sábado, 21 de junho de 2014

O DIZÍMO NA TUA IGREJA É BÍBLICO? IV

O DIZÍMO NA TUA IGREJA É BÍBLICO? IV

O DÍZIMO E O CRISTÃO GENUÍNO

Qual seria a relação dos cristãos hodiernos em relação ao sistema dizimal?
Teríamos hoje a mesma obrigação da devolução dos dízimos?
Implicações quanto a Sustentabilidade Eclesiástica.
No entanto, alguns podem imaginar que a igreja sucumbiria se não cobrasse o dízimo – o que não é verdade. Do livro de Mateus até Apocalipse, as igrejas cresceram sem a ênfase neste recurso. Os apóstolos jamais pediram para as comunidades “quebrarem” a Lei do Senhor dizimando em suas congregações e muito menos em dinheiro – quer fosse para eles ou para um líder do grupo. Também não houve tais ensinamentos para as comunidades de Roma ou da Ásia pelas cartas Paulinas exortando os gentios trazerem o dízimo até a cidade de Jerusalém no Templo.
Embora o dízimo seja bíblico, não é cristão. Jesus Cristo não o afirmou. Os cristãos do século I não o observaram. E por cerca de 300 anos o povo de Deus não o praticou. Dizimar não foi uma prática aceita em grande escala entre os cristãos até o século VIII. (VIOLA, 2005, p. 107).
É importante salientarmos que naquela época (30 a 330 d.C.), não havia uma forma institucional ou denominacional da igreja. Somente após o ano de 320 que Constantino ergue os primeiros templos para a comunidade cristã. Entretanto, existe um documento anterior que destaca o comportamento da igreja primitiva nos primeiros séculos intitulada pelo nome de “Didaqué” ou “Ensinamento do Senhor através dos doze apóstolos”. Apesar de ser uma obra pequena com dezesseis capítulos, ela contém um grande valor histórico e teológico.
A Bíblia era apenas uma questão de tempo. Assim como os demais discípulos, o apóstolo Paulo possuía apenas uma parte da Revelação Escriturística. Somente depois quando todos os livros foram reunidos num só volume, terminou o que em “parte” conhecemos por Atanásio em 367 d.C. Todavia, esse grande momento foi também confirmado pelo Cânon Bíblico realizado no Sínodo de Hipona e de Cartago no final do século IV.
Escrita num estilo de fácil compreensão, a obra apresentada pela Didaqué demonstra uma preocupação de manter os principais pressupostos estabelecidos pelos apóstolos a fim de estimular os futuros cristãos professassem a mesma comunhão.
Se alguém disser sob inspiração: "Dê-me dinheiro" ou qualquer outra coisa, não o escutem. Porém, se ele pedir para dar a outros necessitados, então ninguém o julgue. Se quiser se estabelecer e tiver uma profissão, então que trabalhe para se sustentar. Porém, se ele não tiver profissão, proceda de acordo com a prudência, para que um cristão não viva ociosamente em seu meio. Se ele não aceitar isso, trata-se de um comerciante de Cristo. Tenha cuidado com essa gente. (DIDAQUE, 1997, p. 18) (ênfase adicionada).
Em todos os dezesseis capítulos do credo, em nenhum momento observamos qualquer confissão que pontuasse pelo “dízimo” ou por construções de “Templos”. Mas o que nos chamou a atenção foi na instrução acima por um comportamento prudente a fim de não deixar ninguém ser enganado pelos falsos comerciantes. Aparentemente, o padrão da igreja primitiva do século I e II apresentava uma vida normal em que o sustento partisse de cada um por meio do seu próprio trabalho. Portanto, o pensamento da Didaqué encontra harmonia escriturística quanto à instrução do apóstolo Paulo, veja:
Sabeis perfeitamente o que deveis fazer para nos imitar. Não temos vivido entre vós desregradamente, nem temos comido de graça o pão de ninguém. Mas, com trabalho e fadiga, labutamos noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não porque não tivéssemos direito para isso, mas foi para vos oferecer em nós mesmos um exemplo a imitar. Aliás, quando estávamos convosco, nós vos dizíamos formalmente: Quem não quiser trabalhar, não tem o direito de comer. Entretanto, soubemos que entre vós há alguns desordeiros, vadios, que só se preocupam em intrometer-se em assuntos alheios. A esses indivíduos ordenamos e exortamos a que se dediquem tranqüilamente ao trabalho para merecerem ganhar o que comer. (2 Tessalonicenses 3.7-12) BDJ-EP. (ênfase adicionada).
