sábado, 19 de outubro de 2013

PORQUE CHAMAM CRISTO DE SATANÁS? III



PORQUE CHAMAM CRISTO DE SATANÁS? III

ELLEN WHITE X LEVÍTICOS PT 1

Bom dia a todos amigos e irmãos.     
Hoje quero apresentar-lhes um texto de Ellen G. White e sua real verdade, é muito proveitoso tanto um adventista quanto um não adventista conhecer esta passagem, pois surpreenderá a ambos. Incrível nunca ter ouvido falar disso na igreja antes.
Acompanhem o que diz Ellen White em seu livro "Patriarcas e Profetas", na página 354: 
"A parte mais importante do ministério diário era a oferta efetuada em prol do indivíduo. O pecador arrependido trazia a sua oferta à porta do tabernáculo e, colocando a mão sobre a cabeça da vítima, confessava seus pecados,
transferindo-os assim, figuradamente, de si para o sacrifício inocente. Pela sua própria mão era então morto o animal, e o sangue era levado pelo sacerdote ao lugar santo e aspergido diante do véu, atrás do qual estava a arca que continha a lei que o pecador transgredira. Por esta cerimônia, mediante o sangue, o pecado era figuradamente transferido para o santuário. Nalguns casos o sangue não era levado ao lugar santo; mas a carne deveria então ser comida pelo sacerdote,..." Patriarcas e Profetas, p.354 ou se preferir: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=2&p=354
Vejamos o que a Bíblia diz para sabermos se as informações acima procede?
Leia Levíticos do capítulo 1 ao 7 em casa com tranquilidade e verás todas as formalidades do sacrifício e das ofertas que o povo de Deus fazia antes da morte de Cristo, vou citar apenas os versículos principais para essa questão, mas todo o conteúdo bíblico deve ser lido para se ter certeza, foi o que fiz e aconselho a todos que creem ou não que os escritos de Ellen White são inspirados diretamente de Deus em visões e não por um esforço pessoal como qualquer um de nós pode fazer.
Vejamos os texto bíblicos sobre a "transferência" do sangue para dentro do santuário:   
LEVÍTICOS 1:
5 Depois degolará o bezerro perante o SENHOR; e os filhos de Aarão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e espargirão o sangue em redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação.
11 E o degolará ao lado do altar que dá para o norte, perante o SENHOR; e os filhos de Aarão, os sacerdotes, espargirão o seu sangue em redor sobre o altar. 
15 E o sacerdote a oferecerá sobre o altar, e tirar-lhe-á a cabeça, e a queimará sobre o altar; e o seu sangue será espremido na parede do altar;
O capítulo 2 trata da oferta de alimentos, talvez se você encontrasse uma dessas hoje diria, sem dúvida, se tratar de um "despacho" de macumba, mas as ofertas de alimentos também existiam e foi um ordenamento bíblico, porém não precisamos ser nenhum expert em sacrifícios para saber que tais ofertas não produz sangue, logo não se levavam suco de laranja ou azeite para jogar na cortina interna do Santuário, concorda?
Passemos ao capítulo seguinte:        
Capítulo 3   
1 E se a sua oferta for sacrifício pacífico; se a oferecer de gado, macho ou fêmea, a oferecerá sem defeito diante do SENHOR.
2 E porá a sua mão sobre a cabeça da sua oferta, e a degolará diante da porta da tenda da congregação; e os filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o sangue sobre o altar em redor.
8 E porá a sua mão sobre a cabeça da sua oferta, e a degolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão espargirão o seu sangue sobre o altar em redor.
12 Mas, se a sua oferta for uma cabra, perante o SENHOR a oferecerá,
13 E porá a sua mão sobre a sua cabeça, e a degolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão espargirão o seu sangue sobre o altar em redor.
Observem que nenhum sangue foi levado para dentro do Santuário até agora e já foram vários tipos de sacrifício, mas o próximo capítulo trata de 3 casos específicos, veja que interessante:   
Capitulo 3   
1 Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:
2 Fala aos filhos de Israel, dizendo: (1)Quando uma alma pecar, por ignorância, contra alguns dos mandamentos do SENHOR, acerca do que não se deve fazer, e proceder contra algum deles;
3 Se o (2)sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá ao SENHOR, pelo seu pecado, que cometeu, um novilho sem defeito, por expiação do pecado.      
4 E trará o novilho à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR, e porá a sua mão sobre a cabeça do novilho, e degolará o novilho perante o SENHOR.
5 Então o sacerdote ungido tomará do sangue do novilho, e o trará à tenda da congregação;       
6 E o sacerdote molhará o seu dedo no sangue, e daquele sangue espargirá sete vezes perante o SENHOR diante do véu do santuário.
7 Também o sacerdote porá daquele sangue sobre as pontas do altar do incenso aromático, perante o SENHOR que está na tenda da congregação; e todo o restante do sangue do novilho derramará à base do altar do holocausto, que está à porta da tenda da congregação.
14 E (3) quando o pecado que cometeram for conhecido, então a congregação oferecerá um novilho, por expiação do pecado, e o trará diante da tenda da congregação,       
15 E os anciãos da congregação porão as suas mãos sobre a cabeça do novilho perante o SENHOR; e degolar-se-á o novilho perante o SENHOR.
16 Entäo o sacerdote ungido trará do sangue do novilho à tenda da congregação,
17 E o sacerdote molhará o seu dedo naquele sangue, e o espargirá sete vezes perante o SENHOR, diante do véu. 18 E daquele sangue porá sobre as pontas do altar, que está perante a face do SENHOR, na tenda da congregação; e todo o restante do sangue derramará à base do altar do holocausto, que está diante da porta da tenda da congregação.

