sexta-feira, 11 de agosto de 2017

LIBERDADE



Amo a liberdade em todos os sentidos, desde que ela tenha compromisso com o que seja a sensatez de não nos entregarmos a qualquer paixão tola, para depois esperarmos que pessoas que nos amam parem a vida e sobrecarreguem-se vindo nos socorrer.

 Esse negócio de "meu corpo, minhas regras" é muito bom quando existe boa consciência, só não vale para adolescente feminista(modinha) grávida e em crise porque brigou com o namoradinho abusivo, e que depois disso corre para o colo da mamãe que tinha cansado de avisar sobre sinais evidentes da canalhice do cabra, para pedir socorro...rsrss! Claro que eu não negaria amparo para uma filha nesta situação, porém, nesse caso, é necessário ela crescer em maturidade e reconhecer humildemente que o "meu corpo, minhas regras" falhou, pois, era pretexto para o exercício de uma vida desequilibrada, alucinada, precipitada pela pressa de "ser feliz", dada aos fascínios dos sentimentos passionais pelos quais não se queira enxergar o que está diante dos olhos justamente em razão de muito querer que a ilusão seja realidade! 
Não há como felicidade verdadeira coexistir com idolatrias humanas, uma é excludente da outra; uma aponta para os equilíbrios da sobriedade de espírito e do sentimento de se valorizar, e a outra aponta para as apostas e tentativas desnorteadas de "ser feliz" indo atrás do que agrada os olhos enquanto se carrega todo tipo de vazio e pendência interior esquecidos ao invés de encarados e tratados!
Adolescentes tem pago preços muito caros por não saberem o que é a vida, daí nascendo as decepções e as mágoas que as acompanham em razão de ter ocorrido o trauma e a falta de perdão característica de uma humanidade medíocre, adolescentes inseguras e desejosas de quererem ser as descoladas da turma, acabam se machucando por conta deste desejo incontido de autoafirmação, de busca por identidade, de quererem se estabelecer, de quererem pertencer e ser respeitadas; enfim, permitirmos que elas embarquem nisso tudo sem estreitarmos nossos laços com elas nos mostrando desde sempre presentes, carinhosos, acolhedores e criando uma intimidade totalmente necessária para que sejamos vistos por elas como o porto seguro neste período delicado de transição das fases da vida, faz toda a diferença na existência.

 Criarmos os nossos filhos para o mundo subentende não os mimarmos poupando-os de resolverem a própria vida por si mesmos, mas não subentende omissão e ausência de intervenção nossa nesse processo quanto ao que não convém nos calarmos ou nos mantermos afastados.


Autor: Panaiótis M. Músculis  

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