Entretanto, a igreja nunca dependeu dos credos para estabelecer uma regra de fé - Didaqué, Nicéia, etc. Esse sistema ofertado pelo homem tem sim uma grande importância histórica, porém, é virtualmente passível de erros. Portanto, são bastante úteis somente para comparação e análise de comportamento confessional do cristianismo que ganhou forma, identidade e prédios suntuosos na era de Constantino por volta do ano 320 d.C.
Mas no final no final do século VIII, dentro do cristianismo católico histórico, o Segundo Concílio Niceno também manifestou uma breve posição em seu credo referente ao comportamento que os bispos deveriam manter diante de qualquer renumeração.
Os Bispos devem abster-se quanto a todo recebimento de renumeração. Nós decretamos que nenhum bispo deve extorquir ouro ou prata, ou qualquer outra coisa. Segundo Pedro, o Apóstolo diz: "Apascentai o rebanho de Deus, não por necessidade, mas por vontade própria, e de acordo com Deus; não por torpe ganância, mas com uma mente alerta, não exercer domínio sobre as ovelhas, mas ser um exemplo para o rebanho”. Aqueles que lançam ofensas ao clero, porque foram ordenados na igreja sem receber uma renumeração, sofrerão uma penitência. (SCHAFF, 2005, p.794-795). (ênfase adicionada).
O dízimo foi ressuscitado por meio dos concílios regionais de Tours (567) e Mácon (585). Entretanto, foi somente com o “Imperador” Carlos Magno (779) que o tributo passou a ser veiculado pelos corredores das Igrejas na Europa. Ele também subdividiu a arrecadação dos pagamentos em três partes iguais, destinada à igreja paroquial, ao pároco e aos pobres. A princípio, o bispo não deveria receber nenhuma renumeração como pontuavam os concílios anteriores – talvez esta fosse à preocupação do segundo concílio de Nicéia destacado anteriormente.
Desta forma, o “dinheiro” provavelmente ganhou espaço no coração dos abades e uma disputa com o clero acirrou duros debates por quem deveria ter autonomia sobre os valores arrecadados. Por esta razão, o detrimento causado por esse sistema abriu novos caminhos para a corrupção interna que permitiu manchar varias páginas do cristianismo no passado por conspirações, indulgencias, luta pelo poder, etc. Um possível comportamento que ainda se faz presente virtualmente nas denominações.
Mas que relação tem o “Evangelho” com o “dinheiro”? Pode o homem modificar a Lei do Senhor genericamente para o interesse alheio? A igreja do Novo Testamento contempla um grupo de pessoas ou foi amortizada para um parâmetro de tijolos?
“A história de Constantino (285-337 d.C.) abre uma página tenebrosa na história da cristandade. Foi ele quem iniciou a construção dos edifícios eclesiásticos”. (VIOLA, 2005, p. 49). Constantino foi o útero que gerou os primeiros templos para os cristãos na história. Sua gestação entra em cena nas vésperas da batalha quando viu uma cruz no céu com as palavras escritas em latim “com este símbolo vencerás”. E assim aconteceu. Constantino derrotou o imperador Maxentius na Batalha da Ponte de Milvio, perto de Roma, no ano 312 d.C. E quando se tornou Imperador Romano em 324, começa a ordenar as construções das igrejas.
