domingo, 31 de janeiro de 2016

O DIA EM QUE A VERDADE VIROU MENTIRA

O DIA EM QUE A VERDADE VIROU MENTIRA



A verdade e a mentira andam muitas vezes de mãos dadas... Por vezes torna-se difícil distinguir uma da outra... torna-se difícil acreditar no que nos dizem, torna-se difícil acreditar no que vemos e acima de tudo aquilo que os nossos olhos não conseguem ver!
Certa vez a verdade e a mentira foram passear juntas. Passaram perto de um belo lago... O dia estava quente. A mentira virou-se para a verdade e disse: Vem, vamos nadar juntas, está um dia tão bonito. “A verdade respondeu: Sim, vamos nadar. Despiram-se, e a verdade saltou para a água antes da mentira... a mentira ficou fora da água, pegou as roupas da verdade e desapareceu. Desde então, a mentira anda por aí com as roupas da verdade, e a verdade é considerada mentira tanto na sociedade bem como nas igrejas sem excluir nenhuma.


Desde então nada mudou no nosso mundo. O homem acredita mais na mentira do que na verdade que vem de Deus. Quantas mentiras são espalhadas pelos meios de comunicação, pelos livros escolares e evangélicos e até mesmo pelas igrejas e pastores. As teorias mais malucas podem ser propagadas, e encontram adeptos em todos os lugares. E, apesar disso, o homem ainda pensa que é inteligente, moderno, "IN", acha que está acompanhando os acontecimentos de maneira racional.


Mentir é falar ou dizer algo contrário à verdade; é a expressão e manifestação contrária ao que alguém sabe, crê ou pensa. Pode-se crer na mentira, falar mentira e praticar a mentira. É o engano em seus diferentes aspectos; nocivo ao ser humano e ofensa grave diante de Deus. O diabo é o pai da mentira (João 8: 44 - Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira. João 8:44) e, portanto, a mentira é um instrumento diabólico que o homem usa para sua própria perdição. O mais triste é que o homem ama a mentira, não ama a verdade, pois ele é mau por natureza (Rm. 1: 25. - Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém. Romanos 1:25 / Ap. 22: 15 - Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira. Apoc. 22:15 / São cães devoradores, insaciáveis. São pastores sem entendimento; todos seguem seu próprio caminho, cada um procura vantagem própria. Isaías 56:11).


Falar mentira é um mal muito comum em todos os ambientes e esferas da vida e até no meio religioso. Algumas pessoas dizem que certas mentiras são benignas, mas isto não é correto. Toda mentira, pequena ou grande, é um instrumento do diabo, portanto é recomendável que o crente não se comprometa com coisa alguma que possa levá-lo a mentir mesmo que seu pastor ou padre afirme que seja verdade. Todo verdadeiro crente deve tratar tudo de uma forma positiva; na verdade o seu falar deve ser "Sim, sim, Não, não, porque o que passar disto é de procedência maligna" (Mt. 5:37).
Devemos aborrecer a mentira em qualquer forma que se apresente, e não nos esquecermos que o primeiro pecado grave, pecado de morte, registrado na igreja, foi uma mentira (Atos 5:1-11). Temos que amar a verdade, a qual está em nós e revelada na Palavra de Deus, e estará para sempre (II João 1,2). Procuremos praticar a verdade em nossas vidas, crer na verdade, falar a verdade e amar a verdade. Cristo disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vai ao Pai, senão por mim" (Jo. 14: 6). "Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros." (Ef. 4: 25).
Porque falar sobre a mentira quando se podia falar somente sobre a verdade? Alguma pessoa poderá questionar. Infelizmente nas religiões em geral e principalmente as que se autodenominam do povo do advento estando incluídos os reformistas e dissidentes, há muitas mentiras sendo ensinadas como se fossem verdades e verdades sendo ensinadas como se fossem mentiras.
Na data de 19/03/2011, em um templo reformista no Bairro Vila João Castelo foi ensinado pelo pastor que as pessoas de Sodoma e Gomorra não ressuscitarão.
O próprio Cristo afirmou que no dia do Juízo final haverá menos rigor na prestação de contas para Sodoma e Gomorra do que para certos grupos religiosos. Ele falou embasado na verdade? Neste caso quem afirma que os Sodomitas e Gomorristas não vão ressusscitar está chamando o Senhor Jesus Cristo de mentiroso. Eu lhes digo a verdade: No dia do juízo haverá menor RIGOR (severidade - exigência) PARA SODOMA E GOMORRA do que para aquela cidade. Mt. 10: 15. São provas que eles vão ressuscitar.

Mas eu lhe afirmo que no dia do juízo haverá menor RIGOR (severidade - exigência) PARA SODOMA do que para você. Mt. 11: 24.
Os reformistas se auto-intitula de os 144.000, esta é uma das características fundamentais deste grupo: Mentira nenhuma foi encontrada em suas bocas; são imaculados. Ap. 14: 5. Se analisarmos com o crivo da honestidade será observado que muito do que é ensinado como sendo verdade não tem fundamento dentro da verdade escriturística da Palavra de Deus.
De que lado você estará quando o Senhor Jesus Cristo voltar?

