarnou em Jesus Cristo não era totalmente divino, mas uma criatura grandiosa glorificada e subordinada ao Pai.
  • O bispo Alexandre convocou um sínodo que no ano 318 com a presença de cerca de cem bispos de várias sés do lado oriental do império ouviram a crítica que Alexandre fez à teologia de Ário. Alexandre acusou Ário de repetir a heresia adocionista de Paulo de Samosata de uma forma mais sofisticada. A cristologia de Paulo foi condenada em um sínodo em 268 porque negava a divindade de Jesus Cristo e rejeitava a Trindade. A cristologia de Ário fazia o mesmo, embora afirmasse a preexistência do logos como um grandioso ser celestial, coisa que o bispo de Samosata não afirmava. Segundo Alexandre, a diferença era pouca. Nas duas hipóteses, Deus em si não havia se unido à humanidade e, portanto, não fomos salvos (divinizados) pela união. Alexandre argumentou que a nossa salvação estava em jogo.
  • Ário e seus seguidores responderam no mesmo tom, isto é, que nossa salvação estava em jogo e que se prevalecesse a opinião de Alexandre, Jesus Cristo não poderia ter sido realmente humano (posto que a humanidade e a divindade são coisas totalmente diferentes por natureza) e, portanto, seu ato de salvação em nosso favor não era uma vitória genuína da qual podíamos participar. Para Ário e seus seguidores, a salvação significava seguir espontaneamente o exemplo de Cristo de submissão a Deus. Se Cristo não optou, de modo humano, por seguir a vontade de Deus, seu exemplo não tinha utilidade.
     Portanto, a diferença entre Ário e Alexandre a respeito da natureza de Jesus Cristo, e o Logos que encarnou nele, relacionava-se com a soteriologia, a doutrina da salvação. Alexandre adotava o conceito ortodoxo da salvação que existia desde Ireneu; Ário adotava um conceito da salvação que enfatizava a conformidade voluntária com os padrões morais de Deus. Portanto, uma diferença importante entre os dois alexandrinos era que ‘a salvação, para a ortodoxia, é levada a efeito pela identidade essencial do Filho com o Pai – o que associa Deus e Cristo à criação é a pressuposição da natureza divina na carne. A salvação para o arianismo é levada a efeito pela identificação do Filho com as criaturas – o que liga Cristo e as criaturas a Deus é a conformidade da vontade”
     Para Alexandre como também para a maioria dos teólogos de sua época, a salvação da humanidade dependia da encarnação do Filho de Deus , como também de sua divindade conforme vinha sendo reconhecida desde os dias de Ireneu. Portanto, se Jesus Cristo não fosse a encarnação do Filho de Deus, e este não fosse divino como o Pai, não haveria salvação para a humanidade.

     Para Ário e os arianos, Jesus além de não ser eterno como o Pai, lhe era submisso, o que invalidava a soteriologia da época que se baseava na encarnação do Filho de Deus e sua divindade em igualdade ao Pai, conforme ensinada pelo bispo Ireneu nos séculos I e II, e reconhecida como ortodoxa até então, enquanto que para Ário e os arianos, a salvação significava seguir espontâneamente o exemplo de Jesus Cristo de submissão a Deus. Se Cristo não optou de modo humano por seguir a vontade de Deus, seu exemplo não tinha utilidade.

     Com o agravamento da crise ocasionada pelos ensinos de Ário, O bispo Alexandre convocou um sínodo no ano 318 onde os bispos ali reunidos (mais de cem) Consideraram Ário e seus ensinos como heréticos, e o depuseram de sua condição de presbítero, sendo também obrigado a deixar a cidade de Alexandria.

    Mesmo sendo considerado como herético pelo sínodo de 318, os ensinos de Ário foram amplamente difundidos pelo império, gerando certa perplexidade entre os bispos de todo o Império além de originar a ameaça de um cisma que poderia ocasionar a divisão da igreja.