Os edifícios das igrejas construídas por Constantino eram desenhados exatamente conforme o modelo da basílica, segundo o estilo dos templos pagãos. [...] Com assentos extremamente confortáveis para acomodar as pessoas dóceis e passivas que presenciavam os eventos. Esta foi uma das razões pelas quais Constantino escolheu ao modelo da basílica. [...] No centro do edifício ficava o altar [...] em frente ao altar havia a cadeira do Bispo chamada de cátedra, [...] o poder e a autoridade repousavam nessa cadeira [...] os anciãos e diáconos se sentavam em ambos os lados [...] é interessante que a maioria dos edifícios das igrejas modernas possuem cadeiras especiais para o pastor e seus auxiliares situadas sobre a plataforma atrás do púlpito. Assim como no caso do trono do Bispo, a cadeira do pastor geralmente é a maior! Tudo isso são vestígios da basílica pagã. (VIOLA, 2005, p. 52-54). (ênfase adicionada).
A estrutura do sistema denominacional moderno tem sua herança em Constantino e não nos moldes do que foi deixado pela a Igreja apostólica. Não existem registros bíblicos ordenando os cristãos a construírem templos, mas há uma ampla evidência deles se reunindo em casas, At. 2.46, 8.3, 20.20; Rm. 16.3-5; 1 Co 16.19; Fm. 2; 2 Jo. 10. Portanto, essas referências não só identificam o comportamento desse organismo como dão a atribuição devida para igreja. Embora a proposta do paganismo tenha uma disposição para modificar essa ideologia, qualquer estudante de história poderá observar que a operação eclesiástica criada por Constantino tem se distanciado dos moldes de uma maneira absolutamente oposta do padrão que foi deixado pelo Novo Testamento.
Assim, encontramos a matriz ideológica desse movimento em Constantino. A influência pagã foi quem redefiniu pelos seus costumes uma nova estrutura eclesiástica na história do cristianismo universal – ou católico.
Observemos que a verdadeira Igreja deixada por Cristo nunca precisou herdar o nome de algum movimento ou de placa, de púlpitos ou pias batismais, de fardas ou posições sociais, de órgãos públicos ou atos políticos, de tradições ou liturgias, de dinheiro ou poder, de governos ou terrenos para manifestar sua fé. Infelizmente, nem a Reforma ou muito menos os movimentos subseqüentes tiveram sucesso em restaurar a ekklesia – uma identidade que ainda continua distante dos padrões bíblicos.

A PALAVRA DE DEUS E O ATO DE DIZIMAR

A primeira pessoa a praticar o ato de dizimar foi o patriarca Abraão, sem existir uma orientação Divina, foi um ato voluntário por parte do patriarca e ele jamais dizimou seus bens ou sua renda, e sim, os bens que foram saqueados por ele de seus inimigos. “E Abraão lhe deu o dízimo de tudo. Considerem a grandeza desse homem: até mesmo o patriarca Abraão lhe deu o dízimo dos despojos!”. He. 7: 2, 4.
Jacó assumiu dois compromissos com Deus: a) que a partir daquela data, o local em que Deus manifestou sua presença, seria um local especial de adoração, b) e de todos os bens que ele conseguisse angariar dali para frente ele ia dizimar, foi um ato voluntário, ainda não havia nenhuma ordenança divina quanto a esta norma, seria uma forma de gratidão pelo sucesso financeiro. Até este período patriarcal, antes do estabelecimento da nação Israelita, não há registro bíblico como era usado o dízimo. Eu acredito que, possivelmente, seria distribuído aos pobres ou ele com sua família e servos alimentavam-se dos dízimos. “E esta pedra que hoje coloquei como coluna servirá de santuário de Deus; e de tudo o que me deres certamente te darei o dízimo". Gê. 28: 22.