Por: Eurias R. Carneiro

RESPOSTAS AS DEZ CITAÇÕES DO PROFESSOR

RESPOSTAS AS DEZ CITAÇÕES DO PROFESSOR


Neste email respondo as dez citações do professor Azeniton Brito. Por favor, leiam todo o material e compare com a Bíblia para poder opinar. 
Apenas uma pergunta antes das respostas: 
Porque o sábado é o mais importante do que a adoração ao Eterno Deus? 
O primeiro mandamento e o segundo é com relação à adoração a Deus, ou seja, o professor Azenilto declarou que o sábado é mais importante que a adoração de quem criou o sábado, é muito estranho para quem afirma ser adorador do verdadeiro Deus. Tudo o que é colocado em primeiro lugar na vida espiritual constitui no deus da pessoa, e quando a pessoa afirma que o quarto mandamento é o mais importante que o primeiro e o segundo (que direciona adoração a Deus) a pessoa de forma indireta está declarando que é adorador do sábado. Podem criar qualquer tipo de desculpas, mas, para quem conhece a Palavra de Deus sabe que é a mais pura verdade que estou falando.
Respondendo biblicamente aos questionamentos que me foram feitos:
1o. - Por ser originário de antes do ingresso do pecado no mundo.
Resposta: Se não existia pecado porque Deus santificou e abençoou o sábado? Para haver bênção e santificação é necessário que haja maldição e profanação e nada disso existia.
2o. - Por ter sido “santificado” por Deus e dever ser “santificado” pelo homem. Resposta: O que está limpo não tem necessidade de ser lavado, o que é santo não tem necessidade de ser santificado, neste caso porque o homem deve santificar o que há é santo?
3o. – Por estar no coração da lei e destacar o aspecto de relacionamento vertical e horizontal.
Resposta: O sábado não é o coração da lei, coração é símbolo de amor e a lei dos dez mandamentos está relacionado com: Ministério da morte, ministério da condenação e escravidão. Não tem um texto dentro da Bíblia que afirma ser o sábado ou qualquer parte da lei das pedras serem o coração (amor).        
4o. – Por ter sido escolhido para ser sinal entre Deus e Seu povo.
Resposta: O professor faltou com a verdade como os demais incluindo Ellen White ao afirmar que o sábado do sétimo dia é o selo de Deus, o Espírito Santo nas Sagradas Escrituras afirma que OS SÁBADOS é o sinal de Deus e jamais o sábado, neste caso eles estão manipulando e corrompendo as Sagradas Escrituras.
5o. – Por Jesus tê-lo destacado como estabelecido “por causa do homem”. Resposta: Novamente o professor desvirtuou os ensinamentos de Cristo, Jesus jamais destacou o sábado como sendo o mais importante é só ler a história dele, Ele destacou o amor como o mais importante, o que os guardadores do sábado colocam no vaso sanitário e dão descarga como se fosse dejeto humano, quando ele disse que o sábado foi feito por causa do homem, Ele estava mostrando que o homem é mais importante que o sábado.
6o. – Por Jesus ter-Se declarado “Senhor do sábado”, não para desqualificar o mandamento.
Resposta: Quando Cristo declara ser Senhor de alguma coisa, Ele está dizendo que Ele é maior, superior, criador e independente. Ao Ele declarar que é Senhor do homem Ele está dizendo que Ele é maior e superior a qualquer homem e não o está desclassificando.
7o. – Por ter recebido tratamento especial em Hebreus e ser indicado como ainda necessário.
Resposta: A própria IASD em uma revista Adventista que infelizmente eu não a tenho mais, lá ela declara que quem pensar que hebreus cap. 3 e 4 está referindo-se a guarda do sábado está redondamente enganado ou mandando guardar. Se você ler os dois capítulos com honestidade vai descobri o seguinte: 
a) A incredulidade dos judeus não é com referência ao sábado, e sim, referente a  Deus e a Cristo. 
b) Os judeus em toda a sua história sempre guardaram o sábado salvo em algumas ocasiões e não a nação toda, e na época da escrita do livro de hebreus eles guardavam rigorosamente o sábado, mesmo assim não entraram no descanso de Deus, isto mostra que o descanso de Deus não é o sábado. O sábado é o descanso humano. 
c) É tão verdade que o conselho do Espírito Santo não é para guardar o sábado, e sim que procuremos entrar naquele descanso, descanso este o de Deus porque o descaso de Deus não é o sábado e sim Cristo. Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.  Hebreus 4:11 - Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
d) Tudo dos IASD e Reformista gira em torno do sábado e jamais em torno do amor e da adoração a Deus como ficou e está sendo provado nestas respostas.
8o. – Por ser indicado como memorial também da redenção.
Resposta: O sábado como memorial da criação ou redenção é mais uma invencionice teológica e whitista criada pelos adoradores do sábado. Não tem nenhuma indicação dentro da Bíblia que diz ser o sábado memorial da criação.
-  a) As ofertas é que ficaram como memorial para Deus e para o povo que o adoram - E o sacerdote tomará daquela oferta de alimentos como memorial...
b) O incenso ficou como memorial para Deus e para o povo que o adoram - E sobre cada fileira porás incenso puro... Levítico 24: 7.
c) O ouro ficou como memorial para o povo e para Deus -  o ouro dos chefes de mil e dos chefes de cem, e o levaram à tenda da congregação, por memorial para os filhos de Israel perante o SENHOR. Números 31: 54.
- d) O nome do Eterno Deus é um memorial para seus verdadeiros adoradoresSim, o SENHOR, o Deus dos Exércitos; o SENHOR é o seu memorial. Oseias 12: 5.
- e) Para o povo de Deus as pedras tiradas do meio do Jordão ficou como memorial.  assim estas pedras serão para sempre por memorial aos filhos de Israel. Josué 4: 7.  
f) O grão trilhado, o azeite e o incenso ficou como memorial para o povo de Deus. Assim o sacerdote queimará o seu memorial do seu grão trilhado, e do seu azeite, com todo o seu incenso; oferta queimada é ao SENHOR. Levítico 2: 16.
g) O efa de flor de farinha, o azeite, o incenso e a oferta são um memorial para DeusE dela tomará um punhado da flor de farinha, da oferta e do seu azeite, e todo o incenso que estiver sobre a oferta de alimentos; então o acenderá sobre o altar, cheiro suave é isso, por ser memorial ao SENHOR. Levítico 6:15.
h) O bem que a pessoa faz a uma pessoa necessitada fica como um memorial para DeusE disse-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus; Atos 10:4.
-  I) Os que temem a Deus e ensina os outros a ter este temor é escrito diante de Deus um memorial a estas pessoas.  ...e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o SENHOR, e para os que se lembraram do seu nome. Malaquias 3:16
- J) Que o sábado é o memorial da redenção (salvação) é o clímax do desconhecimento bíblico. O verdadeiro MEMORIAL da redenção (salvação) é a ceia instituída por Cristo, mas só crer e aceita quem reconheci a Cristo como Senhor e Salvador e a Bíblia como sendo verdade e a teologia como sendo o espírito da mentira. E quem ensina ao contrário está chamando a Cristo de mentiroso e charlatão. Tomando o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: "Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim". Luc. 22: 19.
- Concluindo - Poderei citar mais textos das Sagradas Escrituras e ti digo sem medo de errar: Não tem um texto dentro da Bíblia que diz ser o sábado um memorial para Deus ou para seu povo, e como não tem quem ensina isso está mentido.
É bom os mentirosos no nome da Bíblia ter muito cuidado, tem vários textos que faz referência sobre o destino de quem trilha este caminho.
9o. – Por ser indicativo de disposição em servir fielmente ao “Senhor do sábado”. Resposta: Não tem um texto dentro das Sagradas Escrituras de forma indicativa que devemos ser fiel ao Senhor do Sábado, tem sim, afirmando que devemos ser fieis ao Deus criador, mantenedor e salvador. Quando o professor faz tal afirmação ele está deixando bem claro que Deus é apenas Senhor do Sábado e ponto final. Este tipo de afirmação fica para as pessoas que nunca conheceram o Deus verdadeiro e a Cristo que foi enviado para salvar.
10o. – Por prosseguir na Nova Terra como princípio perpétuo.
Resposta: O professor foi desonesto com o texto de Isaias. 
a) O texto afirma que de uma lua nova até a outra lua nova o povo de Deus vai a Sua presença adorá-lo, o texto não diz que é no dia da lua nova, e sim, que a adoração é diária e jamais no dia específico da lua nova, é só ler com bastante atenção. De uma lua nova a outra não especifica um dia, mas um período decorrido, ou seja, a adoração é diária e não uma vez por mês calculado no calendário lunar.
b) O mesmo texto afirma que de um sábado a outro sábado o povo de Deus vai adorá-lo, o texto não diz que eles vão adorar a Deus no dia específico de “sábado”, não diz que a adoração é no dia de sábado, se você ler de forma honesta, observem bem: Eu digo de forma honesta - você vai observar que o texto diz: De um sábado a outro e jamais que é no dia de sábado ou todos os sábados, ou seja, a adoração é todos os dias de sábado a sábado, de uma lua nova a outra lua nova porque é todos os dias são dias de adoração. O texto não faz nenhuma referência com adoração específica em dia de sábado ou lua nova, apenas denota um espaço de tempo entre as citações mostrando que é diária.
Infelizmente o professor adulterou, manipulou e mentiu sobre os textos para defender uma doutrina falsa bem como os demais sabatistas, o problema são dois: 
1 - Vocês são sabatistas e jamais cristãos, por isso que a vida espiritual de vocês gira em torno do sábado e jamais da adoração ao Eterno. 
2 - Vocês creem e aceitam o sábado de Deus, mas nunca creram e aceitaram o Deus do sábado.
Ficou provado que o sábado não é o mandamento mais importante da lei.
Será mesmo que sou inimigo de vocês somente porque defendo a verdade de Deus?