     O Imperador Constantino que tinha intenção de usar o cristianismo para unificar seu império, ficou preocupado ao saber de que a controversa ariana ameaçava dividir o cristianismo. Sendo assim, ele, Constantino, um imperador pagão se auto-intitulando o bispo dos bispos, convocou e presidiu o concílio de Nicéia em 325 d.C. no qual foi formulada uma doutrina formal e oficial ortodoxa da Trindade expressa no credo de Nicéia, oficialmente credo “Nicenoconstantinopolitano” com versão definitiva escrita no concílio de Constantinopla em 381 d.C.
  • No final do Concílio de Nicéia, vendo Constantino que a maioria dos bispos eram trinitarianos, obrigou todos os bispos presentes a assinarem o novo credo, mesmo contra vontade, sob pena de serem depostos de suas sés e exilados. Dos presentes, dois bispos, Eusébio de Nicomédia, e Teogno de Nicéia, não assinaram sendo portanto depostos e exilado. Este foi o primeiro caso dentre muitos que se seguiriam no decurso dos séculos onde o poder secular foi utilizado para punir aqueles que não se submetessem a autoridade eclesiástica.

     Ao contrario do que Constantino havia proposto com a convocação do concílio de Nicéia (decidir o que os cristãos deviam crer em todo o seu império para serem considerados autênticos, promovendo assim a unidade do cristianismo), após a realização do mesmo, os bispos que lá estiveram começaram a analisar tudo o que haviam ouvido, e muitos deles se voltaram para o arianismo, inclusive o próprio imperador, que ao morrer era um ariano.
  • Após a morte de Constantino, seus sucessores se envolveram nessa controvérsia e tomaram partidos diferentes em diferentes ocasiões.
Concílio de Constantinopla
  • * Embora Basílio de Cesaréia tivesse se empenhado para a realização de um novo concílio onde a doutrina ortodoxa da trindade fixada pelo concílio de Nicéia no ano 325 fosse ratificada, devido sua morte em 377 ou 379 não pode ver seu desejo concretizado, cabendo então a seus amigos Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzeno a realização do mesmo.
  • Para dirimir a grande controvérsia ariana, o imperador Teodósio, um trinitariano, convocou um concílio na cidade de Constantinopla no ano 381, nomeando como presidente do mesmo o Patriarca Gregório Nazianzeno, que era um trinitariano incondicional.
  • Como era de se esperar, ao final do concílio a doutrina trinitariana acabou se tornando a declaração universal de fé da cristandade e assim permanecendo para a maior parte dos ramos do cristianismo, foi estabelecida como a doutrina oficial do império, devendo ser observada rigorosamente em todo o seu domínio, e já no fim do século IV (400), o cristianismo ortodoxo niceno (trinitário) se tornou a religião oficial do Império Romano e começaria a perseguir os rivais, especialmente os que se chamavam cristãos e entretanto rejeitavam a teologia e eclesiologia oficiais do imperador e dos bispos da Grande Igreja.
Conclusão
  • A doutrina trinitariana foi criada pelos teólogos para dar sustentação a soteriologia (doutrina da salvação) da época, sendo desenvolvida com base na filosofia grega (pagã) e imposta pelo poder secular; ou seja, a trindade trata-se de um deus criado para atender as necessidades da igreja cristã.
Nota:
  • * Não nos opomos aos adoradores da trindade assim como não nos opomos aos adoradores de alah; cremos que cada qual tem o direito de escolher a quem servir. Só desejamos deixar bem claro àqueles que optarem por servir a trindade, ou mesmo a alah, que eles não são o Deus de Abraão; portanto, seus seguidores não desfrutarão das bênçãos prometidas pelo Eterno aos patriarcas Abraão, Isaque, Jacó e sua descendência.