Após o estabelecimento do sistema de adoração centralizada em um determinado local orientado por Deus, se acontecesse que uma pessoa quisesse comprometer uma parte do dízimo para usar em algum projeto pessoal ou por necessidade, esta pessoa deveria acrescentar uma quinta parte ao valor da parte do dízimo que foi usado, ou seja, quando fosse devolver a parte que foi usada, o valor era aceito por Deus desde que fosse acrescida com um quinto do valor total. Nos dias atuais se uma pessoa falar ao pastor: Neste mês não darei o dízimo porque estou muito apertado, mas, no próximo mês devolverei. Imediatamente o pastor falará: Irmão você não pode fazer isso porque é sagrado e não pode ser tocado, caso o faça você estará roubando a Deus. A Palavra de Deus não ensina isso, o pastor ou líder mostra total desconhecimento da Palavra de Deus ou age por má fé. “Se um homem desejar resgatar parte do seu dízimo, terá que acrescentar um quinto ao seu valor”. Lv. 27: 31.
Já presenciei histórias de pessoas que devolvem o seu dízimo variando de 10% a 30%, só que, estas pessoas estão completamente erradas, não existe dízimo de menos de 10% ou de percentual maior que o estabelecido. E como é interesse dos pastores terem rendas cada vez melhor, eles mesmos incentivam as pessoas a viverem esta utopia fundamentada na bigorna do inferno.
Se uma pessoa desejar comer o dízimo com a família, ela pode perfeitamente desfrutar se assim o desejar com o dízimo, mas na presença de Deus, ou seja, promover uma confraternização na Igreja, mas sem esquecer o nosso dever de manter os órfãos, viúvas e os estrangeiros o que deve ser priorizado.
“Vocês não poderão comer em suas próprias cidades o dízimo do cereal, do vinho novo e do azeite, nem a primeira cria dos rebanhos, nem o que, em voto, tiverem prometido, nem as suas ofertas voluntárias ou dádivas especiais. Ao invés disso, vocês os comerão na presença do SENHOR, o seu Deus, no local que o SENHOR, o seu Deus, escolher; vocês, os seus filhos e filhas, os seus servos e servas, e os levitas das suas cidades. Alegrem-se perante o SENHOR, o seu Deus, em tudo o que fizerem. Tenham o cuidado de não abandonar os levitas enquanto vocês viverem na sua própria terra”. Dt. 12: 17 – 19.
De toda a renda que conseguirmos, devemos separar o dízimo. Se for uma renda anual, deverá anualmente separar; se for mensal, deverá ser separado mensalmente e se tiver levitas para o receber, caso não tenha, podemos distribuir a quem realmente precisa. "Separem o dízimo de tudo o que a terra produzir anualmente”. Dt. 14: 22.
O bom e verdadeiro cristão segue os princípios estabelecidos pelo Eterno independente se a igreja aprova ou não sua atitude de obediência ao Altíssimo. Esta regra estabelecida pelo Eterno Deus foi constituída para que houvesse uma assistência social perfeita no meio de Seu povo, para não haver pobres passando fome e necessidades o que há em abundância no meio dos cristãos, e assim, o Seu santo nome não viesse a ser blasfemado pelos ímpios. A partir do dia que a pessoa faz o pacto com Deus de ser fiel nos dízimos, ela deve ter em memória e a responsabilidade de que a cada três anos o dízimo dele deve ser entregue apenas as pessoas de outras religiões que tenha necessidades, aos órfãos e as viúvas para que eles possam ter com que se alimentar preferivelmente esta entrega já deve ser feito em cestas básicas e jamais em dinheiro e jamais por intermédio da igreja. Fica um pequeno questionamento: É roubar a Deus viver este principio estabelecido por Ele? "Quando tiverem separado o dízimo de tudo quanto produziram no terceiro ano, o ano do dízimo, entreguem-no ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que possam comer até saciar-se nas cidades de vocês”. Dt. 26: 12.