Em 29 de agosto de 2012 - 21:38, Azenilto G. Brito <profazenilto@hotmail.com> escreveu:

§ Analisando o Ensino Bíblico   §
10 Razões Por Que o Sábado É o Mandamento Mais Importante do Decálogo
1o. - Por ser originário de antes do ingresso do pecado no mundo.
       Se analisarmos a história humana, percebemos que há somente duas instituições que antecedem o ingresso do pecado em nosso planeta: o sábado e o casamento. Não é de estranhar o empenho de Satanás  em corromper ambas estas instituições que odeia particularmente: o sábado através de falsas teologias que o descartam ou alteram o seu significado, e o casamento, através de toda essa avalanche de separações, divórcios, referências negativas através dos órgãos de diversão (rádio, TV, músicas, filmes), e mais modernamente os casamentos de pessoas do mesmo sexo.
2o. - Por ter sido “santificado” por Deus e dever ser “santificado” pelo homem.
      Deus mesmo deu o exemplo de descansar, abençoar e santificar o primeiro sábado (Gên. 2:2, 3). Sendo Ele inteiramente santo, não precisaria de santificar nada para Si. Se o fez foi “por causa do homem” (Mar. 2:27). Ligado diretamente à Criação do mundo, o mandamento começa ordenando, “lembra-te do dia do sábado para o santificar”. O descanso vem após a ordem de santificação. A razão de se dever santificar o 7o. dia, e não outro qualquer, segundo conveniências humanas, é clara: “Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou” (Êxo. 20:11).
3o. – Por estar no coração da lei e destacar o aspecto de relacionamento vertical e horizontal.
       O mandamento do sábado fica bem no coração da lei, que foi solenemente proferida por Deus ao Seu povo junto ao Sinai (“e nada acrescentou”—Deu. 5:22), sendo depois escrita pelo próprio Deus nas tábuas de pedra. E é praticamente o único que trata dos seus dois aspectos básicos: a perspectiva vertical e a horizontal.
       Do ponto de vista da perspectiva vertical (“amar a Deus sobre todas as coisas”), se é para “santificar” o sétimo dia, isso significa dedicar a Deus tal dia para um relacionamento mais íntimo da alma com o Criador, sem os embaraços de preocupações seculares.
      Na perspectiva horizontal (“amar ao próximo como a si mesmo”), o 4o. mandamento concede repouso aos servidores de um crente—“nem o teu servo, nem a tua serva. . .”, e até os animais são beneficiados, em benfazejo ato de misericórdia—“nem o teu boi, nem o teu jumento. . .”
4o. – Por ter sido escolhido para ser sinal entre Deus e Seu povo.
       Dentre todas as regras, o sábado serve de sinal entre Deus e Seus filhos desde o Êxodo, fato que o Senhor confirma milênios depois ao profeta Ezequiel (ver Êxo. 31:17; Eze. 20:12, 20). Não existe qualquer indicação de que tal sinal tenha sido deixado de lado ou substituído por outro na passagem do Velho para o Novo Concerto (ver Heb. 8:6-10, cf.Jer. 31:31-33). Os batistas confirmam esse aspecto na sua “Declaração Doutrinária”, Tópico XV, “O Dia do Senhor”, em documento da Convenção Batista Nacional, ao constar do rodapé o texto de Êxo. 31:14-17.
5o. – Por Jesus tê-lo destacado como estabelecido “por causa do homem”.
       O sábado foi feito para servir ao melhor interesse de descanso físico, mental e refrigério espiritual de todos os homens (Mar. 2:27). Ademais, Cristo tanto Se preocupou em preservar o sábado como foi pretendido que teve vários atritos com a liderança judaica, não quanto a SE deviam guardá-lo, nem QUANDO fazê-lo, e sim COMO observar “o dia do Senhor” no seu devido espírito. Ele Se empenhou por corrigir as distorções daqueles líderes para com o mandamento porque era zeloso pelas coisas de Deus. Ele mesmo identificou-Se como “Senhor do sábado” (Mat. 12:8).
6o. – Por Jesus ter-Se declarado “Senhor do sábado”, não para desqualificar o mandamento.
       Em Mateus 12:8 Cristo declara-Se “Senhor do sábado” em debate com os líderes judaicos. Ele o faz, não para desqualificar o mandamento, apesar de alguns ensinarem a aberração teológica de que Jesus fazia uma “campanha” anti-sabática, quando Ele mesmo, como Criador (João 1:3; Heb. 1:2) estabeleceu o princípio. Não faria sentido algum Ele buscar diminuir a importância daquilo que Ele mesmo estabeleceu “por causa do homem”, além do problema sério de que se estivesse estabelecendo “graus de violabilidade do mandamento”, como certo “teólogo” dispensacionalista ensina, teria que ser considerado “o mínimo no reino dos céus”, à luz de Suas próprias palavras em Mateus 5:19. Jamais iria Jesus diminuir o valor de qualquer mandamento da lei de Deus, “ainda que dos menores”. O sábado, de fato, confirma-se como o mais importante da lei.
      Cristo declarou-Se “Senhor do sábado” porque tinha autoridade para definir o modo de observá-lo, diante das distorções dos líderes judaicos e sua constante pergunta a Ele, “. . .com que autoridade fazes tu estas coisas? Ou, quem é o que te deu esta autoridade?” (Luc. 20:2). Eles não corrompiam só o sentido do 4o. mandamento, como também o 5o. e a prática do dizimar (ver Mar. 7:9ss e Mat. 23:23).
      Pode-se dizer que assim como Jesus expulsou os cambistas do Templo, Ele expulsou do sábado as falsas concepções a seu respeito e as regras humanas que lhe foram acrescentadas.
7o. – Por ter recebido tratamento especial em Hebreus e ser indicado como ainda necessário.