Note que há 3 casos em que uma parte do sangue é transferida para dentro do santuário, para ser aspergida no véu, e que nem todos os casos são as pessoas que imolam o animal do sacrifício, pois quando o pecado é coletivo, são dos anciãos essa responsabilidade.     
Agora prossigamos nos demais textos subsequentes para ver até onde "esticamos esse chiclete":       
AINDA NO CAPÍTULO 4: 
22 Quando um príncipe pecar, e por ignorância proceder contra algum dos mandamentos do SENHOR seu Deus, naquilo que não se deve fazer, e assim for culpado;
23 Ou se o pecado que cometeu lhe for notificado, então trará pela sua oferta um bode tirado das cabras, macho sem defeito;
24 E porá a sua mão sobre a cabeça do bode, e o degolará no lugar onde se degola o holocausto, perante a face do SENHOR; expiação do pecado é.
25 Depois o sacerdote com o seu dedo tomará do sangue da expiação, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; então o restante do seu sangue derramará à base do altar do holocausto.   
27 E, se qualquer pessoa do povo da terra pecar por ignorância, fazendo contra algum dos mandamentos do SENHOR, aquilo que não se deve fazer, e assim for culpada;
30 Depois o sacerdote com o seu dedo tomará do seu sangue, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; e todo o restante do seu sangue derramará à base do altar;    
34 Depois o sacerdote com o seu dedo tomará do sangue da expiação do pecado, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; então todo o restante do seu sangue derramará na base do altar.      
Observe que para o príncipe e para a pessoa da terra, além de derramar o sangue na base do altar, que ficava fora do Santuário com o véu, havia apenas o detalhe de se passar um pouco do sangue nas pontas das extremidades superiores do altar, mas nenhum sangue era transferido lá pra dentro.      
Prossigamos:
Capitulo 5 (trata de pecados com teor imoral ou perverso e de falsidade para com o próximo - leia o capítulo)        
9 E do sangue da expiação do pecado espargirá sobre a parede do altar, porém o que sobejar daquele sangue espremer-se-á à base do altar; expiaçäo do pecado é.        
Note agora o que acontece com o restante dessa oferta em específico:
13 Assim o sacerdote por ela fará expiação do seu pecado, que cometeu em alguma destas coisas, e lhe será perdoado; e o restante será do sacerdote, como a oferta de alimentos.    
No próximo caso não se fala nada sobre o sangue:       
18 E trará ao sacerdote um carneiro sem defeito do rebanho, conforme à tua estimação, para expiação da culpa, e o sacerdote por ela fará expiação do erro que cometeu sem saber; e ser-lhe-á perdoado.
Capitulo 6   
9 Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto; o holocausto será queimado sobre o altar toda a noite até pela manhã, e o fogo do altar arderá nele.       
12 O fogo que está sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.
14 E esta é a lei da oferta de alimentos: os filhos de Arão a oferecerão perante o SENHOR diante do altar. 16 E o restante dela comerão Arão e seus filhos; ázimo se comerá no lugar santo, no pátio da tenda da congregação o comerão.    
Observe que a oferta que o sacerdote come no local Santo, ou seja, dentro do Santuário, é a oferta de alimentos do capítulo 2, não existe animal nessa oferta, ele não come a carne do animal, mas frutos da terra (cereais, farinhas, pães, azeite,...)     