Como vocês se avaliam como sendo servos de Deus, avaliar é uma coisa e ser é outra totalmente diferente, deveriam ter a mesma atitude do povo de Deus no passado. Colocar em prática estes princípios com alegria e felicidade, sem importar-se com o que a liderança vai falar. “Assim que se divulgou essa ordem, os israelitas deram com generosidade o melhor do trigo, do vinho, do óleo, do mel e de tudo o que os campos produziam. Trouxeram o dízimo de tudo. Era uma grande quantidade”. II Cr. 31: 5.
O dízimo não deve ser entregue na igreja, os diáconos e diaconisa não são levitas ou substitutos deles, se a pessoa quer realmente continuar a devolver seus dízimos devem entregar aos seus respectivos destinos, deverá ser transformadas em cestas básicas e distribuídas aos carentes da igreja e aos outros que não fazem parte da congregação. Algumas pessoas pensam que, devemos seguir apenas o texto de Ml. 3: 10; mas não é verdade, Deus estabeleceu vários princípios ao ato de dizimar e devemos como servos de Deus, viver e colocar em prática todos os princípios. Não viva você a ilusão que os pastores vão colocar em prática esta ordenança de Deus ou que eles algum dia vão concordar que você obedeça a Deus. Esta estória que eles estão usando o dízimo para a pregação do evangelho é conversa fiada para enganar a boa fé das pessoas.
O dízimo deve ser entregue no templo de Deus, como Deus não habita mais em templos feitos por mãos humanas, fica evidente que o atualmente o templo de Deus é o nosso corpo e jamais um prédio de tijolos e concretos. E pela lei do dízimo que tem autoridade para recolher o dízimo são os levitas, diáconos, diaconisas e pastores não são substitutos da tribo de Levi. E os dízimos tem que ser recolhidos nas cidades e jamais no templo como o fazem hoje.
"Além do mais, traremos para os depósitos do templo de nosso Deus, para os sacerdotes, a nossa primeira massa de cereal moído, e as nossas primeiras ofertas de cereal, do fruto de todas as nossas árvores e de nosso vinho e azeite. E traremos o dízimo das nossas colheitas para os levitas, pois são eles que recolhem os dízimos em todas as cidades onde trabalhamos”. Ne. 10: 37.
Não há mais templo em que Deus habita, portanto não há mais templo para ser entregue o dízimo. Deus não mais habita em templos feitos por mãos humanas. Vamos supor que ainda teria que levar aos templos de hoje, um dos destinos seria a manutenção e construções, mas, os pastores são radicalmente contra e esta era uma das ordenanças estabelecida por Deus. É tão verdade que as pessoas continuam levando seus dízimos aos templos e não há bênçãos, o que existe em verdade são testemunhos falsos, folhetos mentirosos lidos todos os sábados com estórias vindas de locais bem distantes.. “Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova", diz o SENHOR dos Exércitos, "e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las”. Ml. 3: 10.
Infelizmente, o que tenho presenciado em nosso meio é a super valorização da lei, do sábado e do dízimo, mas o principio básico do governo de Deus tem sido ignorado por toda a liderança, e conseqüentemente pelos liderados, porque os mesmos não estão dispostos a aceitarem a Palavra de Deus como a última em decisão de regra, fé e prática, mas as palavras dos líderes, pastores e Ellen White tem sido a palavra final em caráter de verdade.
O mais importante no reino de Deus não é a lei, o sábado ou o dízimo, e sim, a justiça, a misericórdia, a fidelidade, a humildade e o amor que sobrepuja a tudo e a todos. E em termo de igreja tudo isso é colocado em um vaso e dado descargas como se fosse algo muito ofensivo à vida espiritual.
“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas”. Mt. 23: 23.
“Ai de vocês, fariseus, porque dão a Deus o dízimo da hortelã, da arruda e de toda a sorte de hortaliças, mas desprezam a justiça e o amor de Deus! Vocês deviam praticar estas coisas, sem deixar de fazer aquelas”. Lc. 11: 42.