        Na epístola aos Hebreus, enquanto as cerimônias e o seu sentido prefigurativo do sacrifício de Cristo são detalhadamente discutidos nos capítulos 7 a 10, o sábado recebe tratamento muito especial nos capítulos 3 e 4. Simboliza o descanso espiritual que se obtém em Cristo. Embora o povo de Israel haja falhado coletivamente em obter tal descanso, dentro de Israel houve os heróis todos, citados no capítulo 11, que encontraram esse descanso espiritual, e nem por isso deixaram o sábado de lado. O salmista disse que se deleitava em cumprir a lei divina que conservava no coração (Sal. 40:8), o que certamente incluía o mandamento do sábado.
      É interessante que, embora por todos os dois capítulos 3 e 4 de Hebreus, enquanto a palavra grega para descanso seja katapausin, no vs. 4:9 o autor emprega um termo especial, usado só esta vez em toda a Bíblia, sabbatismos, ao lembrar, como indica nota de rodapé em muitas versões bíblicas: “Resta um descanso sabático para o povo de Deus”. Ou, como traduziu o erudito G. Lamsa, de fontes originais aramaicas, “resta uma guarda do sábado para o povo de Deus”.
       Claramente o autor de Hebreus quis demonstrar que embora utilizasse a metáfora do sábado para ilustrar o descanso espiritual, ele quis evitar qualquer ambiguidade deixando claro que o sábado semanal não cessou, com a falha sistemática do povo de Israel em alcançar o descanso espiritual que Deus lhe propunha. Prosseguia o povo de Deus tendo o descanso do sábado como um pequeno modelo desse descanso em Cristo.
8o. – Por ser indicado como memorial também da redenção.
       Ao repetir os termos da lei divina ao povo, Moisés ressaltou que o sábado, indicado no original da lei dada no Sinai, tendo o caráter de memorial da Criação, era também memorial da Redenção. Lembrava ao povo o livramento da escravidão do Egito, onde não tinham o privilégio de dedicar tal dia ao Senhor (Deu. 5:15). Assim, o sábado é tanto memorial da Criação quanto da Redenção. Simboliza perfeitamente que aqueles que foram livrados do Egito do pecado agora têm também o privilégio de observar o sábado para dedicá-lo ao Senhor e obter descanso físico, mental e refigério espiritual, algo que não praticavam quando prisioneiros do pecado, definido nas Escrituras como “transgressão da lei” (1 João 3:4).
9o. – Por ser indicativo de disposição em servir fielmente ao “Senhor do sábado”.
       O fato é que quem se dispõe a observar fielmente o sábado denota um espírito de submissão a tudo quanto o Senhor determina em Sua lei. Dificilmente um assassino, ladrão, adúltero contumaz iria dispor-se a seguir tal princípio. Tais indivíduos não revelam consideração para com outras regras bíblicas até  mais fáceis de acatar, muito menos se sujeitariam a algo que se constitui numa restrição tida por inconveniente e penosa—reservar tempo para Deus regularmente, num dia contrário ao costume social, buscando respeitar Sua lei integralmente para associar-se semanalmente na igreja a outros adoradores de mesma visão.
10o. – Por prosseguir na Nova Terra como princípio perpétuo.
       Finalmente, dentre todos os mandamentos, o do sábado é o único mencionado como sendo respeitado plenamente pelos salvos na Nova Terra “em que habita a justiça” (2 Ped. 3:13). Ali os remidos terão regularmente duas reuniões—uma mensal, quando da lua nova (possivelmente de caráter social), e uma semanal, aos sábados, para adorarem ao Senhor (Isa. 66:22, 23).
       Ora, se o sábado é instituição que se confirma desde o mundo recém criado e se estende ao longo das eras eternas do mundo recriado, por que não o observaremos hoje também, sendo que Paulo deixa claro que a fé não veio anular a lei, e sim confirmá-la (Rom. 3:31­)? 
CONCLUSÃO: Indiscutivelmente, o sábado é o mais importante mandamento do Decálogo. Quem discordar disso que nos prove o contrário indicando, então, qual seria tal mandamento.
Obs.: Uma objeção comum a este estudo é de que Jesus indicou que o mandamento mais importante da lei de Deus seria qualquer das duas regras da “lei áurea”—amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
       Mas esses mandamentos são meramente um sumário dos 10 Mandamentos, não uma regra diferente. Pode-se dizer que esses princípios são o próprio Decálogo em seu duplo núcleo—o da relação vertical homem-Deus, e o da relação horizontal homem-homem. Tanto os luteranos, em sua confissão de fé, quanto a Confissão de Fé de Westminster e a Confissão Batista de 1689 confirmam que os primeiros quatro mandamentos tratam de nossa responsabilidade para com Deus, e os seis últimos fazem o mesmo quanto a nossa responsabilidade para com o próximo. 
       Ah sim, e sobre nada haver de "moral" no preceito do sábado, o que há de 'moral' em um nome? O que as letras, sílabas e fonemas de um nome, como "Senhor", "Deus", têm de moral em si? Por que o 3o. mandamento é considerado da "lei moral"? 
       Ou será que a 'moralidade' está no que REPRESENTAM, tanto o nome, quando o espaço de tempo DEDICADO a Deus?!  Aliás, TODAS AS IGREJAS oficialmente sempre entenderam que o princípio do sábado é originário da criação do mundo, daí tendo caráter MORAL e UNIVERSAL (luteranos, presbiterianos, batistas, metodistas, anglicanos, congregacionais, e, mais recentemente, isso é confirmado em obras da CPAD--Casa Publicadora das Assembleias de Deus).