20 Esta é a oferta de Arão e de seus filhos, a qual oferecerão ao SENHOR no dia em que ele for ungido; a décima parte de um efa de flor de farinha pela oferta de alimentos contínua; a metade dela pela manhã, e a outra metade à tarde.
23 Assim toda a oferta do sacerdote será totalmente queimada; não se comerá.
25 Fala a Aräo e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei da expiação do pecado; no lugar onde se degola o holocausto se degolará a expiação do pecado perante o SENHOR; coisa santíssima é.
26 O sacerdote que a oferecer pelo pecado a comerá; no lugar santo se comerá, no pátio da tenda da congregação. 27 Tudo o que tocar a carne da oferta será santo; se o seu sangue for espargido sobre as vestes de alguém, lavarás em lugar santo aquilo sobre o que caiu.
28 E o vaso de barro em que for cozida será quebrado; porém, se for cozida num vaso de cobre, esfregar-se-á e lavar-se-á na água.
29 Todo o homem entre os sacerdotes a comerá; coisa santíssima é.
30 Porém, não se comerá nenhuma oferta pelo pecado, cujo sangue se traz à tenda da congregação, para expiar no santuário; no fogo será queimada.
Aqui aparece uma determinação de comer a carne e de não comer conforme o tipo da expiação, no caso de comer é por expiação do pecado, ou seja, ofertas pacíficas não se incluem nessa ocasião, pois eram ofertas que se ofereciam em agradecimento à Deus, não em arrependimento.
Capitulo 7   
1 E esta é a lei da expiação da culpa; coisa santíssima é.
2 No lugar onde degolam o holocausto, degolarão a oferta pela expiação da culpa, e o   
6 Todo o varão entre os sacerdotes a comerá; no lugar santo se comerá; coisa santíssima é.        
15 Mas a carne do sacrifício de ação de graças da sua oferta pacífica se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até à manhã.
37 Esta é a lei do holocausto, da oferta de alimentos, e da expiação do pecado, e da expiação da culpa, e da oferta das consagrações, e do sacrifício pacífico,         
38 Que o SENHOR ordenou a Moisés no monte Sinai, no dia em que ordenou aos filhos de Israel que oferecessem as suas ofertas ao SENHOR, no deserto de Sinai.     
Como podemos observar, os textos bíblicos são claros, apenas em 3 casos as ofertas eram aspergidas seu sangue sobre o véu do Santuário.
Veja novamente o que escreveu Ellen G. White:   
"A parte mais importante do ministério diário era a oferta efetuada em prol do indivíduo. O pecador arrependido trazia a sua oferta à porta do tabernáculo e, colocando a mão sobre a cabeça da vítima, confessava seus pecados, transferindo-os assim, figuradamente, de si para o sacrifício inocente. Pela sua própria mão era então morto o animal, e o sangue era levado pelo sacerdote ao lugar santo e aspergido diante do véu, atrás do qual estava a arca que continha a lei que o pecador transgredira. Por esta cerimônia, mediante o sangue, o pecado era figuradamente transferido para o santuário. Nalguns casos o sangue não era levado ao lugar santo; mas a carne deveria então ser comida pelo sacerdote,..." Patriarcas e Profetas, p.354 ou se preferir: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=2&p=354
Agora eu pergunto:        
Será que Ellen White se esqueceu disso?   
Será que Deus lhe deu a visão de forma errada?  
A resposta é simples:    
Ellen White deu a sua contribuição ao mundo com muitas boas coisas que escreveu, mas nem tudo o que ela escreveu é verdade, aqui está a prova de um erro grosseiro seu, que aparentemente não trás nenhuma complicação, mas que vai interferir em uma outra visão que ela teve no livro: "O Grande Conflito", mas esse assunto falaremos no próximo estudo.