Os 10 Papas mais intrigantes


Os 10 Papas mais intrigantes

Por  em 13.02.2013 as 16:00
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Aproveitando que o Papa Bento XVI está nas manchetes por abdicar, algo que foi feito pela última vez na Idade Média, que tal darmos uma repassada nos papas mais intrigantes e curiosos da história? Desde um cadáver que foi a julgamento a um papa que subiu ao pontificado 3 vezes, aqui estão 10 dos mais interessantes líderes da Igreja Católica:

10. Primeiro pai

O primeiro cabeça da Igreja Católica foi São Pedro, cujo nome original era Simão, e era um dos 12 apóstolos de Jesus, de acordo com Julius Norwich em seu livro “Absolute Monarchs: A History of the Papacy” (“Monarcas Absolutos: Uma História do Papado”, Random House, 2012).
Ele pregou na Ásia Menor antes de ir para Roma, onde viveu 25 anos, quando o Imperador Nero Augusto César crucificou-o. Diz a lenda que ele pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se achar indigno de morrer como Jesus. Apesar de ser considerado o primeiro Papa, ele nunca teve este título durante sua vida.

9. Abdicando

O primeiro papa a abdicar foi Ponciano, que foi o chefe da igreja entre os anos 230 e 235. Diferente de seus predecessores, Ponciano não foi martirizado, mas sentenciado a trabalhos forçados nas minas da Sardenha pelo Imperador Maximino Trácio, que estava perseguindo os cristãos, particularmente os chefes da igreja. O papa abdicou voluntariamente para evitar que a igreja experimentasse um vácuo no poder, de acordo com a Enciclopédia Católica.

8. Tempos melhores

O século seguinte foi um tempo duro para a Igreja Católica, com perseguição de cristãos e martírio de vários líderes da igreja. Mas, em 313, o Imperador Constantino colocou oficialmente um fim à perseguição. O Papa Silvestre I foi o primeiro a viver neste mundo menos perigoso, mas quando Constantino organizou o Concílio de Nicéia, para definir a doutrina oficial cristã, Silvestre resolveu ficar de fora, enviando emissários, de acordo com o livro “Absolute Monarchs”. O Credo Niceno é considerado a primeira declaração oficial de fé dos cristãos.

7. Pacificador

Papa Leão I, que reinou do 461 a 468, pode ter sido mais famoso pelo trabalho que fazia antes de ascender ao papado: o antigo aristocrata e então bispo convenceu o temido Átila, o Huno, a não saquear Roma. É possível que Leão tenha oferecido a Átila alguma quantia em ouro, ou então o guerreiro usou o encontro como uma desculpa para retornar, atendendo a seus próprios objetivos estratégicos.
Outra possibilidade é que o papa tenha apelado para os medos supersticiosos de Átila, de morrer logo depois do saque, como aconteceu com Alarico I (rei de uma tribo de Godos) depois de saquear Roma décadas antes, de acordo com o livro “Absolute Monarchs”.

6. Cadáver em julgamento

O Papa Formoso encabeçou a Igreja Católica de 891 a 896, e seu reinado foi marcado por batalhas políticas e lutas internas. Ele sofreu excomunhão 20 anos antes de se tornar Papa, mas foi absolvido mais tarde. Após sua morte, seu cadáver foi exumado, levado a julgamento e condenado por não ser digno do papado. Todos seus editos papais foram considerados inválidos, os dedos que ele usou para fazer os sacramentos foram arrancados, e ele foi jogado no rio Tibre.

5. Outros Bentos

O Papa atual não é o único Bento a renunciar. Durante uma época tumultuosa da história da Igreja Católica conhecida como saeculum obscurum (“idade das trevas”, às vezes chamado de “pornocracia” ou “governo de meretrizes”), os papas se entregaram à corrupção e à venalidade, e eram aliados a alguma família aristocrática. Cansado disso, o povo de Roma resolveu elevar Bento V à mais alta posição em 964. Mas o fundador do Sacro Império Romano, Rei Oto I, não quis saber disso e elegeu um antipapa, Leão VIII. Bento V escolheu renunciar alguns meses depois da eleição (nestes tempos caóticos, não era incomum haverem dois papas eleitos).
O próximo Bento, Papa Bento VI, também viu seu reinado ter um fim ignominioso: quando o Rei Otto morreu em 974, Bento VI foi preso e executado pelo seu antipapa sucessor.