Prof. Azenilto G. Brito
Ministério Sola Scriptura

----- Mensagem encaminhada -----
De: elpidio da cruz silva 
Enviadas: Quarta-feira, 29 de Agosto de 2012 21:07
Assunto: Re: Uma dúvida esclarecida pela ICBA, bem coerente com Col 2:14 a 17

Gostaria de esclarecer aos irmãos o seguinte sobre a questão do sábado:

a-) Ele não é um mandamento superior a nenhum outro.
b-) Nós da ICBA acreditamos que a exigência da obediência à Lei de Deus para salvação é que foi abolida, e não a Lei.
c-) Acreditamos que a Lei é santa, justa e boa.
d-) Acreditamos que Deus colocou todos debaixo do pecado, para com todos usar de misericórdia.
e-) Acreditamos que somos salvos única e exclusivamente pela graça, sem as obras da Lei.
f-) Acreditamos que todos pecamos e somos justificados gratuitamente pelos méritos de Cristo.
g-) Acreditamos que se guardarmos todos os mandamentos e pecarmos apenas contra um, nos tornamos réu de todos. Por esse motivo, precisamos dos méritos de Cristo para nossa justificação sem as obras da Lei.
i-) A Lei de Deus nós serve como espelho para ver como realmente somos.
j-) Somos tão infiel na guarda do sábado, como também o somos na guarda de qualquer um dos outros mandamentos. Se disser que não pecamos, incorremos no pecado da mentira.
k-) Acreditamos que o sábado foi feito por causa do homem, sendo assim, o homem tem primazia sobre o sábado. Se para minha sobrevivência eu precisar trabalhar nele, eu sou mais importante do que ele. 
l-) Não julgamos o que um nosso irmão faz ou deixa de fazer no sábado. Independente do sábado, ele sempre será nosso irmão.
m-) Como igreja pregamos o sábado como um dos mandamentos de Deus, porém, também pregamos que somos salvos somente pela graça e isso é muito mais importante do que o sábado.
n-) Pregamos que se o irmão puder ter o sábado como um dia de descanso separado por Deus, faz bem, porém, não o impomos como condição para o batismo. Temos experiências maravilhosas nesse sentido.
o-) Para nós, o único ponto de salvação é aceitar Cristo como salvador e procurar viver como ele viveu, no serviço ao próximo.