Estude e aguarde!!!!!     

Boa semana a todos!!    



O QUE JESUS NÃO CARREUGOU NA CRUZ


Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” (Is 53.4).
Há algum tempo li numa revista o relato sobre um casal da Filadélfia (EUA) que confiou na cura pela fé: “Seu filho faleceu sem ajuda médica”. A justiça considerou os pais culpados de homicídio por imprudência. Um leitor comentou:
No movimento pentecostal mundial existem muitas igrejas que pregam doutrinas semelhantes às da “Igreja do Evangelho do Primeiro Século” da Filadélfia (a igreja do casal citado), ensinando que “doenças estão relacionadas à falta de fé e são sempre do Diabo”. Essa doutrina é falsa e irresponsável. Pode ser, sim, que Deus permita ou queira que um cristão morra de alguma enfermidade. (...) Quem sempre fica falando de cura e é incapaz de curar, deveria mandar os membros da sua igreja ao melhor médico que conhece.1
O Senhor Jesus não carregou nossas enfermidades na cruz. Que argumentos existem para embasar uma afirmação tão “ousada”?

1. Os resultados

Se Jesus tivesse carregado nossas enfermidades na cruz, os resultados deveriam ser obrigatoriamente os mesmos da salvação. Mas não é o que acontece. Quando alguém se converte a Jesus, a conseqüência direta é o perdão pleno de todos os seus pecados, recebendo imediatamente o Espírito Santo e nascendo de novo – sua alma e seu espírito ficam curados. Mas seu corpo também é curado imediatamente? E é sempre curado? Não! Exceções confirmam a regra, mas Deus é soberano, e graças a Ele por isso – mas por que uma pessoa não fica curada sempre, mesmo tendo sido salva? Porque a carne não pode ser salva e por continuarmos vivendo em um corpo pecaminoso, suscetível a todo tipo de doença.