4. O Tri-Papa

Outro papa Bento, Papa Bento IX, foi papa três vezes. Ele primeiro ascendeu ao papado em 1032 como resultado de conexões familiares, com a tenra idade de 20 anos, de acordo com a Enciclopédia Católica. Entretanto, ele levou uma vida imoral e dissoluta. Em 1044, a cidade de Roma elegeu um antipapa. Bento IX conseguiu substituir o antipapa, mas abdicou – depois de vender o papado a outro sacerdote. Antes de morrer, ele se tornou papa mais uma vez, mas por pouco tempo.

3. Papa grávido?

Diz a lenda que de 855 a 877, um Papa João era na verdade uma mulher. A história, contada por um monge dominicano chamado Martinho em 1265 e vários outros, alega que o Papa João era uma garota que foi trazida a Atenas em roupas de homem, de acordo com “Absolute Monarchs”. Ela estudou e se tornou mestre, mas ficou grávida e teve o parto durante uma procissão da igreja. Entretanto, o caos da época e as discrepâncias entre as diferentes histórias sugerem que a Papisa Joana talvez nunca tenha existido.

2. Reinados curtos

Muitos dos homens que foram escolhidos para o papado não tiveram a chance de esquentar a cadeira. O Papa Stephen foi eleito em 752, mas morreu alguns dias depois sem ter sido consagrado. O Papa Dâmaso II ascendeu ao papado em 1048, depois de várias lutas políticas, mas faleceu 23 dias depois. Celestino IV, que foi eleito em 1241, faleceu 16 dias depois – muito cedo para sua coroação. E o Papa Urbano VII, que morreu depois de 12 dias no ano 1590, foi o papa de mais curto reinado da história da Igreja Católica.
A igreja também teve vários períodos sem papa reinando. Estes períodos, conhecidos como “interregnums”, normalmente acontecem quando os cardeais que votam para escolher um novo papa estão no Conclave.

1. Abdicação

O último papa a abdicar, Papa Gregório XII, foi eleito em 1406, mais de 600 anos atrás. Ele era conhecido por sua piedade, e foi eleito originalmente para terminar o cisma ocorrida depois que o Papa Inocêncio VII morreu, de acordo com a Enciclopédia Católica. Gregório XII foi um dos três papas a reinar na época, e o caos que se seguiu deve tê-lo convencido que era hora de cair fora. Ele convocou um concílio para resolver o problema, e abdicou em 1415. [LiveScience]
Fonte: http://hypescience.com/os-10-papas-mais-intrigantes/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

O altruísmo de Madre Teresa: mito ou realidade?


O altruísmo de Madre Teresa: mito ou realidade?