“O fariseu, em pé, orava no íntimo: 'Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano (que não é dizimista, transgressor do sábado e que não faz parte desta igreja de Deus). Jejuo duas vezes por semana e dou o DÍZIMO DE TUDO QUANTO GANHO'. "Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: 'Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador”. Lc. 18: 11 – 13.
A obrigatoriedade do ato de dizimar não foi estabelecida no novo testamento, hoje é apenas uma forma de exploração das igrejas. O sistema sacerdotal humano foi abolido e transferido de tribo, e com esta mudança, houve mudança da lei da obrigatoriedade para a lei do voluntarianismo.
“Certo é que, quando há mudança de sacerdócio, é necessário que haja mudança de lei”. He. 7: 12.
Há uns foi dado o dom de dar “animo”, a outros o de “contribuir”, a outros o de “liderança” e a outros o de “misericórdia”, mas o único dom que tem sido exercitado nas igrejas é o de cobrar “dízimos, ofertas, lei, sábado”.
“Se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria”. Rm. 12: 8.
Se os textos da Palavra de Deus que foram citados for mentira rejeita-o, se for verdade pergunte ao teu pastor o porquê ele não prega esta verdade. Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade. II Co. 13: 8.
Pessoalmente prefiro sem medo de errar, ficar ao lado da Palavra de Deus.

OS PASTORES MENTEM

Os pastores mentem ensinando os irmãos a darem uma oferta alçada alegando que, esta oferta é uma oferta planejada, quando na verdade esta oferta é tirada do dízimo da seguinte forma: Depois que o levita recebia o dízimo, deste dízimo era tirado à oferta alçada para Deus. Fica um questionamento: Alguém está ensinando a mentira, com certeza Deus não é, não sendo Deus são os pastores por serem usados pelo espírito das trevas e apenas com o interesse de aumentar suas rendas. Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. Jo. 8: 44.
1.            DEUS DIZ: Também falarás aos levitas, e lhes dirás: Quando dos filhos de Israel receberdes os dízimos, que deles vos tenho dado por herança, então desses dízimos fareis ao Senhor uma oferta alçada, o dízimo dos dízimos. Nm. 18: 26.
2.            DEUS DIZ: Portanto lhes dirás: Quando fizerdes oferta alçada do melhor dos dízimos, será ela computada (calculada) aos levitas, como a novidade da eira e como a novidade do lagar. Nm. 18: 30. 

PASMEM OS LEITORES
INVESTIMENTOS EM CONFLITO COM AS CRENÇAS ADVENTISTAS 

Dízimo investido na bolsa de New York, em vez de aplicarem na pregação do Evangelho!
O recorte do jornal mostrado faz referência a investimentos do dízimo na bolsa de valores de New York de 550 milhões de dólares! --- Pouca gente tem idéia o que é um milhão de dólares = 40 apartamentos de 2 quartos e sala.
É desta forma que estão investindo o dinheiro do dízimo nas bolsas de valores, a seguir você verá os tipos de ações que foram compradas com o teu dízimo.
Segue a transcrição da publicação no Jornal.
Para o Editor: Eu fiquei indeciso ao escrever essa carta, porque envolve uma organização religiosa que eu acredito que está mais próxima de Deus do que qualquer outra. Mas, como os líderes locais e nacionais estão alheios ao problema e se recusam em dar informações ao povo, eu não tenho outra escolha.
A organização é a igreja dos  Adventistas do Sétimo-dia. Não os membros, mas a direção conhecida como a Conferência Geral. O problema está na grande quantidade de dinheiro sendo investida em Ações de companhias de produtos e serviços que estão diretamente em conflito com o que os Adventistas           acreditam. 