2. A própria Palavra de Deus explica

Mateus 8 descreve o Senhor curando um leproso. Depois Ele cura o servo de um centurião romano de Cafarnaum. Aí vem a cura da sogra de Pedro. E nesse contexto está escrito: “Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os demônios e curou todos os que estavam doentes; para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (Mt 8.16-17). Assim, Jesus cumpriu a profecia de Isaías 53 ainda antes de Sua crucificação, durante Sua vida e Seu ministério terrenos, quando curou muitos dos Seus compatriotas judeus, compadeceu-se deles, tomou sobre Si as suas dores e sarou-os. Ele sofreu com seus sofrimentos, teve compaixão deles e carregou suas fraquezas e doenças. Essa profecia foi cumprida, primordialmente, em Israel e com relação a Israel, e foi uma prévia do futuro reino messiânico.
No Novo Testamento, sempre que lemos que algo foi cumprido, isso significa completa e plenamente, sem necessidade de um cumprimento posterior ou final. Vejamos alguns exemplos do Evangelho de Mateus, onde, a cada evento, está escrito “para que se cumprisse”:
  • Mateus 1.22-23: o nascimento virginal.
  • Mateus 2.15,17-18,23: a fuga para o Egito, a matança dos inocentes em Belém e Jesus ser chamado de Nazareno.
  • Mateus 4.14-16: a profecia sobre Zebulom, Naftali e a Galiléia dos gentios.
  • Mateus 13.14-15,35: a cegueira dos fariseus e o falar em parábolas.
  • Mateus 21.4-5: a entrada triunfal em Jerusalém, montado em um jumento.
  • Mateus 27.9-10: a traição por trinta moedas de prata e a compra do campo do oleiro.
     “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Is 53.6).
Todas essas profecias não terão um cumprimento futuro, uma vez que já estão cumpridas. A exatidão da Bíblia a respeito fica evidente no dia de Pentecostes. Quando este aconteceu, não está escrito que era o cumprimento da profecia de Joel, “mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei o meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão” (At 2.16-17). Por que Pedro não usa a palavra “cumpriu”? Porque Pentecostes ainda não era o cumprimento definitivo e final dessa profecia de Joel. Ela ainda está em aberto e espera seu cumprimento final, que se dará quando Jesus voltar. É o que vemos também em João 19.36-37: “E isto aconteceu para se cumprir a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado. E outra vez diz a Escritura: Eles verão aquele a quem traspassaram”. No versículo 36 a Escritura está cumprida; no versículo 37 ainda não, uma vez que essa parte é futura, o que explica a diferença na afirmação.
Essa análise do assunto é muito importante, para que
  • classifiquemos as afirmações da Escritura da maneira correta, sem forçar seu conteúdo e seu contexto e
  • para que não sejamos insensatos ou nos fixemos em algo sem sustentação bíblica e que acabará por nos deixar frustrados. Tantos vivem um cristianismo tenso porque são levados a crer que precisam ser curados de qualquer maneira. Dessa forma, muitos enfrentam os maiores problemas quando a cura não vem. O Novo Testamento fala de sofrimento físico em muitas passagens. E os cristãos não estão isentos dele; pelo contrário, são exortados a suportar os sofrimentos com ânimo e coragem.
“Ele tomou as nossas enfermidades” significa que, durante Sua vida terrena, Jesus tirou as doenças de muitos. Mas não está escrito que Jesus estivesse com AIDS, hepatite ou câncer quando estava dependurado na cruz, como se chega a afirmar.

O que Jesus carregou na cruz

Quando a Bíblia fala da cruz ela nunca diz que Jesus carregou nossas enfermidades, mas o pecado, que Ele tomou sobre Si – que é a causa da enfermidade e da morte. Só em Isaías 53.5, e não no versículo 4, a profecia fala da cruz e do que Jesus carregou na cruz: “Mas ele foi traspassado (na cruz) pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados (das nossas transgressões). Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Is 53.5-6). “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21).
Nós, seres humanos, somos enganados e marcados por uma postura interior equivocada. Pensamos, agimos e fazemos de conta que a doença é pior do que o pecado. Em geral, a enfermidade é considerada o que existe de pior. É por isso que desejamos “saúde!” uns aos outros ou dizemos que “o mais importante é a saúde”. Mas existe algo que é muito pior do que toda e qualquer doença: o pecado. É o pecado que nos mata, não a doença. O pecado é a causa de todas as doenças, a raiz de todo sofrimento e da morte. É terrível sofrer e morrer de alguma doença, mas imensuravelmente pior é morrer em pecado.
Para que não haja nenhum equívoco, quero deixar bem claro: cremos que Deus faz milagres ainda hoje e cura pessoas; cremos que devemos orar por elas. Mas como em todos os assuntos, a fé na cura deveria estar embasada na Escritura como um todo, para que não sejamos levados pelo engano. (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)


 Norbert Lieth É Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens têm como tema central a Palavra Profética. Logo após sua conversão, estudou em nossa Escola Bíblica e ficou no Uruguai até concluí-la. Por alguns anos trabalhou como missionário em nossa Obra na Bolívia e depois iniciou a divulgação da nossa literatura na Venezuela, onde permaneceu até 1985. Nesse ano, voltou à Suíça e é o principal preletor em nossas conferências na Europa. É autor de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.