Imagino que encontramos o ponto de equilíbrio. Por que deveríamos colocar o sábado como um mandamento que não pode ser quebrado, se todos os outros nós quebramos? A graça de Cristo é capaz apenas de cobrir todas as nossas ofensas, exceto a transgressão do sábado?

Elpídio.




De: Marcelo Valle <jkdvalle36@hotmail.com>
Para: chico betu <
chicobetu@gmail.com>; azenilto brito <azenilto@yahoo.com.br>; Milton Filho bereano<milton@eletros.com.br>; FLAVIO SCHMIDT <flavioschmidt@msn.com>; marcos miranda<gmkmiranda@terra.com.br>; elpidio cruz <elpidiopro@globomail.com>; elpidio cruz <elpidiocruz@yahoo.com.br>; emerson acosta <emer.macosta@gmail.com>; Evandro Madeira <evm-7@hotmail.com>; josé silva <joses.silva@yahoo.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 29 de Agosto de 2012 10:54
Assunto: Uma dúvida esclarecida pela ICBA, bem coerente com Col 2:14 a 17

Alberto,

O irmão Elpídio, em um dos ultimos e-mails que fizeram parte daquele debate, mostrou-se inclinado a este mesmo raciocínio, de que embora a icba se reuna aos sabados, como de costume fazem, eles não impõem a observancia do  sabado como algo necessario à salvação, pelo menos não são iguais aos adventistas do 7 dia neste quesito.
O grande "teste" para os "sabatistas" é justamente colossenses 2:16,17, porque mesmo que tentem explicar que "sabados" ali seriam os denominados "sabados cerimoniais" (o que não é biblico),  eles só o fazem interrompendo uma sequencia lógica dada pelo proprio texto:

 FESTA, LUA NOVA, SABADO = ANUAL, MENSAL, SEMANAL.

Este agrupamento de termos dado por Paulo mostra sem duvida que "sabados" na passagem se refere ao 4 mandamento, se não for assim, há um prejuizo na exegese do texto...
É provável, dizem os teólogos, que Paulo fez referencia ao texto de oséias 2:11, pois possuem a mesma sequencia de termos, embora haja outros textos também com esta sequencia, não necessariamente na mesma ordem.
Que bom, que pelo menos a ICBA, da qual tenho profunda admiração por alguns de seus membros, tenha este entendimento e não imponha o mesmo rigor que a organização Adventista do 7 dia impõe a seus membros, principalmente no tocante a manutenção da vida secular.
Aproveitando este e-mail, quero parabenizar os irmãos Marcos Miranda e Elpídio Cruz pela humildade e mente aberta com que entendem e procuram praticar as escrituras..

Saudações em Cristo

MARCELO VALLE





De: Alberto Azevedo <chicobetu@gmail.com>
Para: Azenilto<
azenilto@yahoo.com.br>
Enviadas: Terça-feira, 28 de Agosto de 2012 22:28
Assunto: Uma dúvida esclarecida pela ICBA, bem coerente com Col 2:14 a 17

Senhores Cristãos!

Saudações! Saúde e paz!

Recebi seu e-mail numa lista de debate da WEB, do qual participei; portanto penso que estou passando para pessoas interessadas no assunto e porque achei muito interessante ..... Desculpe se não é de seu interesse.


p e r g u n t a

Remetente: elisabethfernandes
Data: 4/9/09

Eu sou Adventista do sétimo Dia revoltada com o dinheiro que é aplicado em boa parte para manter obreiros e pastores na mordomia. As instituições são de 1º mundo. Vejo que se preocupam muito com a manutenção e regalia destes e esquecem q o mais importante
a pregação do evangelho. Percebi que os senhores não falaram do sábado.
Temos que guardar o sábado exatamente como ensina a Igreja Adventista do Sétimo Dia??
Por favor, gostaria de saber dos senhores sobre o sábado.
Desde já agradeço!!    
Elisabeth Fernandes

Resposta:

Olá irmã Elisabeth.      

Que a paz de Jesus esteja contigo.     

Nossos cultos ocorrem aos sábados, pois observamos o sétimo dia como dia de guarda. No entanto temos algumas diferenças em relação à Igreja Adventista do Sétimo Dia. Aqui cada um observa conforme sua consciência sem haver um controle da igreja sobre os atos dos seus membros, ou seja, se um irmão por algum motivo fizer algo no sábado que outro irmão ache que não é apropriado, o caso não é levado para a comissão da igreja avaliar se é caso de disciplina ou exclusão. A igreja orienta os membros e cada um procede conforme sua consciência, pois entendemos que o papel da igreja é orientar e apoiar os seus membros, e não servir de juiz.Espero ter respondido a sua pergunta satisfatoriamente.
Que Deus lhe abençoe e lhe dê uma nova semana bem feliz
Ricardo

CONFIRAM COM A ORIENTAÇÃO BÍBLICA:

Colossenses

2.14   tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz;


2.15   e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.