Algum desses produtos incluem joalheria, café, chá e outras bebidas que contem cafeína, mísseis, aviões de combate militar, e ações do maior produtor de carne de porco do país. Isso pode não significar muito para vocês, mas para um membro da igreja Adventista é devastador. Eu encontrei entre eles, os mais sinceros cristãos que jamais encontrei. Eles são também os mais liberais. Por esta razão, eles cuidam para onde vai a sua oferta. A informação deveria ser dada pelos líderes, mas por alguma razão eles não falam. Os valores em investimento excedem a 550 milhões de dólares. Isso está errado por si mesmo. Esse dinheiro vem de fundos como o dízimo e projetos especiais chamados "in-gathering".  As pessoas interessadas podem pedir o portfólio dos investimentos à Conferência Geral.   Mas, não espere uma pronta resposta. Os dirigentes primeiro querem saber a sua função na igreja. --- Bruce Burks.
Você poderá afirmar: É problema deles estarem usando dízimo de forma errada. Você amigo leitor está enganado, a partir do momento que você colabora com o erro ou com o errado você é cúmplice.

FALSOS TESTEMUNHOS DE DIZIMISTAS

Amigo engana amigo, ninguém fala a verdade. Eles treinaram a língua para mentir; e, sendo perversos, eles se cansam demais para se converterem. Jr. 9: 5.
Quem observar com os olhos da honestidade, já deve ter concluído que nas igrejas independente do rótulo na parede, todos os pregadores falam sobre a mentira, mas, jamais pregaram contra a mentira, desta forma inconscientemente os membros são induzidos a seguirem os passos do engano.
Observem bem estes dois exemplos que presenciei, dentre vários que poderiam ser citados.
1.     Na igreja de Vila Lobão, uma irmã pregando ela alegou que o emprego que ela tem e os de seus irmãos são bênçãos provindas dos dízimos de sua mãe, mas, a verdade é que eles só têm seus empregos porque os mesmos estudaram e fizeram concursos públicos, caso contrário, mesmo sendo dizimistas jamais teriam chegado aonde chegaram. A bênção do dízimo não é para a descendência, e sim, para o dizimista.
2.     Na mesma igreja um irmão deu um testemunho que seu padrão de vida é bênção do dízimo, mas, a verdade é que ele trabalha desde o amanhecer às vezes até mais das 10h00min da noite.
Esta é a verdade que nossos líderes espirituais jamais ensinam: Bênção é semelhante à salvação, portanto observem bem; a salvação é um dom de Deus concedido ao pecador e o mesmo tem apenas que aceitar a Cristo como salvador, é tão somente pela fé. As obras que constam na salvação são as obras de Cristo e jamais a que produzimos de bom ou porque somos dizimistas. O que tem de dizimistas que vão para o inferno não é brincadeira e o que tem de não dizimistas que vão para o céu é incontável.
A bênção é da mesma forma, se eu tenho um trabalho poderá ser ele abençoado, jamais será uma bênção, ou seja, a bênção a pessoa recebe de mão beijada a semelhança da salvação. A pessoa rala pra conseguir alguma coisa e depois vai mentir dizendo que foi graças ao ato de dizimar. Vou exemplificar.
a)              A pessoa está desempregada e distribui currículo e depois fica batalhando pelo emprego e de repente ele consegue, foi bênção? Claro que não, foi o esforço dele, deve sim reconhecer que Deus lhe deu saúde e vida para conseguir seu objetivo.
b)              A pessoa está desempregada, mas, não faz nenhum esforço correndo atrás de emprego, e de repente alguém o procura para lhe agraciar com uma vaga em determinada empresa, isto é bênção porque ele não batalhou para conseguir, recebeu de mão beijada, depois desta conquista, ele poderá agradecer a Deus e testemunhar afirmando ser bênção, porque o dízimo quando foi estabelecido não foi sobre o que a pessoa tinha, e sim do que era produzido pela terra e jamais do que a pessoa ganhava o salário não é uma bênção é a compensação sobre o que a pessoa produz na empresa. Aposentadoria, pensão e bolsa família são esmolas, portanto não podem ser dizimados.
Autor: Eurias R. Carneiro
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