Por  em 14.03.2013 as 13:00

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Madre Teresa de Calcutá é reconhecida por muitos como símbolo do altruísmo e do serviço aos mais necessitados. Ela fundou a congregação Missionárias da Caridade e, por sua atuação em lugares de extrema miséria, é também chamada de “santa das sarjetas” – embora não tenha sido canonizada, e sim beatificada (em 2003). A ausência de “manchas” na figura de Madre Teresa no imaginário popular, contudo, despertou a curiosidade de pesquisadores do Canadá.
Eles analisaram 287 documentos sobre Madre Teresa (96% da literatura disponível sobre ela) e encontraram problemas que não teriam sido levados em conta em seu processo de beatificação, como “a maneira duvidosa como cuidava dos doentes, seus contatos políticos questionáveis, sua administração suspeita de enormes somas de dinheiro recebidas, e suas posições excessivamente dogmáticas, em particular, a respeito de aborto, contracepção e divórcio”.
Madre Teresa abriu 517 missões para acolher pobres e doentes em mais de 100 países. Porém, mesmo com milhões de dólares arrecadados pela congregação, muitas dessas missões seriam insalubres, apontam os pesquisadores, baseados em testemunhos de médicos que visitaram algumas delas.
Ao receber o Prêmio Nobel da Paz, em 1979, Madre Teresa declarou: “Eu sinto que o grande destruidor da paz hoje em dia é o aborto, porque é uma guerra direta, uma morte direta – um assassinato direto por parte da própria mãe”. Tal declaração sem dúvida desagradou pessoas que defendem o aborto em caso de gestações indesejadas. Outro posicionamento polêmico seria a respeito do sofrimento: por considerar que a dor seria uma forma de partilhar o sofrimento de Cristo e, dessa forma, colaborar com a redenção da humanidade, Madre Teresa tinha ressalvas quanto ao uso de analgésicos, mesmo em casos de dor intensa causada por doenças terminais.
No livro The Missionary Position Christopher Hitchens demonstra que Madre Teresa se soltava da sua religião e circulava pelo cenário político mundial apoiando e promovendo déspotas e vigaristas conhecidos em troca de doações para sua missão. Dois anos antes de morrer Madre Teresa já era amplamente divulgada como forte candidata a beatificação e futuramente a santidade dada sua fama. Isso de fato ocorreu em 2003, quando o Vaticano reconheceu um suposto milagre dela na cura de um tumor de uma mulher na Índia. Foi amplamente divulgado tanto pelo marido quanto por médicos da mulher que o problema que a afligia não era um tumor e sim um cisto e que a cura havia ocorrido pelo tratamento médico convencional, fato que não interrompeu o Vaticano de continuar com o processo de beatificação.
À seguir você pode conferir um trecho de um programa em que Hitchens participa sobre Madre Teresa. O vídeo está em inglês: http://www.youtube.com/watch?v=qzFEesUUX0s

Frutos, mesmo da imperfeição

Mesmo considerando pouco o espaço que as falhas da beata receberam na mídia, a equipe reconhece o valor da imagem excessivamente positiva. “Se a extraordinária imagem de Madre Teresa carregada no imaginário coletivo encorajou iniciativas humanitárias que genuinamente se comprometeram com aqueles esmagados pela pobreza, só podemos nos contentar”, escrevem, em artigo publicado no periódico Studies in Religion. “É provável que ela tenha inspirado muitos trabalhadores humanitários cujas ações realmente aliviaram o sofrimento de necessitados e que lidaram com as causas da pobreza e do isolamento sem serem exaltados pela mídia”.
Diante das controvérsias, porém, eles ressaltam que “a cobertura midiática de Madre Teresa poderia te sido um pouco mais rigorosa”.
O estudo pode surpreender pessoas que estão acostumadas a ver Madre Teresa como uma pessoa infalível. Quanto a isso, a escritora Sarah Albertini-Bond faz um questionamento: “Por que nós temos essa necessidade de defender com afinco santos (ou, no caso de Madre Teresa, aqueles que foram beatificados) de questionamentos, ou lavar algumas de suas mais interessantes falhas humanas?”.
“Eu tenho um respeito saudável por santos, então meu questionamento não é para derrubá-los, mas sim para apontar que, se alguém é santo, então certamente suportou em vida mais do que poderíamos”, diz. Para ela, retratar os santos como criaturas perfeitas poderia torná-los distantes e, assim, menos inspiradores. “Nós precisamos que os santos retenham sua humanidade. Nós precisamos saber, e acreditar, que eles são como nós – imperfeitos e, ainda assim, próximos de Deus”.
Agradecimento: ao pesquisador Serge Larivée, um dos autores do estudo, por encaminhar a pedido do Hypescience uma cópia de seu artigo. [DNAIndiaThe Times of IndiaStudies in ReligionPatheosThe Groover]
Fonte: http://hypescience.com/o-altruismo-de-madre-teresa-mito-ou-realidade/


quarta-feira, 6 de março de 2013

7 BONS MOTIVOS PARA TOMAR CAFÉ









Se você ama café, vai gostar dessa lista. Se você não gosta (ou simplesmente não toma, por alguma outra razão), talvez mude de ideia em relação a uma das bebidas mais consumidas do mundo. Confira:



7. Café pode deixar você mais inteligente

Muita gente leva algum tempo para “pegar no tranco” logo depois de acordar, e a cafeína (ingrediente ativo do café) pode ajudar no processo: ela bloqueia os efeitos inibitórios do neurotransmissor adenosina e, com isso, aumenta a atividade dos neurônios e a liberação de outros neurotransmissores, como a dopamina (importante para a transmissão de impulsos nervosos) e a noradrenalina (que pode elevar sua capacidade de atenção).
Diversos estudos mostram que a cafeína pode melhorar o humor, diminuir o tempo de reação, melhorar a memória e as funções cognitivas em geral.

6. Café pode ajudar você a queimar gordura

Outro efeito da cafeína é a aceleração do metabolismo e a elevação do uso de ácidos graxos presentes nos tecidos gordurosos. Além disso, como é uma substância estimulante, pode melhorar a performance da pessoa em exercícios físicos.

5. Café pode reduzir seu risco de desenvolver diabetes tipo 2

Esse tipo de diabetes afeta cerca de 300 milhões de pessoas no mundo e faz com que o doente tenha níveis elevados de glicose no sangue, o que pode levar a uma série de complicações.
Em diversos estudos de observação, pesquisadores concluíram que o consumo habitual de café pode reduzir as chances de se desenvolver diabetes tipo 2 (a redução vai de 23% a 67%, de acordo com as pesquisas).
Um estudo em particular, publicado no periódico JAMA International Medicine, avaliou dados de outros 18 (totalizando 457.922 participantes) e concluiu que cada xícara de café consumida diariamente reduzia em 7% o risco de se desenvolver esse tipo de diabetes.

4. Café pode reduzir suas chances de desenvolver doença de Alzheimer e de Parkinson

Diversas pesquisas mostram que o consumo diário de café (a depender da quantidade e de outros fatores, naturalmente) pode diminuir em 60% as chances de se desenvolver doença de Alzheimer e de 32% a 60% as chances de se desenvolver doença de Parkinson.

3. Café pode ajudar a preservar seu fígado

Essa é para os bebedores de plantão: tomar quatro xícaras de café por dia pode reduzir em 80% suas chances de desenvolver cirrose hepática (estágio em que grande parte do tecido do fígado está comprometida, normalmente devido a consumo excessivo e constante de álcool). O café também pode reduzir em 40% as chances de se desenvolver câncer no fígado.

2. Café pode diminuir suas chances de morrer

Ao reduzir as chances de desenvolver diabetes tipo 2 e outras doenças mencionadas acima, a bebida pode aumentar sua expectativa de vida.

1. Café possui nutrientes importantes

Pode não parecer, mas uma xícara de café contém, em média:
  • 6% do valor diário recomendado (VDR) de Vitamina B5;
  • 11% do VDR de Vitamina B2;
  • 2% do VDR de Vitamina B3 e Vitamina B1;
  • 3% do VDR de Potássio e Manganês;
  • Quantidade considerável de antioxidantes (que ajudam a preservar suas células).
Pode parecer pouco, mas se você toma duas ou mais xícaras por dia…
Evidentemente, essa lista de benefícios não é uma desculpa para exagerar no consumode café (mais de 4 xícaras por dia), o que pode trazer complicações à sua saúde.[PopSci]

Fonte: http://hypescience.com/7-bons-motivos-para-tomar-cafe/