2.16   NINGUÉM, POIS, VOS JULGUE POR CAUSA DE COMIDA E BEBIDA, OU DIA DE FESTA, OU DE LUA NOVA, OU SÁBADOS,


2.17   porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.

Atenciosamente,

Alberto




O LADO OCULTO DA IASD MOVIMENTO DE REFORMA

                      PORQUE DEIXEI A "REFORMA"


Testemunho de Helmuth Shneider - ex-pastor da SMIASD-MR no Brasil na década de 60.
Dou graças a Deus por me haver tocado o coração com Seu Espírito, não nos deixando em confusão.
Desde que me entendo por gente, fui reformista. Eu não sabia outra coisa senão que a Igreja Adventista era uma igreja 
apostatada e que o Movimento da Reforma era a verdadeira Igreja de Deus. Só ouvia falar na apostasia da Igreja Grande e que a Reforma era um movimento profético.
Foi em 1951, quando ainda muito jovem, que ouvi de uma separação no Movimento de Reforma. Chegou-me às mãos uma carta, dizendo que o irmão Kozel e outros mais haviam apostatado e que ocorrera uma separação. Começaram agora também horríveis e tremendas lutas de reformistas contra reformistas, pois este movimento dividiu-se, formando duas Associações Gerais, dois movimentos completamente distintos, mas ambos se referindo à sua origem em 1914. As acusações mútuas eram as mais vergonhosas, dividindo famílias, igrejas, o que levou muitos a perderem a fé.
Em 1953, houve a divisão da Reforma na igreja do Cambira, Apucarana, Paraná. Desde então havia naquele lugar três grupos que guardavam o sábado. Muitas vezes, esses grupos se encontravam a caminho da Escola Sabatina, e surgiam fortes discussões.
O irmão Emílio Döhnert, dirigente de um pequeno grupo de adventistas na localidade, procurou provar que esses movimentos não eram amparados por profecias e que só havia fundamento profético para a Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Os anos se passaram, e só mais tarde pude entender que o irmão Döhenert tinha razão.
Desde 1953, o irmão Albert Muller dirigia o Movimento da Reforma, ou melhor, o movimento kozelita, no Brasil. Fui estudar na Alemanha, em 1956. Dois anos depois, ao concluir os estudos na escola missionária da Reforma, estava convicto de que o movimento do irmão Kozel era verdadeiro. Nesse tempo conheci a minha esposa. Em 1958, voltamos ao Brasil. O Sr. Dagoberto Molina, pastor reformista, dirigia a Obra (movimento kozelita) no Brasil. Éramos poucos em número, mas grandes em planos. Queríamos conquistar os adventistas e os reformistas nicolicitas, assim chamados por pertencerem ao movimento de D. Nicolici.
Foi então que fomos morar na Cidade Patriarca, na Capital Paulista. E sempre estávamos convictos de que estávamos fazendo a obra de Deus. Procurávamos obter endereços para visitarmos as famílias. Auxiliava-nos nesse trabalho o Sr. A. Graviotto e, em época de conferências, até mesmo o Sr. Kozel. Havia polêmicas e discussões que se estendiam de 10 a 16 horas por dia, com vergonhosas acusações de ambos os lados. O esforço também não ficou sem êxito.
Em 1962, fui ordenado pastor pela Igreja da Reforma. Pouco depois, foi adquirido um terreno em Vila Ré, na capital paulista, para a construção de uma igreja. Os poucos irmãos que havia fizeram grande sacrifício, especialmente os de Cambira. Mas grande parte dos meios para a construção foi subvencionada por irmãos da Alemanha. Durante as cerimônias de inauguração, fui eleito presidente da Associação Brasileira dos Adventistas do Sétimo Dia — Movimento de Reforma Original de 1914. Auxiliado pelo Pastor Dagoberto Molina, obreiros e colportores, estendemos o trabalho a diversas partes do país: Rio de Janeiro, Juiz de Fora, Uberlândia e Goiânia. Estávamos sempre, em nossas viagens, com uma pesada mala cheia de documentos e fotocópias, e não receávamos encontros com os outros reformistas.
Vencido meu mandato como presidente, fui reeleito. O meu estado de saúde, porém, tornou-se precário. Pedi férias por três meses e vim com minha família para a Alemanha. Voltei, pouco depois, para o Brasil. Como meu estado de saúde era precário, pedi transferência para a Alemanha.
Nessa ocasião, um grande número de irmãos da igreja do Cambira, em Apucarana, decidiu-se pela Igreja Adventista. Não pude compreender tal atitude.
Na Alemanha fiquei quase um ano sem poder trabalhar. Quando melhorei, fui novamente chamado a trabalhar na obra. Fui varias vezes a Portugal, acompanhando pastores, como intérprete.
Em Portugal tinha-se unido novamente um grupo com mais de 100 almas ao Movimento da Reforma, as quais, em 1948, haviam-se separado da Reforma, encabeçados pelo Sr. Rick, e afirmavam ser eles a verdadeira igreja de Deus. (O Sr. Rick separou-se por não ter sido eleito presidente da Associação Geral em 1948, e, assim, fundou para si uma nova igreja, tendo bons exemplos desde 1914).
De três em três meses, eu ia a Portugal e à Espanha. Houve nesse tempo um grande descontentamento entre os reformistas na Europa, especialmente na Alemanha. E muitos começaram a estudar com maior cuidado os testemunhos do Espírito de Profecia. Eu mesmo mudei o meu sistema: não mais com aquela lente reformista. Lia-os agora em conjunto e não mais uma linha aqui e outro trecho acolá.
Como mencionei anteriormente, mudei meu sistema de estudar os testemunhos da irmã White. Cheguei à conclusão de que muitos deles eram por nós reformistas mal aplicados e mal interpretados. Falei com vários amigos e pastores sobre o meu pesar, sem, todavia, duvidar do Movimento da Reforma, apesar de ter visto centenas de reformistas indo para a Igreja Adventista. Muitas vezes me sentia inquieto. Procurava, nessas ocasiões, ver os defeitos da Igreja Adventista. Vários amigos, e mesmo familiares, já se haviam decidido pela Igreja Grande.
Certo dia, em Portugal, fui à Editora Adventista. Ali, muito bem atendido, perguntei se havia livros novos ou recém traduzidos, da profetisa . Meus olhos logo caíram sobre os volumes de Mensagens Escolhidas e outros mais que eu ainda não possuía. Comecei a ler. Entretanto, como pastor reformista, duvidei da tradução. Fui a um amigo que tinha os volumes em inglês, e comparamos página por página, mas tudo concordava, até mesmo as páginas. Isto tocou-me o coração. Falei com os irmãos dirigentes, meus superiores, e disse-lhes que eu não podia continuar como pastor reformista em virtude de ter dúvidas quanto ao movimento. Citei Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 66: "A mensagem que declara a Igreja Adventista do Sétimo Dia Babilônia, e chama o povo de Deus a sair dela, não vem de nenhum mensageiro celeste, ou nenhum instrumento humano inspirado pelo Espírito de Deus". Na página seguinte li: “Direi no temor e amor de Deus: Sei que o Senhor tem pensamentos de misericórdia para restaurá-los de todas as suas prevaricações. Ele tem uma obra para a Sua igreja fazer. Eles não devem ser declarados Babilônia, mas o sal da terra , a luz do mundo . Devem ser mensageiros vivos para proclamar uma mensagem viva nestes últimos dias". Li também trechos das páginas 69 e 406. O último, por exemplo, diz: "Sou animada e beneficiada ao compreender que o Deus de Israel ainda guia Seu povo, e que continuará a ser com eles até o fim". Estas foram as palavras da profetisa à Assembleia da Associação Geral de 1913. Ora, como é possível que Deus, um ano mais tarde, tenha rejeitado a Sua igreja, como dizem os reformistas?
Estes e outros testemunhos me tiraram os fundamentos reformistas de debaixo dos meus pés. E por não mais poder defender o Movimento de Reforma e por reconhecer que é um movimento sem profecias, o qual não pude defender em sã consciência, renunciei a meu cargo. Não fui deposto de meu cargo; renunciei-o voluntariamente e, continuando, todavia, por algum tempo como membro, aprofundando-me cada vez mais no estudo da Bíblia e dos Testemunhos.
Minha esposa e filha já se haviam decidido pela Igreja Adventista. Entretanto, chegou o momento em que não mais tive paz no coração. E, na minha última pregação no Movimento de Reforma, apresentei as profecias do Espírito de Profecia de que a Igreja Adventista do Sétimo Dia permaneceria como Igreja até o fim, sim, até a volta de Jesus. E disse que, se aceitássemos a irmã White como uma profetisa enviada por Deus, não poderíamos duvidar da Igreja Adventista como Igreja de Deus. Há muito que eu esperava ser excluído do Movimento de Reforma, mas, como os líderes de lá não faziam nada nesse sentido, vi a indecisão deles, que me pareceu sintomática.
Poderia citar muitos testemunhos. Mas meu apelo é dirigido a todos os irmãos reformistas, tanto de um como de outro partido, para que abandonem essa tremenda luta de supremacia entre uns e outros, e, de maneira especial, que deixem de trabalhar contra os Adventistas, pois quem luta contra a Igreja Adventista , luta contra Deus.
"Debilitada e defeituosa, necessitando constantemente ser admoesta e aconselhada, a igreja é, não obstante, o objeto do supremo cuidado de Cristo". — ME, vol. 2, p. 380.
Faz um ano e meio sou membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, após 38 anos de Reforma.
São muitos os reformistas que deixaram aquele arraial. Mas, especialmente, sinto-me feliz por meus familiares - minha esposa, pais, irmãs, cunhado e sobrinhos que vivem em Ubiratã, Paraná, os quais como família estão unidos em torno da verdadeira Igreja.
Aqui na Europa, centenas de reformistas já abandonaram o movimento espúrio e hoje são membros de nossa Igreja. Dos pastores que conheço, nove estão conosco agora.
Faz dois anos que, pontualmente, recebo a Revista Adventista, editada no Brasil. Grande foi minha alegria ao ler sobre o despertamento que está ocorrendo entre os reformistas brasileiros. Li, com emoção, os artigos dos irmãos E. Kanyo, J. Laerte Barbosa, Cyro Erthal, Wilmur Medeiros e outros.
Faz pouco tempo, mais três famílias amigas, aqui da Alemanha, deixaram a Reforma. Não posso deixar de mencionar como o Espírito Santo está operando em Portugal, pois ali vários irmãos também fizeram sua decisão. Oremos, com sinceridade, pelos irmãos que ainda estão enganados. — Helmuth Shneider — 71 Heilbronn —Keiserslauternerstr. 43, Germany.

Fonte: Revista Adventista setembro/outubro/novembro de 1975